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Dinossauros da Vez: ::segunda::::terça:: ::quarta:: ::quinta:: ::sexta:: Sítio Arqueológico Vitamins template by te odeio |
"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield Jovem Guarda![]() Mc Mut gentilmente me pediu que escrevesse sobre essa época. Mesmo porque semana passada estava sendo comemorada pela mídia os 40 anos da Jovem Guarda. Na verdade era muito jovem quando o programa começou na TV Record em 1965. Tinha apenas 10 anos. Acho que ainda não estava nem um pouco madura em matéria de gosto musical. Porém lembro que já gostava muito dos Beatles. E que aquela época, nada tínhamos de semelhante aqui na nossa republiqueta tropical. Gostava sim do programa. Assistia todos os domingos. Era o nosso iê-iê-iê. A tradução tupiniquim do rock internacional. Na verdade não tínhamos outra escolha, por assim dizer. Era o que nos restava, porque Beatles era só no cinema, e olhe lá... Roberto e Erasmo Carlos e mais Wanderléia comandavam o programa. Como convidados recebiam: Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Trio Esperança, Eduardo Araújo, Sergio Murilo, Agnaldo Rayol, Martinha, Ed Carlos, Os Incríveis, The Jordans, Ronnie Von, Vanusa, Deny e Dino, Leno e Lílian, Antonio Marcos, Os Vips, dentre tantos outros... O programa deixou de ser exibido em 1969. ::: Relembrado por Jack 5:32 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Agosto 29, 2005 No meu primeiro post aqui, ao me apresentar, mencionei que sou do tempo em que se pedia a benção ao pai e à mãe antes de dormir... E também ao avô e à avó... Ao tio e à tia... Etc. Mencionei ainda que, nessa época, uma chinelada não traumatizava criança nenhuma. Eu que o diga. Eu tinha muito mais medo dos castigos. Hoje me lembrei de um castigo que ficou gravado na minha memória. Eu nunca gostei de estudar, mas era um bom aluno. Tenho guardada, até hoje, uma medalha de "Honra ao Mérito" que ganhei no primário pelos bons resultados nas provas. Eu havia passado para o ginasial e estava entrando naquela fase de aprontar todas... Roubava goiaba do quintal da Dona Clotilde... Mangas do quintal do Dr. Odilon... Cigarro Continental (sem filtro) do maço do meu pai... E tinha um vício incontrolável - revistas em quadrinhos. Eu acordava com um gibi nas mãos e ia dormir com um gibi nas mãos... Evidentemente toda essa atividade extracurricular acabou se refletindo nos meus resultados escolares. E, um dia, aconteceu o inevitável - tirei a minha primeira nota vermelha! Naquela época os pais tinham que assinar o boletim com as notas. Foi o caos! Meu pai queria me dar umas chineladas, mas meu avô, que nunca levantou a mão para mim, preferiu fazer diferente. Colocou-me sentado no meio da sala e ao meu lado o meu bem mais precioso - minhas revistas. O meu castigo foi ter que rasgar, eu mesmo, todas elas... Uma a uma. Depois, aquela pilha de papel picado foi devidamente incinerada no quintal, em sessão solene... Nunca mais tirei uma nota vermelha. Bem... Pelo menos até a faculdade. Sinto muitas saudades do meu avô. ::: Relembrado por Paulo 11:24 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: ![]() O computador já faz parte da nossa vida. Não imagino meu dia-a-dia sem ele. Eu entrei para essa era com uma engenhoca que deve ter sido o avô ou bisavô deles. Era um TK-85. Do tamanho de um teclado, era acoplado a um aparelho de TV e a um gravador de fita cassete. Acompanhava um manual cheio de programas que tínhamos que copiar para poder "jogar". Era uma complicação. Os programas eram enormes e não podia errar uma vírgula que o programa não rodava. A linguagem era Basic, que eu tive que fazer um cursinho pra aprender. Coisas tipo: "if *y >10 goto..." Ficava horas copiando linhas e linhas disso. Tudo para uma bolinha ficar correndo de um lado para o outro da tela ou para um simples jogo de forca. Um detalhe: não podia desligar porque ele não guardava