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Dinossauros da Vez:
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Cris - Cris da Silva Sauro
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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield
Sábado, Janeiro 31, 2004
Mais um post da minha mãe....rs
Cheiros do Passado
O cheiro do passado "dinossáurico" que impregna a pele, penetra no corpo e atinge a alma.
O passado mais recente que não tem cheiro ou pouco cheiro tem, pela sua condição de mais próximo, não nos incomoda.
Mas, o passado mais passado, que não é nem nosso mas dos nossos _ tios, avós e até pais_ esse, sim, tem cheiro material, cheiro de ancestralidade. Cheiro de melancolia, de curiosidade. Dá vontade de entrar na máquina do tempo, indiscreta, e partilhar de sonhos e segredos, de frustrações, quem sabe...Vontade de entrar na máquina do tempo e descobrir o que guardavam aqueles corações...Penetrar naquela foto antiga e dividir o momento moleque, travesso, daquele grupo feliz...
Maria Teresa
::: Relembrado por Intuição Feminina
12:40 AM
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Sexta-feira, Janeiro 30, 2004
Brinquedos Gulliver
Esta enganado quem pensa que a empresa Gulliver não esteve presente na infancia dos dinossauros nos anos 70, ainda que pese a briga pesada entre estrela e atma, com algumas incursões da Trol, a Gulliver veio chegando e de forma inteligente "peitou" a estrela com o Forte Apache Gulliver.
Forte Apache
No início eram miniaturas pintadas artesanalmente baseadas em seriados de TV de temas do velho oeste americano como o Forte Apache, Acampamento Apache, Caravana, Chaparral, eu cheguei a conhecer pessoas que pintavam esses bonecos em casa.
Mas a grande sacada da Gulliver, em meados de 70, foi o lançamento do Xadrez do Mequinho, com 150.000 jogos vendidos no primeiro ano com torneios promovidos em clubes como Esperia e Juventus (aqui na Moóca, bello!) com 7.500 e 10.000 participantes, basicamente crianças, eu tive um desses.
Nos anos seguintes podemos destacar inúmeros sucessos de vendas como Big Frota, Pino Gol, Caneta-Maluca, Linha Náutica.
Caneta maluca
Apesar do Forte Apache ser produto de linha ainda hoje da Gulliver, quando o mesmo atingiu o platô nas vendas, foram lançados os super-herois como Batman e Robin, Super-Homem, Mulher-Maravilha, Homem-Aranha, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, sem falar no inesquecível Batmóvel clássico.
Batmóvel clássico e super-heróis
Finalmente em 1975, entram em cena os personagens de pelúcia da Família Peposo (Papai e Mamãe Ursos e seus dois filhotes Peposinho e Peposinha), na minha opinião o peposo parecia um urso drogado ou endemoniado, muito feio, com 2 milhões de unidades, juntamente com os Agarradinhos - mascotes de pelúcia que com 8 milhões de unidades vendidas em 4 anos alcançando recorde de vendas do setor de brinquedos.
Peposo, o horrendo!
::: Relembrado por Don Vito
5:21 PM
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Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
João do Pulo bate o recorde do salto triplo
16/10 - A Vila Pan-Americana amanheceu com um novo herói, um herói brasileiro, João Carlos Oliveira, 21 anos, 75 quilos 1,86m de altura, cabo do Exército, que, na véspera, havia superado o recorde mundial do salto triplo, com a excepcional marca de 17,89m, no Pan-Americano da Cidade do México. João Carlos, ou João do Pulo, como é conhecido, teve poucos minutos de tranqüilidade. Jornalistas, dirigentes e atletas de todas as nacionalidades queriam cumprimentá-lo. "Eu só queria alcançar os 17 metros. Mas 17,89m é muita coisa. Meu Deus, que iluminação divina¿, comemorou o humilde João. " JB Online.
Em 1980 um trágico acidente de carro interromperia a carreira de João do Pulo no auge da sua forma. Ele sofreu durante um ano no hospital e acabou perdendo sua perna direita que foi amputada. João Carlos de Oliveira faleceu em 1999, aos 45 anos de idade, em conseqüência de uma cirrose hepática e infecção generalizada.
Em ano Olímpico, onde se falam em glórias, vitórias, conquistas...Somos obrigados a lembrar que nossas grandes conquistas olímpicas são frutos do acaso, da genialidade individual, de nenhum incentivo e acabam por morrer no esquecimento.
E o esporte, que arrasta multidões, rende milhões e deve outros tantos, vai ficar de fora! Tomara que isto sirva para que o Brasil volte os olhos, para os esportes e nossos valorosos atletas. Tomara que esta decepção se torne uma grande vitória.
::: Relembrado por Gláu
11:06 AM
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Quarta-feira, Janeiro 28, 2004
Sinais de que você está envelhecendo
Quando...
Fazer sexo em cama de solteiro é um absurdo;
Dentro do carro então, nem pensar;
Há mais comida do que cerveja ou vinho na sua geladeira;
6:00 da manhã é quando você acorda e não quando vai dormir;
Você escuta a sua música favorita num elevador;
Você carrega um guarda-chuva e dá a maior importância para a previsão do tempo;
Seus amigos se casam e se divorciam ao invés de ficarem e terminarem;
Suas férias caem de 130 para 15 dias por ano;
Calça jeans e camiseta não são mais considerados vestimenta;
É você que chama a polícia porque a molecada do vizinho não sabe como abaixar o som;
Você não sabe mais que horas os auto-lanches fecham;
Dormir no sofá te dá uma puta dor nas costas;
Você não tira mais aquele cochilo do meio-dia até as 6 da tarde durante a semana;
Você vai na farmácia comprar remédio para dor de cabeça, relaxantes musculares e anti-ácidos ao invés de Engov, camisinhas e testes de gravidez;
Você come as comidas do café da manhã na hora do café da manhã;
Você passa mais de 90% do seu tempo em frente a um computador trabalhando de verdade;
Você não bebe mais sozinho em casa antes de sair para economizar dinheiro na noitada;
Você lê este texto e fica procurando algum sinal que não se aplica a você!
Você já tem mais de 20 amigos pra repassar esse texto;
Aproveita e passa este texto para seus velhos amigos para eles se lembrarem dessas coisas;
Daí você se lembra de como é bom ter amigos, coisa que o tempo não é capaz de envelhecer...
Desconheço a autoria do texto.
::: Relembrado por Jack
12:23 AM
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Terça-feira, Janeiro 27, 2004
VOCÊ...
· Odiava as provas com cheiro de álcool, recém copiadas no mimeógrafo (usando papel estêncil)?
· Torcia pra alguém te perguntar "Que horas são?", pra você responder "5:60?¿.
· Assistia "Barrados no Baile", "Melrose", "S.O.S. Malibu", "Passa ou Repassa" com o Gugu, "Nações Unidas", "Clip Clip", "Programa Livre (Fala garoto!)", "Milk Shake" com Angélica, "Viva a Noite" , "Perdidos na Noite", "Show de Calouros" e "Clube da Criança" com a Xuxa?
· Atendia ao telefone gritando: BOA NOITE BRASIL!!
· Não ia pra escola no dia do seu aniversário com medo de levar um ovo (ou vários) na cabeça?
· Usava caneta de 10 cores com cheiro?
· Não entendia por que o programa do Jô se chamava "Jô Soares Onze e Meia" e nunca começava no horário?
· Adorava He-Man, She-Ra, Thundercats, Ligeirinho, Jaspion, Changeman, Os Jetsons, Tico e Teco e Bob Pai Bob Filho?
· Viu a Gretchen cantar Conga La Conga, o Ritchie cantar Menina Veneno e as Harmony Cats cantando: "seu amor é meu, ninguém vai roubar..."?
· Jogava Enduro e River Raid no Atari? E Master System?
· Tentou fazer o saque "Jornada nas Estrelas" do Bernard? Ou break do Michael Jackson?
· Brincava de "Estátua", "Batata-quente", "Queimada",Pega-pega", "Pique-esconde", "Estrela Nova Cela", "Forca", "Cabra-cega", "Passa Anel", "Boca de Forno", "Amarelinha" e "STOP" (Uéééésssstop!!!)?
· Tinha Melissinha e botas de chuva de borracha vermelha ou rosa pink?
· Usou aquele tênis quadriculado (preto e branco)? E Lecheval?
· E sabia que o Tênis Montreal era o único anti-microbiel?
· Comia "Lollo", antes de se chamar "Milkbar"?
· Colecionava as figurinhas de bichinhos que vinham no chocolate surpresa? Ou tinha o álbum de figurinhas, ou colecionava as figurinhas do "Amar é..." ou "Amor Perfeito", "Amor Mais Que Perfeito"...?
· Brincava de Fofolete? De Barbie? De Lango-Lango? (Eu adorava lango-lango). E quem nunca jogou um Pirucóptero!
· Colecionava papel de carta?
· Usou aquelas pulseirinhas de linha ou lã?
· Tinha aquelas botas de cano alto brancas iguais às das Paquitas e sonhava em um dia ser uma delas?
· Brincava de bambolê - antes de se chamar bambotchan?
· Pulava corda com aquela musiquinha: "Um homem bateu em minha porta e eu abri, senhoras e senhores, ponham a mão no chão"? E pulava elástico?
· Fez tricô?
· Cantava a música do comercial da Bolinha de Sabão ("Sentada na calçada de canudo e canequinha, tchubléc, tchublim...fazendo uma bolinha...tchubléc tchublim..")?
· Fazia a brincadeira do copo ou da caneta e depois ficava morrendo de medo?
· Dançava lambada do Sidney Magal ou do Beto Barbosa? Ou corria pra dançar quando escutava a música "Chorando se foi, quem um dia só me fez choraaaar..."?
· Achava terrível a cara do boneco do Fofão? Ou pensava que ele vinha com uma faca na barriga?
· Tinha um dos bonecos gigantes da Turma da Mônica (de preferência ela própria)? Ou aqueles pequenos (com a cabeça bem dura!!!), que mudava a expressão do rosto se vc abaixasse e levantasse o chapéu?
· Usava Reebok ou Redtag aberto?
· Teve um Pogobol? Playmobil? Aquaplay? Vai-e-vem?
· Usou ou conhecia alguém que usasse cabelo Chitãozinho ou passou gel New Wave?
· Usou aqueles brilhos labiais que o pote tinha forma de morango? Ou aqueles brilhos tipo da Moranguinho?
· Usava saia "balonê"?? hahahaha aw.. Mascava Buballoo, Ping Pong e Ploc? Chupava bala Soft? Bebia Crush? Comprava Dip Lik, Mini-Chiclets e o pirulito que vinha com hélice, (pra girar e voar Pirocóptero)?
· Teve o Pequeno Pônei, as Chuquinhas ou os Ursinhos Carinhosos?
· Tinha os estojos com vários botões com cola, durex, apontador...(paraguaio).
· Tinha aqueles relógios que vinham com várias pulseiras de cores diferentes para trocar?
· Leu a Série Vaga Lume?
· Tinha aquela régua que ao bater no braço se enroscava como uma pulseira - a Bate-Enrola?
· Tinha a mania de dançar Jazz, igual a mulher do Flashdance?
· Usou aquelas calças de balé, com elástico na cintura? E short-saia?
· Usou polainas e tinha patins de prender nos tênis?
· Colecionava as mini garrafas de refrigerantes??? E a mãe dizia que tinha veneno dentro para que a gente não bebesse... E os ioios da Coca-Cola?
· Respondia aos Questionários das colegas??? Normalmente em um caderno e a última pergunta... De quem vc gosta?
· E os jogos? Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Detetive, Cara a Cara....
· Lembra do comercial "Não se esqueça da minha Caloi"? E da bicicleta Monark?
· Tinha uma calça amarela OP e se achava o máximo com ela? E uma carteira Asa-Delta?
· Colocava seu Kichute pra jogar bola?
· Teve walkman AM/FM amarelo à prova d'água?
PARABÉNS, VOCÊ É quase um DINOS ENTAO!!