nada. Para isso era necessário ter um gravador cassete, para poder gravar o programa e usa-lo quando quisesse. Também era necessário um aparelho de TV, porque não tinha monitor. Vocês perceberam a complicação que era para brincar com isso? Também tive um telejogo. Tinha três jogos, futebol, vôlei e paredão. Na verdade um era uma diversificação do outro, mas basicamente era uma bolinha que rebatia em barras nas laterais da tela, comandada por botões. Ambos totalmente sem graça hoje, mas proporcionaram momentos de puro prazer, quando a informática estava começando invadir nossos lares. ::: Relembrado por Pteroálvaro 1:47 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: A Feiticeira![]() Ontem à noite passei por uma livraria e vi na vitrine uma imagem que me levou aos tempos da adolescência: A Feiticeira. A Feiticeira foi um seriado de TV que ficou famoso nos anos 60. Era estrelado por Elizabeth Montgomery, que interpretava uma dona-de-casa americana, Samantha Stevens, que tinha poderes sob renaturais. Quem não se lembra do truquezinho simpático, charmoso e sonoro que ela fazia com o nariz? Bastava um "tiguidiguidim!" e as situações mais difíceis estavam resolvidas. Samantha era casada com James, interpretado por Dick York, e tinha uma mãe terrível, também feiticeira, interpretada por Agnes Moorehead: a famosa Endora, que fazia de tudo para atrapalhar a vida de Samantha com James. Durante a série, Elizabeth engravidou, fazendo com que os produtores criassem uma nova integrante para a família: Tabitha . Esse nome foi moda e deve haver nos dias de hoje, muita Tábata espalhada por esse Brasil. Havia ainda outras figuras interessantes, como a Tia Clara, o Dr Bombay e a prima Serena, interpretada pela própria Elizabeth. O sucesso foi tão grande que a série está sendo relançada em DVD. E dá uma saudade... ::: Relembrado por Leotti 8:52 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Lembranças III![]() Lembro da saia azul marinho plissada da escola, que foi substituída pela cinza sem pregas. Lembro de dobrá-las na cintura, para que ficassem mais curtas. Lembro das meias 3/4 brancas. Que quando começavam a perder o elástico, davam um trabalho danado para mantê-las abaixo do joelho. Lembro do uniforme de educação física que tinha um ridículo calção vermelho por baixo da curta sainha branca. Lembro que íamos à escola com blusas de tergal brancas, com o distintivo da escola colado no bolso. Lembro do aventalzinho xadrez branco e rosa do Jardim da Infância. Lembro das medalhas que usavam os três primeiros colocados da classe. Lembro das lições e do caderno de caligrafia. Lembro de ter que decorar poesias para apresentações no pátio da escola. Já tinha então muita dificuldade para isso. Lembro do sapato preto de amarrar, quase masculino que usávamos no Primário. Lembro de ouvir rádio que funcionavam ainda a energia elétrica. Lembro das garrafas de refrigerantes de vidro com tampinhas. Lembro do guaraná caçula e da Coca-cola família. Lembro dos vestidos tubinho. Lembro das fitas e arcos que usávamos nos cabelos. Lembro da touca que fazia todos os dias por ter cabelos crespos. Lembro dos shorts sociais que usávamos com bota até os joelhos. Lembro dos conjuntos de Banlon e Bouclé que usávamos com saias ou calças compridas. Será que esgotei o assunto? ::: Relembrado por Jack 5:54 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Agosto 22, 2005 ![]() Em setembro de 1964, aproveitando o sucesso do agente secreto mais famoso de todos os tempos, James Bond (007), estreava na rede de televisão americana NBC a série O AGENTE DA UNCLE (The Man From UNCLE). O desenvolvimento inicial do projeto teve, inclusive, a participação do escritor Ian Fleming (o mesmo de James Bond), depois substituído por Sam Rolfe. ![]() Nos mesmos moldes do agente-herói britânico, trazia Robert Vaughn e David McCallum nos papéis de Napoleon Solo e Illya Kuryakin, respectivamente. A