::: Relembrado por Cris
3:04 PM
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Segunda-feira, Janeiro 26, 2004
METAMORFOSE AMOROSA
Uma vez, li num texto de Clarice Lispector esta frase: "Toda mãe de filha feia deveria prometer-lhe que ela seria bonita quando a sabedoria do amor esclarecesse um homem! Sublinhei a frase instintivamente. Isto foi há muito tempo. Agora fui lá em A maçã no escuro procurar a frase, e lá estava ela, intacta e forte.
Recolho-a quando a questão da beleza, uma vez mais, vem habitar ostensivamente nosso verão. É que existem vários tipos de beleza. E a mais óbvia é a que todos vêem. Por exemplo, a beleza arrebatadora, avassaladora, que surge imperiosa e exige logo adoração.
É assim com certas mulheres e homens. Entram numa sala e passam a ser o centro de gravidade dos olhares. Aparecem nas telas e capas de revistas e nos hipnotizam. É assim também não apenas com pessoas, mas com certos objetos na vitrina e museus: ficamos medusados diante deles, em pura contemplação. É assim, ainda, com certas músicas que, ouvidas, passam a fazer de nosso repertório existencial e nos harmonizam nos desvãos do dia.
Mas a esse tipo de beleza se opõe um outro. O da beleza que se esvazia, que vai se esmaecendo e se distanciando de si mesma até ficar feia. É como se ocorresse uma metamorfose qualquer. E não estou falando de velhice e desgaste físicos, mas da beleza que se esgota e se exaure. Pessoas que perdem o brilho sem que se saiba por que e em que instante exato.
O fato é que a gente olha, de repente, uma pessoa e repara que ela não apenas não está mais bela, mas já não é mais bela. É como se a harmonia se interrompesse inesperadamente. Um modo de olhar, a curva do nariz, uma expressão de mau gosto e a beleza se esvai. Se esvai onde? Nela? Em nós? Sabe-se apenas que o que era vidro se quebrou e o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou...
Diferente desses tipos um outro aparece e me intriga: o da beleza envergonhada. A beleza acabrunhada de ser bela. Existe? Existe.
Exemplo? Ei-lo.
Ela me confessou, quando menina era tão bonita que já não suportava mais. A todo lugar que ia repetiam-se as louvações carinhosas. Todos que vinham visitar a família desfilavam incontidos elogios. Ao ser apresenta, lá vinha o galanteio. Saindo com amigas, logo se diferenciava. No baile, a mais solicitada.Enfim, dizia ela, um porre! Um saco! Parecia que as pessoas queriam tirar pedaço de mim. Outros elogiavam de uma maneira tal como se eu tivesse que fazer alguma coisa para merecer ser bela.
Nesse caso, a beleza passou a ser um ônus, uma cobrança, uma chateação. Daí que ela começou a enfear sua beleza para ser comum como os outros. A tal ponto que hoje o marido de vez em quando lhe diz: Vê se te arruma um pouco, mulher...
Há, no entanto, uma beleza que não entra com clarins em nossa vida, nem se estampa em silhuetas perfeitas nas páginas do dia. Não é obra sedutora, arrebatadora, exigindo imediatos adoradores.
Ela é percebida aos poucos. Não se constrói linearmente. Um dia você observa que o olhar dela não é tão banal. Que o sorriso irradiou uma mensagem qualquer. Está pronto para descobrir que a pele tem a temperatura exata do seu desejo. Um corpo que parecia tão-igual-a-qualquer-um, súbito, ganha uma delicada aura. A voz, que antes não tinha traço especial, agora fica registrada na memória através de expressões banais, mas gostosas de serem lembradas.
Você está começando a olhá-la e a pensar: se ela não é tão deslumbrante como as outras, por que telefono, por que facilito encontros e por que seu corpo extrai do meu surpresas e maravilhas?
Como quem concede ou entrega um prêmio, como quem deposita a alma no destino do outro, você está pronto a se dizer: é bela, em mim, por mim, para mim. E isto basta. Eu te inventei na tua beleza, que construímos.
Sim, a beleza (descobre-se) também se constrói. Não exatamente (ou apenas) nas mesas de cirurgia plástica. Como as casas se constroem, como as flores, que passam a existir, se olhadas, a beleza se constrói. De nossas carências, de nossas premências ela se constrói, e é um imponderável arco sobre a íris de quem ama.
Affonso Romano de Sant'Anna (do livro "Fizemos bem em Resistir"Editora Rocco)
::: Relembrado por Vitor
7:17 AM
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Domingo, Janeiro 25, 2004
Farofeiros
Pra quem já mora em cidades litorâneas o mar não é nenhuma novidade, mas para nós caipiras o mar sempre é um enorme ponto de interrogação até o conhecermos. Quando se dá o encontro do sertão com o mar ocorre uma transformação em nossas vidas: todo ano, ou em alguns feriados prolongados, somos atraídos por uma irresistível vontade de passarmos o dia inteiro sob o sol quente, abrasado ainda mais pelo sal que seca sobre nossas peles brancas.
Tudo isso pra falar como eram as famosas excursões para Bertioga, Santos, Praia Grande, Peruíbe, com direito a frango com farofa: o repasto preferido de 10 entre 10 farofeiros (Ué, porque vocês acham que os turistas de excursão são chamados assim?). Bom, o litoral norte era para os mais abastados.
Bem, a primeira vez não sei se poderia chamar excursão, já que fomos de Kombi junto com a família do Nelson (japonês casado com minha prima). Chegamos à noite e dormimos num camping. Eles até fizeram caranguejo, que não tive coragem de experimentar. E foi pra Maranduba em Ubatuba (praia que tive oportunidade de voltar por várias vezes). Tinha então 16 anos e achei a água do mar muito salgada, eu que só conhecia riachos e lambaris de água doce.
Mas a primeira excursão a gente nunca esquece! E esta aconteceu quando eu já tinha uns 18 anos. Tudo típico: saída às 23:00 hs, bebedeira e bagunça no ônibus, chegada de madrugada e praia o dia inteiro, sem protetor solar!
Bom, deixa-me contar em detalhes:
Ônibus no centro da cidade. Jovens de todos os cantos da cidade se reunindo pruma viagem inédita para alguns, divertida pra outros e pretexto pra beber para muitos. E o ônibus sai. Todo mundo cantando e bebendo. Mas a besta aqui se esquece que tudo que entra tem que sair, principalmente cerveja. Menos mal, o ônibus para em um posto à beira da estrada e tome tirar água do joelho! Pior ainda, ele pára só uma vez. E aí, a bexiga vai se enchendo, vítima deste metabolismo perverso que se põe em ação quando algo cevádico é ingerido. E tome dormir pra esquecer da vontade. E a porra da praia que não chega. A mulher sabe segurar mais que o homem. Mas tem uma desvantagem: não faz em qualquer canto. Tem que ter privada. Finalmente a porra do ônibus chega! E o Félix sai voando do ônibus tentando achar algum canto pra esvaziar a coitada...E acha um muro. Magavilha! Acho que fiquei uns 20 minutos mijando. Ah!
Chegamos de madrugada, como sói acontecer para uma distância tão curta. E aí tome esperar o sol nascer pra finalmente "salgar o rabo". Praia Grande naquela época era o point dos farofeiros: centenas de ônibus estacionados e milhares de selvagens poluindo as praias. Não tinha esta de calçadão. E tome praia o dia inteiro: sol na cuca, água salgada no lombo e...cerveja. Tá. Frango com farofa! Bom, a nossa turma levou uns lanches: pão de forma com presunto e queijo (light, né?).
Foi nesta época que eu vi minhas primas de biquíni. E uma delas era muito boa. Eu que sempre brincava de casinha com elas na maior inocência...O nome? Você acha que eu vou falar isto de um parente e ainda mais mãe de família? Estás brincando...
Três horas da tarde. Hora de reunir a caipiraiada. E cadê a Sílvia? Sumiu. Procura daqui, procura dali e nada. Será que ela se afogou? Não, ela apenas achou alguns amigos e se distanciou da gente. Todo mundo dentro do ônibus, salgado pra diabo, cansado, alguns bêbados e a menina foi passear. Deu vontade de trazer ela de volta arrastada no ônibus...
A volta? A gente não se lembra muito. Veio todo mundo dormindo, incomodado com fiapinhos de frango que teimavam em não sair por entre os dentes...
***
O Diamante Negro
Aproveito este espaço para reverendar uma das lendas do futebol sampaulino, paulista e carioca, brasileiro e mundial: Leônidas da Silva. O Diamante Negro (o chocolate, que ainda existe, foi em sua homenagem), inventor da bicicleta no futebol. Morreu ontem, aos 90 anos de idade. Eu não o vi jogar e naquela época não tinha televisão, mas dizem que jogava tanto quanto Pelé.

::: Relembrado por Leotti
12:48 PM
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Sábado, Janeiro 24, 2004
Mais um texto da minha mãe.
Estamos mexendo nas papeladas e pedi à ela alguns textos para postar no Play. Sou fã de carteirinha dos escritos dela, uma jurássica de mão cheia, ou melhor, caneta.
Deliciem-se,
Descobertas
E eu percebi que os "meus" deuses eram mortais. Imagine! Mortais...de carne e osso como você, como eu.
...e eu percebi que eles sempre foram assim, que eu é que lhes havia concedido a imortalidade, o poder, a sabedoria, a magnanimidade e todos os demais
atributos que só os deuses têm
... e eu fiquei feliz, muito feliz porque as coisas começavam a retornar ao seu lugar.
Não mais sonhos absurdos, visões distorcidas, desvarios. Tudo no seu lugar...No tranqüilo lugar de um porto seguro. A doce realidade das coisas simples, puras, sem mistérios.
A vida para ser vivida gostosamente, com serenidade. Com aceitação. Com espírito de luta, também. Com sonhos e esperanças. Mas, sobretudo, com os pés plantados no chão amigo da terra que me acolher.
::: Relembrado por Intuição Feminina
12:08 AM
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Sexta-feira, Janeiro 23, 2004
TROL, BOM MOTIVO PRA SER CRIANÇA
A TROL, conhecida pelo slogan acima, era de propriedade do já falecido ex-ministro Dilson Funaro (o do plano cruzado), ficou mais conhecida pelo briquedo playmobil, porém esse brinquedo não esteve presente na década de 70.
Para quem associa a TROL somente à imagem do playmobil desconhece que existia na década de 50/60 um programa chamado "teatrinho trol", onde eram encenadas peças de teatro adaptadas para a TV, dirigido ao público infantil da época, com bruxas, princesas e florestas encantadas. No início, os programas eram exibidos ao vivo. O programa contava com cinco cenários diferentes, que eram trocados durante os intervalos comerciais.
Teatrinho TROL
O Teatrinho Trol permaneceu no ar durante 10 anos - entre 1956 e 1966. Seu criador foi Fábio Sabag. O programa lançou vários artistas. Faziam parte do elenco: Oscar Filipe, Paulo Padilha, Edson Silva, Zilca Salaberri, dentre outros. Oscar Filipe, além de representar, também escrevia e dirigia o programa algumas vezes.
A TROL foi a primeira a "peitar" a estrela no brinquedo autorama, lançando o TCR TROL com uma pista de 5 metros de comprimento simulando uma perseguição entre a polícia e um caminhão infrator, uma espécie de "need for speed" da época, depois foi lançado o TCR com carros de corrida.
TCR TROL
Outro brinquedo interessante, esse eu tive, era o pega-pega TROL, que consistia numa perseguição entre dois calhambeques numa pista, um jogador despistava o outro fazendo o carrinho do adversário mudar de pista (igual desvio de estrada de ferro).
Pista do Pega Pega TROL
A bonequinha da Mônica, do Mauricio de Souza, raras eram as meninas que não tinham.
Boneca Mônica
A TROL inovava, enquanto as fábricas de brinquedo lançavam os velocípedes convencionais a TROL lançou o Sincrom Fórmula que não tinha guidão, mas sim duas alavancas que moviam as rodas traseiras, era terrível de dirigir, mas as manobras eram radicais.