série foi ao ar nos EUA de 1964 a 1968, e aqui no Brasil estreou no início de 1966 na TV Excelsior onde fez muito sucesso. Tratava-se da história de uma organização secreta - UNCLE - envolvida na árdua missão de salvar o mundo da sua arquiinimiga, a maléfica THRUSH. Eram histórias ágeis e de muita ação, com personagens carismáticos e divertidos. E os equipamentos utilizados pelos agentes eram uma atração à parte. Uma das armas, criada especialmente para a série, mistura de pistola e fuzil automático com mira telescópica, era tão bem bolada que despertou o interesse de um general americano que quis as cópias do projeto para uso nas forças armadas. A série gerou brinquedos, revistas em quadrinhos e oito filmes para o cinema. Gerou também uma versão feminina - A Garota da UNCLE - que não fez muito sucesso e só rendeu 29 episódios. Mas no final de 1967 havia tantos filmes de espiões que o gênero se esgotou e a série foi cancelada nos EUA. Aqui ainda continuou até o início dos anos setenta. Fotos tiradas daqui. ::: Relembrado por Paulo 1:20 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Sexta-feira, Agosto 19, 2005 ::Se estiver sem dentadura: Lencinho de bolsa de mulherTodo mundo sabe que o interior da bolsa de qualquer mulher é um mundo bem misterioso. Tem de tudo! Mas se volto no tempo, lembro-me bem que havia algo que não podia faltar dentro da minha bolsa: um lencinho perfumado. Eles eram geralmente muito delicados, pequeninos, confeccionados em cambraia ou algodão fino, e podiam ser estampados, bordados ou pintados à mão. Tinham um acabamento pimoroso em rendinha ou crochê. E como os lenços de papel não existiam ainda, ou se existiam não faziam parte do nosso dia-a-dia, toda mulher tinha um lencinho dentro de sua bolsa. Minha mãe ainda cuidava de mais um detalhe: pingava uma gotinha do meu perfume predileto no lenço para que ele espalhasse aquele cheirinho gostoso por dentro da bolsa ou pelas mãos de quem eventualmente precisasse dele. E para que serviam? Ora, para tudo! Inclusive para limpar as lágrimas provocadas por um filme triste assistido nas tardes de domingo. Eu adorava bolsas. Tinha até um apelido: a Maria das Bolsas. E tenho meus lencinhos até hoje, podem acreditar! Conservei o hábito de usá-los dentro das bolsas, mas atualmente só em bolsas de festas. Como a grande maioria, adotei os lenços de papel que são mais práticos. ::: Relembrado por Leotti 8:08 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Lembranças II![]() Lembro das pecinhas de madeira que fazíamos castelos medievais. Lembro do Lig-Lig e dos Pinos Mágicos. Lembro do meu ursinho de pelúcia. Lembro do Conga azul que usava para ir à escola. Lembro dos chicletes cor de rosa que tinham um aroma delicioso. Mas não era ainda o Ping-Pong. Ainda não, pois acho que sou mais velha que eles. Lembro das sessões de cinema matinais onde minha mãe me levava para ver Tom & Jerry. Lembro também da bruxa horrorosa do filme Cinderela da Disney. Lembro de comprar drop's Dulcora quando ia ao cinema (hortelã, tutti-fruti ou aniz). Lembro de meu cachorro Pingo, que minha mãe mandou embora porque comeu as roupas do varal. Lembro da minha vitrola Sonata. A minha era vermelha. Da casa da minha avó era igualzinha, só que verde. Lembro dos disquinhos coloridos de estórias, da minha irmã. Lembro das brigas de criança e que a gente corria pra saia da mãe. Lembro da professora de saia rodada do jardim da infância. Lembro da horta e da gruta que tínhamos dentro da escola. Lembro do anfiteatro que encenávamos as peças e na qual nos formamos no curso primário. Lembro da freirinha que era nossa diretora. Lembro da guerra de bisnagas com água nos dias de carnaval (nessa época ainda não víamos xixi sendo colocadas nelas...). Lembro das fantasias que minha mãe e minha avó faziam para o carnaval. Índio e bailarina eram as minhas preferidas. Lembro do confete e serpentina. E do lança-perfume, antes de virar contravenção. Se eu lembrar de mais coisas legais, ainda faço a parte III... ::: Relembrado por Jack 3:04 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Terça-feira, Agosto 16, 2005 ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Agosto 15, 2005 Esse texto, com pequenas variações, já o recebi por e-mail dezenas de vezes e sempre me divirto. Trata-se de uma série de perguntas do tipo "Você bebeu Grapette?" ou "Você se lembra disso ou daquilo?"