Sincrom Fórmula
Por hoje é só, semana que vem mais brinquedos para relembrar.
Fontes:http://www.geocities.com/hptrol/
http://www.memorychips.com.br
::: Relembrado por Don Vito
8:15 PM
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Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
Amor de mãe
Dois grandes incêndios marcaram a década. Em São Paulo vimos grandes edifícios tornarem-se palcos de desespero e dor.
Um deles me chamou atenção, em especial por um fato que mostra a grandeza de de Deus:
1974/01/02 - Um incêndio, o maior já ocorrido em São Paulo, destruiu 18 dos 25 andares do Edifício Joelma, onde estavam mais de mil pessoas. Do total, 188 morreram e pelo menos 500 ficaram feridas. O fogo começou às 8h45, no 12º andar. Quando os bombeiros chegaram, às 9h10, as chamas já atingiam o 20º andar e várias pessoas começavam a se atirar do alto do prédio. A confusão foi geral e São Paulo parou.
Em um dos episódios mais dramáticos, foi salva uma criança de um ano e meio. A mãe saltou para a morte do 15º andar, mas abraçou-se com ela e conseguiu protegê-la com seu corpo. Depois do impacto da queda, os bombeiros ouviram o choro, recolhendo imediatamente a criança, levada para o Hospital das Clínicas - fonte JB Online.
Hoje, ontem, amanhã, em meio da tragédia ou da devastação, sempre haverá mães dispostas a proteger com a vida a vida de um filho. Assim como haverá sempre um Deus que permita que isso aconteça.
Isso é apenas para que nos lembremos, que o amor é atemporal É maravilhoso! Seja na década de 70 ou no século 21, nunca desista de seu filho, por nada! Passaram-se 30 anos deste fato, e qual a mãe que não o repetiria? Há coisas que nunca mudam!
::: Relembrado por Gláu
12:31 AM
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Quarta-feira, Janeiro 21, 2004
Os vice-campeões de 1982
A equipe que garantiu a melhor colocação do Brasil até hoje em Mundiais, há 20 anos, na Argentina, foi responsável por incluir a seleção nacional entre as grandes do vôlei mundial. Naquele 15 de outubro de 1982, Renan, William, Maracanã, Léo, Bernard, Fernandão, Montanaro, Xandó, Amauri, Bernardinho, Rui e Cacau, comandados por Bebeto de Freitas, perderam a final para a então poderosa República Soviética (URSS), garantindo a prata para o Brasil.
Mas as conquistas já haviam iniciado no ano anterior, quando o grupo conquistou o bronze na Copa do Mundo do Japão. Em 82, antes do Mundial, o Brasil foi campeão do Mundialito disputado no Rio de Janeiro competição em que passou até pela URSS, ajudado pela torcida nacional. Depois vieram o ouro no Pan-americano de Caracas/83 e mais uma prata, desta vez nos Jogos Olímpicos de Los Angeles/84. E ficou conhecida como a geração de prata do vôlei brasileiro.
Clínica de vôlei agita o Point do Verão
A Arena Point do Verão/Praia & Cia. recebeu a equipe do Banespa/Mastercard/São Bernardo, atraindo a atenção de centenas de torcedores. Nas areias quentes da Praia da Aparecida (em Santos SP), sob uma temperatura próxima dos 30 graus, alguns dos principais craques do esporte ministraram aulas, em clima de total descontração.
O Banespa trouxe nomes consagrados para Santos. O destaque ficou por conta de Sérgio Dutra dos Santos, o Escadinha, líbero da seleção brasileira, atual campeã mundial e favorita ao ouro olímpico em Atenas.
Outro nome histórico do vôlei nacional esteve presente: José Montanaro Júnior, atual gerente do Departamento de Vôlei do Banespa. Integrante da chamada geração de prata, devido à medalha conquistada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, Montanaro atuou em uma época fundamental para a popularização do esporte no Brasil.
Dia 18, sábado, o ex-jogador reviveu um pouco desse trabalho. "As clínicas são fundamentais para difundir e incentivar a prática do vôlei junto a todas as comunidades", justificou, sem esquecer que, agora como gerente de esporte, esses eventos têm uma importância profissional. "Também servem para divulgar os nossos patrocinadores".
Interação
Montanaro explicou que as aulas aproximam o ídolo do torcedor. "É uma forma de estimular o garoto que quer começar no vôlei. Ele se vê ao lado do campeão, em uma condição de igualdade. Tudo em um clima gostoso. É um contato positivo".
As aulas ministradas ontem consistiram em dicas de fundamentos. "Os jogadores e os técnicos podem explicar melhor como fazer um toque, dar uma manchete ou um saque", argumentou Montanaro. Após cada clínica, era realizado um jogo, misturando atletas do Banespa com alunos.
Três quadras foram montadas. "Uma delas fica reservada para alunos que já estão em um estágio avançado", explicou Montanaro. A equipe Banespa/Mastercard/São Bernardo volta a Santos no dia 14 de fevereiro, para uma nova clínica na Cidade. Além de aprender fundamentos sobre o vôlei, a diversão é garantida.
Momento tiete
Assim, ano passado, fui conhecer o querido Montanaro. Uma simpatia de pessoa, fora sua eficiência no esporte, indiscutível. Tiramos foto, autografou uma fotografia antiga pra minha irmã, enfim se desdobrou pra atender as "jurássicas" tietes de outrora (e ainda tietes...)
Este ano voltaram, e fui lá tirar fotos pra postar aqui pra vocês. E ainda ganhei dois beijos "suados": um na chegada e outro na saída...
Agora babem, "babies" ...
       
::: Relembrado por Jack
7:08 AM
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Terça-feira, Janeiro 20, 2004
Sobre amores e pais.
Meus pais se separaram logo depois da minha festa de 15 anos. Chamaram os filhos mais velhos e disseram que o amor acabou. "Como acaba um amor de 22 anos ?". Ninguém me respondeu.
Separaram os bens, seguiram seus caminhos, viveram suas vidas.
Nenhum dos dois se relacionou com outras pessoas. Foram íntegros, distantes e ao mesmo tempo preocupados um com o outro.
As vezes eu perguntava: "Mãe, seu casamento valeu a pena?" Ela me disse: "VOCÊ é uma das provas de que valeu, muito".
Jamais ouvi a minha mãe falar mal do meu pai, ou vice- versa. Quando nós, filhos, nos queixávamos de algum ato dele, vinha a defesa:"é seu pai, merece seu respeito e carinho. Nunca se esqueça disso".
Meu pai foi boêmio, aventureiro, amante dos bares, um Ribeiro típico. Por vezes também inconseqüente. Mas nunca deixamos de ama-lo assim mesmo, como ele era.
Hoje faz um mês que ele se foi. Lembrando a minha mãe ali ao lado do caixão, de mãos dadas com suas crias, tenho certeza que o amor nunca acabou, a vida é que tomou rumos diferentes...
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1:43 AM
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Segunda-feira, Janeiro 19, 2004
Para conhecer e lembrar...1968 - um ano especial. O ano radical
Coloque num mesmo ano a guerra do Vietnam, protestos pacifistas, invasão da Tcheco-Eslováquia, contracultura, assassinatos de Bob Kennedy e Martin Luther King, movimentos pela liberação sexual, racial, artística, cultural e política, manifestações estudantis, viagens espaciais, ditadura militar, ecologia, festivais da Record, Jimi Hendrix, Bob Dylan, Jim Morrison, Janis Joplin, Beatles, Joe Cocker, Caetano, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Grateful Dead, hippies, Comando de Caça aos Comunistas (CCC), paz e amor, drogas, Bonnie and Clyde, Tropicalismo, Roberto Carlos, Roda Viva. Tudo isso ao som de guitarras eletrificadas, tiros, gritos de guerra, canções de protesto, bombas de gás e de napalm. O resultado é um ano especial, que marcou o século 20. Daqueles que entram para a história e ficam gravados para sempre na memória dos que o viveram. Assim foi 1968.
Na noite de 31 de dezembro de 1967 não havia nenhum sinal de tormenta no ar. O mundo respirava euforia. A lógica da Guerra Fria mantinha a bipolaridade mundial entre russos e americanos, que garantia a paz. Os pequenos conflitos em áreas distantes do planeta não eram vistos como ameaças para um holocausto nuclear. As economias dos países ocidentais estavam no auge e viviam o mais forte período de prosperidade e crescimento de toda a história do mundo industrializado. O império soviético parecia ter total controle sobre tudo o que acontecia atrás da cortina de ferro. Os Estados Unidos, a mais rica e poderosa nação do planeta, nadava em abundância e pensavam em como se livrar do Vietnam, um desses pequenos conflitos.
Mil novecentos e sessenta e oito entrou no ar recebido pelo espocar das rolhas de champanha e clima de muito otimismo. Não havia espaço para pessimismo e nenhum dos surpreendentes acontecimentos que nos próximos 365 dias iriam abalar as estruturas deste mundo cor-de-rosa e fazer de 1968 um dos anos chaves do século 20 foi previsto.
A ofensiva do Têt (fevereiro) dos patriotas vietnamitas desarticulou todo o esquema americano no Vietnam e mostrou que uma solução militar era impossível. Enquanto os Estados Unidos enviavam apressadamente milhares de jovens para tentar recompor suas forças, o Vietnam invadia os lares americanos através da televisão. Os pais começaram então a questionar o sentido de mandar seus filhos para uma morte horrível nos pântanos e arrozais de um país distante, pobre e onde os EUA não tinham grandes interesses comerciais.
Muito rapidamente o distante Vietnam viria a mudar a história dos Estados Unidos. Violentos protestos contra a guerra tomaram conta dos campi das universidades americanas, jogaram para o espaço a candidatura de Lyndon Johnson à presidência e abriram caminho para a eleição de Richard Nixon. A guerra no Vietnam dividiu profunda e irremediavelmente a sociedade americana.
A brutal invasão da Tcheco-Eslováquia (agosto) confirmou que havia muitas coisas podres no império soviético. As chocantes imagens dos tanques soviéticos esmagando a primavera de liberdade que floria em Praga abalariam gravemente os alicerces do comunismo. Milhares de comunistas em todo o mundo queimaram suas carteirinhas e romperam indignados com o partido. Num ano em que os jovens defendiam o amor livre, a encíclica Humanae Vitae do papa Paulo VI, condenando a pílula e todos anticoncepcionais, colocaria a Igreja na contramão da história. A pílula era, afinal, a grande conquista feminina.
O ano de 1968, como resume Eric Hobsbawm em A era dos extremos, encerrou a era do general De Gaulle na França, dos presidentes democratas nos EUA, as esperanças do comunismo liberal na Europa Central e assinalou o início de uma nova fase na política mexicana, depois do massacre de estudantes de Tlatelolco.
A revolta dos estudantes em praticamente todos os países do mundo resultaria num profundo questionamento da política tradicional, dos costumes, do autoritarismo, e introduziria nos cotidianos valores como pacifismo, feminismo, ecologia, contracultura, música de protesto, som pop e drogas. Como poucas vezes aconteceu no passado, o mundo mudou radicalmente no espaço de um ano.
Paz e amor. É proibido proibir. A imaginação no poder. Seja realista, peça o impossível. Faça amor, não faça a guerra. Essas curtas palavras de ordem definem melhor do que qualquer estudo sociológico o espírito de 1968, um ano especial, talvez o mais carregado de simbolismos do século 20.
(Texto do Jornal do Brasil)
::: Relembrado por Vitor
12:55 AM
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Sábado, Janeiro 17, 2004
O texto abaixo foi escrito por minha mãe, essa semana. Vou dividir com vocês um pouco dela, um pouco de amor e de lembranças...
A respeito dos livros e revistas de meus pais.
O meu passado está comigo, vá aonde eu for. Não são as coisas materiais que a ele me remeterão. Só elas não. Sou eu, como um ser total, que viajarei ao passado, estarei no presente e sonharei o futuro.