... Dessa vez resolvi, de uma vez por todas, responder às questões acrescentando alguns detalhes que não foram perguntados. Já bebi Grapette, Crush, Q-Suco, Cuba Libre e Hi-Fi. Bebi leite que vinha em garrafa de vidro com tampinha de alumínio e cheio de nata. Tomei Biotônico Fontoura, Cibalena e Leite de Magnésia de Philips... Óleo de Fígado de Bacalhau nunca cheguei a tomar, mas conheci. Coloquei Violeta Genciana em machucados e pomada Minâncora em espinhas. Fumei Continental sem filtro, escondido no quintal. Meu pai se barbeava com lâminas Gillette Blue Blade, as originais da caixinha azul, usava loção após barba Acqua Velva, colônia English Lavender de Atkinsons e Gumex nos cabelos. Em se tratando de perfumes eu preferia o Lancaster, importado da Argentina, assim como o bronzeador Rayto de Sol. Brinquei de bilboquê, queimada e me esfolei todo andando de carrinho de rolimã. Assisti ao início da série "Perdidos no Espaço", decorei a música do Bat Masterson, do Vigilante Rodoviário e do National Kid. Assisti Repórter Esso, Vila Sésamo e Toppo Giggio. Lembro de Johnny Weissmuller interpretando Tarzan e, depois, Jim das Selvas. Vibrava com o telecatch de Ted Boy Marino, Rasputin, Tigre Paraguaio e Fantomas. Tive vários discos de vinil entre LP's, compactos simples e compactos duplos (ainda tenho alguns). Assisti, entre empurrões e cotoveladas, a estréia de Help dos Beatles no cinema. Conheci o Simca Chambord, o Aero Willys, o Gordini, o Dauphine, o DKW Vemag e o Karman Ghia (eu tive um). Resumindo, eu vivi muito... E bem, obrigado. ::: Relembrado por Paulo 1:14 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Drops DulcoraHá muitas coisinhas gostosas que eu comprava no cinema nos tempos de criança e adolescente que marcaram época. Hoje eu me lembrei de uma delas: o Drops Dulcora. Drops, para quem não viveu essa época, eram o mesmo que balinhas. E no caso do Drops Dulcora, eram balinhas embrulhadas uma a uma, em papel celofane transparente, que quando desembrulhadas, faziam um barulho característico revelando a quem se sentava perto o que você estava colocando na boca. Algumas delas tinham um sabor bem azedinho, mas delicioso. Mais tarde, elas deixaram de ser embrulhadas invidualmente e passaram a vir na embalagem como hoje vêm a maioria das balas do gênero: grudadinhas. Lembrar do Drops Dulcora não é só lembrar do gosto, mas remeter-se a uma época em que ir ao cinema representava uma das únicas opções de diversão. A tela grande era mágica, e quando se iluminava, a gente se transportava para outro mundo. Lembrar do Drops Dulcora é lembrar também do Canal 100, obrigatoriamente exibido na telona antes dos filmes, com suas notícias, sobretudo falando sobre futebol, com aquela música inesquecível, cada vez que um craque aparecia driblando e fazendo um gol. Enfim, lembrar do Drops Dulcora é literalmente viajar no tempo... É pensar que a vida apresenta para alguns a mesma diversidade de cores do famoso drops. E que quando alguém vai se servir, nunca sabe se vem uma vermelha, amarela, ou seja, nunca sabemos que momento nos espera. Para alguns, até é possível escolher. Mas será que o gostinho da surpresa não nos encanta ainda mais? ::: Relembrado por Leotti 8:42 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Lembranças I![]() Lembro do muro no qual ficava na infância, brincando com a garotada do prédio vizinho. Lembro dos tombos e dos machucados de joelho que minha mãe colocava mercúrio-cromo. Lembro das broncas da minha mãe. Lembro de anáguas e combinações que pinicavam. Lembro da vizinha fofoqueira. Lembro de catar conchinhas na praia. Lembro de sentarmos nos bancos da praia para secarmos o bumbum para não molhar o estofamento do carro. Lembro do sorvete Kibon que era vendido em carrocinhas. Lembro de que quando tinha dor de garganta, minha mãe pincelava minha garganta com Colubiazol. Não era spray ainda não... Lembro de quando essa garganta estava inflamada, nada de sorvete, só pirulito. Que eram colocados ao redor da beirada dessa mesma carrocinha da Kibon. Alguém mais se lembra disso? Lembro da amarelinha, da cabra cega, do esconde-esconde, da queimada e do passa anel. Lembro das imagens do caleidoscópio. Que coisa linda! Visão pré-psicodélica... Lembro de brincar de escolinha na escadaria do meu apartamento. Lembro que por causa disso, queria ser professora. Lembro da primeira edição televisiva do Sítio do Pica Pau Amarelo. Lembro que viajar para São Paulo era quase uma aventura. E parecia muito mais longe do que na verdade é. Quanta coisa boa, a gente lembra quando se consegue 'parar' pra recordar... Vocês têm boas lembranças como eu? ::: Relembrado por Jack 5:45 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Terça-feira, Agosto 09, 2005 ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Agosto 08, 2005 "No Velho Oeste ele nasceu E entre bravos se criou Seu nome lenda se tornou Bat Masterson... Bat Masterson..." Com essa música tema, cantada na versão em português por Carlos Gonzaga, começava uma das mais famosas séries de faroeste da televisão, e que fez a cabeça da garotada, no início dos anos sessenta. Na vida real, William Bartley Masterson, ou simplesmente Bat Masterson, viveu de 1855 a 1921 e foi um dos delegados de Wyatt Earp.
O verdadeiro Bat Masterson. A série foi exibida inicialmente na extinta TV Tupi e era interpretada por Gene Barry (dublado no Brasil pelo ator Murilo Nery).
O Bat Masterson da TV. O diferencial do personagem da série é que, ao contrário dos pistoleiros comuns do velho oeste, ele se vestia com elegância, com roupas finas, sempre de gravata, chapéu coco e sua inseparável bengala. Era um jogador e vivia nas mesas de pôquer. Pelos seus trajes e modos finos era menosprezado pelos arruaceiros que ele preferia derrotar com a astúcia e golpes de bengala, sem sacar a arma. Mas não se enganem, ele era muito rápido no gatilho. A série fez tanto sucesso por aqui que o ator chegou a visitar o Brasil e fez um show no Maracanãzinho onde sorteou uma réplica da sua famosa bengala. Curiosidade: os "brilhantes" censores brasileiros da época chegaram a perseguir o herói por considerar a sua bengala um símbolo fálico. Acreditem se quiserem... Fotos: LINECAMP e MOFOLÂNDIA ::: Relembrado por Paulo 1:40 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: O que você quer ser quando crescer?Estive fora o mês todo, viajando, e já na ida, não pude deixar de pensar em escrever sobre uma profissão que era extremamente cobiçada há muitos e muitos anos: a profissão de aeromoça. A Wikipedia, explica: Aeromoça, Comissária de bordo ou Hospedeira de bordo - Na década de 1930, nos Estados Unidos, uma enfermeira se ofereceu para acompanhar passageiros e dar atendimento aos casos frequentes de enjôo e mal-estar a bordo. A idéia deu tanto resultado que logo foi adotada por todas as companhias aéreas. Não só cobiçada, mas difícil de se conseguir pelos pré-requisitos impostos às meninas: um mínimo de 1,80 m de altura, ótima aparência, postura, educação, boas maneiras, sorrir sempre, nada de cabelos curtos, ser aeromoça era quase como ser uma miss, poucas meninas conseguiam! Observando as comissárias e comissários de bordo (até o nome mudou!), e diga-se de passagem, mais comissários do que comissárias, pude observar que aqueles velhos padrões e exigências caíram por terra. Até com relação ao limite máximo de idade a coisa toda mudou. Em