Não nego a importância de certos objetos de nosso passado. Uma foto, uma xícara, sei lá, um alfinete, até, pode levar-nos ao colo de uma avó, ao leite quente com gemada e chocolate, na xícara de porcelana, que nossa mãe preparava com muito amor, para aquecer as noites frias de nosso inverno que, aliás, nem era tão frio!
Acho que era mais um pretexto para a gente se curtir, antes de deitar. E o alfinete da fralda de nossos filhos...(É, eu não sou da geração descartável. Deu pra entender, né?!) A quantas emoções nos leva!...
Bem devaneios à parte, com objetos à nossa volta, ou não, o passado, que está conosco e conosco irá, pode voltar, mesmo que não o chamemos. Ele voltará através de um cheiro, de um som, de um pequeno gesto.
Ele pode voltar e é bom que volte. Para que o usemos como forma de curar mágoas, aplacar dores, corrigir erros...Para que aprendamos a perdoar. Para que nos perdoemos, a nós e aos outros. Para que entendamos e aceitemos a nós e aos outros.
Enfim, para que continuemos a crescer como pessoas.
O caminho é longo. Atrevo-me a dizer: longo e eterno.
E uma corriqueira faxina de armários, tarefa tão simples e mecânica, pode ser aquele momento mágico que te lava a alma. É só prestar atenção.
Eu sei! Aconteceu comigo!
Maria Teresa Fonseca Ruggi
::: Relembrado por Intuição Feminina
10:29 AM
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Sexta-feira, Janeiro 16, 2004
A ATMA É ÓTIMA
A partir de hoje, vou falar das principais empresas que deixavam as crianças de minha época em desespero, e os pais mais ainda, muitas delas não existem mais, ao que me indica somente a estrela conseguiu sobreviver à concorrência dos eletrônicos chineses (leia-se camelôs).
O "slogan" que coloquei ai em cima, diz respeito a uma empresa que concorria pau-a-pau com a poderosa estrela, e quem viveu nas décadas de 60/70 sabe que a ATMA é ótima.
Empresa criada na década de 50 confeccionava trens elétricos, que até hoje são disputados por colecionadores.
Como toda empresa que cresce, a ATMA não ficou limitada à produção de trenzinhos elétricos, e lançou verdadeiros ícones da época, tais como a ilha dos Thunderbirds, aquele seriado com bonecos articulados (thunderbirds are go!), a ilha tinha as naves e tudo, era o desespero dos pequenos.
A ATMA também produziu e comercializou kits de plastimodelismo.
Tinha um brinquedo em particular que marcou para mim, era a "Corrida Mágica ATMA", tratava-se de capsulas de remédio coloridas com uma bolinha de chumbo dentro que corriam em uma pista descendente em "S", quando a gente segurava a capsula na mão ela derretia (era onde a ATMA ganhava dinheiro) e tinha que comprar outras capsulas, elmbro que tomei uma surra da minha mãe quando ela descobriu que utilizei vários antibióticos dela como "corredores" (tirava o pó das capsulas e colocava o chumbinho dentro - custo zero).
Um outro brinquedo da ATMA que marcou em minha infância foi o snooker, uma mesinha de uns 30cm x 20cm com tacos de plástico com molas propulsoras e bolinhas de plástico, nunca tive um pois minha mãe dizia que era o primeiro passo para o "pequeno Don Vito" se tornar um jogador de bilhar nos botecos da vida...vai entender essas coisas de mãe.
Já no final de minha infância a ATMA lançou o automatma uma fabrica de carros onde a gente produzia nossos carrinhos como uma linha de produção igual à das montadoras.
Com tanta coisa maravilhosa na minha infância não posso deixar de concordar que a ATMA foi ÓTIMA!
fontes:
memorychips (www.memorychips.com.br)
Centro-oeste (www.vfco.com.br)
::: Relembrado por Don Vito
8:12 PM
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
1978 - Nasce Louise, primeiro bebê de proveta
25/07 ¿ O primeiro bebê de proveta do mundo é uma menina e pesa 2,6kg. Louise Brown nasceu de cesariana em Oldham, perto de Manchester, na Inglaterra, e é filha do motorista de caminhão Gilbert John Brown e sua mulher, Lesley, que tem as trompas de Falópio obstruídas e não poderia ser fertilizada pelo marido. O ginecologista Patrick Stepton removeu um óvulo da mãe e o fertilizou com o esperma do pai, em uma proveta. Depois, foi só implantá-lo no útero materno. JBOnline ¿ Jornal do século.
Esta, na minha opinião, foi uma das maiores revoluções do século. Chamo de revolução, porque revolucionou a vida de muitas pessoas.
Hoje em dia, vemos uma grande quantidade de casais lutando por um filho. Lutando para gerar o seu próprio filho.
Hoje em dia, adota-se não apenas por não poder ter filhos, mas também por opção. São as adoções feitas com alma, com generosidade, com amor. Quando Louise nasceu, não consegui entender a dimensão da coisa, afinal aos 13 anos, quase 14, a maternidade nem me passava pela cabeça.
Quase todo mundo conhece, ou tem notícia de um casal beneficiado pelo método. (A própria Fátima Bernardes, apresentadora do Jornal Nacional ¿ deve seus trigêmeos à proveta). Vimos guerras, tragédias que viraram notícia, que nunca se apagaram! Todas as vezes que vc busca pela memória na década, os grandes problemas surgem. As grandes conquistas se perdem em datas.
Uma criança não é uma vitória, é um milagre!!! Milagre de amor. Uma dádiva de Deus. Ela é sempre concebida por Sua vontade, não importa como. O importante não é o método. O essencial, é que esta verdadeira batalha para conceber um filho, não seja apenas pela concepção.
Um filho foge muito cedo do berço, das nossas asas, dos nossos olhos... Ganham mundo, levam um tanto de nós, geneticamente e emocionalmente, mas levarão tudo de nós se sucumbirem nos caminhos errados da vida.
Conceber é difícil, é um verdadeiro milagre. Criar este milagre, aproveitar esta oportunidade é realmente divino.
::: Relembrado por Gláu
8:02 AM
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Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
O surf no Brasil
    
Calma seus malucos, não é de surfar na internet que vou falar ...