vôos internacionais, a preferência é dada inclusive a funcionários de mais idade, que possuem mais experiência. Sendo assim, pude ver comissários e comissários acima dos seus 60 anos, muito felizes, desempenhando cada um a sua nobre tarefa de servir. Ou seja: já não se fazem mais aeromoças como antigamente! Profissão se sonhos? Não mais. Pesquisando na Internet, descobri que apenas 11 candidatas se apresentaram em um dos cursos oferecido em São Paulo no ano de 2004, e destas 11, só 6 concluíram o curso. O glamour de viajar todos os dias, e a cada dia conhecer um lugar novo, parece ter deixado de atrair as moças. As dificuldades são inúmeras, a crise passa por lá também. E raramente se houve uma menina dizer: "Ah... meu sonho é ser aeromoça!" ::: Relembrado por Leotti 8:11 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Fotonovela![]() Nunca mais li. Ou sequer vi. Nem sei se ainda existe atualmente. Mas foi o must nas décadas de 50 e 60. A fotonovela era uma seqüência narrativa composta por fotos e de um texto. O texto vinha normalmente na parte superior das fotos. Com esta caixinha de diálogo acima da cabeça dos atores. Utilizava-se basicamente dos mesmos recursos dos quadrinhos ou gibis: legenda, balões, enquadramento. Apenas substituindo os desenhos por fotos. Na tentativa de dar um caráter mais realista a fotonovela não usava símbolos ou onomatopéias. Comuns aos quadrinhos em geral. Eram publicadas geralmente em revistas e/ou periódicos. De modo geral sempre foi considerara uma sub-literatura. Não possuía muita estética e usava personagens demasiadamente estereotipados. Eram dramalhões. Normalmente um romance impossível, alguns problemas e um final feliz... Ainda hoje se utilizam dela em algumas revistas. Em anúncios ou campanhas publicitários ou de esclarecimento à população. ::: Relembrado por Jack 5:30 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Terça-feira, Agosto 02, 2005 ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Agosto 01, 2005 ![]() Os cinemas na cidade eram poucos e a televisão estava apenas começando no Brasil... Mas nada disso importava muito... Afinal, no quintal da minha casa eu já fazia as minhas próprias sessões de cinema. Comecei, modestamente, com uma caixa de sapatos com um recorte no fundo coberto por um pano branco fino. A iluminação era a de uma vela e as imagens de figuras recortadas aleatoriamente de revistas. Não havia script ou roteiro pré-concebido. Era tudo na base do improviso. As luzes do quintal eram todas apagadas (escuro total era condição essencial) e a platéia (quase sempre minhas duas irmãs mais novas e mais um ou dois amigos) se posicionava em frente ao "palco". As figuras eram molhadas para aderirem ao pano e a vela acesa por trás da caixa de sapatos mostrava pouco mais do que uma silhueta. A narração era feita à medida que as figuras se alternavam. Tudo improvisado. Esse foi o embrião de um projeto mais ousado. Eu estava em plena evolução nas artes cinematográficas. O cineminha seguinte teve a ajuda do meu pai. Consistia num pedaço de lençol branco de aproximadamente cinqüenta por cinqüenta centímetros preso na parede do quintal. Meu pai emprestou a lanterna e alguns negativos de filme fotográfico. Criei com um amigo um esboço de roteiro e estava armado o circo. A projeção era ridícula. Não se identificava nada na "tela" além dos nossos próprios dedos, mas íamos narrando mesmo assim enquanto trocávamos os negativos. Era quase um projetor de slides rudimentar. Sentados no chão, os espectadores deliravam... Sucesso total. Às vezes me pergunto, como conseguíamos nos divertir tanto com coisas tão simples? UPDATE: Nessa época eu devia ter uns sete ou oito anos de idade e era o mais velho da turma. A "platéia" tinha uma média de idade de seis anos. ::: Relembrado por Paulo 1:12 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: |
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