A história do surf no Brasil começa em 1938, em Santos, quando o santista Osmar Gonçalves (fotos do arquivo da família) fez a primeira prancha, em madeira, copiada de uma revista americana, a Popular Mechanics. Com a ajuda de João Roberto e Júlio Putz, ele confeccionou uma prancha oca, de quatro metros de comprimento e 50 quilos. Para se ter uma idéia da evolução no design, as pranchas utilizadas hoje pesam no máximo sete quilos e não medem mais do que três metros (no caso do longboard).
A Cidade, que teve o primeiro surfista e a primeira prancha, é pioneira também no ensino público do surf. Foi aqui que se inaugurou a primeira escola pública de surf do País, a Escolinha Radical, localizada no Posto 2, praia do José Menino.
Santos também tem a primeira universidade a incluir o surf como disciplina da grade curricular no curso de Educação Física. O campeão brasileiro de títulos também é santista: Picuruta Salazar.
Pioneirismo à parte, o surf se espalhou pelo Brasil, explodindo no Rio de Janeiro a partir da década de 50. Nos anos 60, o esporte se tornou competitivo e profissionalizante. A partir daí, vieram as fábricas de pranchas, roupas e outros equipamentos destinados aos surfistas.
O esporte ganhou milhões de adeptos e conquistou serviços especializados como informações sobre as condições do mar, temperatura da água, direções do vento e ondulação (swell), que são transmitidas por rádio e televisão.
Texto extraído do Jornal A Tribuna (Suplemento especial Praia & Cia), escrito por Carolina Muniz.
    
::: Relembrado por Jack
6:49 AM
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Terça-feira, Janeiro 13, 2004
Meus bisavôs nasceram em Jequitaí, cidadezinha no norte de minas, próximo a Pirapora. onde passa o Rio São Francisco.
Homem austero e lutador, Sr.Vicente Motta (não, ele não escreveu o hino do galo...), constitui família cedo, casando com D.Augusta, mulher de fibra e muito brava.
Desde cedo minha bisa assumiu sua posição de matriarca, tendo 09filhos: Carlos, Vicente, Antonio, Benone, Genoveva, Geralda, Rita, generosa, Cristina. Dizem que minha avó era mandona, geniosa e muito integra. Foi ela quem determinou os genes das mulheres Motas, famosas pelo gênio forte:o)
Construíram uma casa em Jequitaí, e mandaram todos os filhos estudarem em Montes Claros, a cidade mais próxima que tinha escola. Eles iam e voltavam todos os dias.
Com o tempo os filhos formaram e constituíram suas próprias famílias em Montes Claros. Hoje, estão vivos e unidos por uma amizade acima de tudo: Tia Rita, Tio Vicente e Tio Carlos. E essa união passa pelas nossas gerações, que sabemos ser fortes por estarmos unidos.
Jequitaí ainda tem o cheiro dos meus bisavôs. O gosto das comidas feitas no fogão de lenha, as serestas de madrugada, o quintal cheio de córregos onde nadavam minhas bonecas, a cadeira de balanço no centro da sala para reunir os bisnetos e netos ao contar uma estória, as calhas que cantam ao sabor do vento, as grandes mangueiras... Quando meu bisavô morreu, a escritura da casa foi "amarrada" por 07 gerações. Ou seja, meus netos hão de brincar por entre aquelas árvores e escutar estórias numa velha cadeira de balanço...
E vão ter orgulho, como eu, por ter o privilégio de ter nascido numa família tão bonita.
::: Relembrado por Cris
2:09 PM
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Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
CRÔNICA
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.
AMOR é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.Não... Amor é um exagero... Também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tem explicação, esse negócio de amor não sei explicar.
Texto de Adriana Falcão, do livro Mania de Explicação.
::: Relembrado por Vitor
6:35 AM
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Domingo, Janeiro 11, 2004
Faroeste ou seria Far West?
Assim como as calças jeans, que na minha infância eram chamadas de farvest, os filmes deste gênero eram os meus preferidos. As calças jeans eram raras no Brasil, mas os filmes não. O engraçado é que as calças jeans surgiram na época da conquista do Oeste e a corrida do ouro. Adorava as histórias dos justiceiros com uma pistola de cada lado da cintura, sacando mais rápido que os bandidos. O mundo era de um maniqueísmo absoluto...
Além dos filmes, tinham as séries: Bat Masterson, Bonanza, James West, Zorro e seu amigo Tonto, Roy Rogers, Zorro (o da capa e espada). Sem contar as histórias em quadrinhos com o mesmo Zorro, Tex, Trinity e outros.
Sempre as histórias dos justiceiros, jogadores exímios sacadores, pacatos rancheiros que tinham um passado repentinamente vindo à tona, xerifes às voltas com arruaceiros, geralmente mexicanos. Na história de Hollywwod sempre se satanizaram etnias, partes da população do país como os negros, mexicanos e latinos em geral e índios, como se o direito à nacionalidade fosse privilégio dos anglo-saxões e irlandeses até os judeus tomarem conta da economia. O puritanismo e a hipocrisia dos ex-quaker foram sempre traduzidos em Hollywood na figura de seus bandidos. Depois foram os russos, terroristas do Leste Europeu da antiga Cortina de Ferro, traficantes de drogas (latinos em sua maioria) e ultimamente os terroristas (agora muçulmanos). Fugi um pouco ao tema, que deveria ser bem leve, mas que serviu um pouco para refletir sobre a inocência da minha infância e eu nem sabia que vivíamos sob uma ditadura, patrocinada em todo a América do Sul pela CIA para evitar que "comunistas" assumissem o poder no lado debaixo do Equador e um pouco acima também. Esta política americana foi responsável pelo aparecimento de monstros como Bin Laden e ditadores como Saddam Hussein que foram apoiados e até treinados pelos EUA na guerra Irã X Iraque no primeiro caso e na resistência do Afeganistão à invasão soviética no segundo.
Bem, voltemos aos filmes. Quem da nossa geração não assistiu O Dólar Furado e até hoje assobia sua música? E Um Homem Chamado Cavalo e a prova do branco sendo suspenso por ganchos para mostrar que merecia a cidadania índia? Além disto a Cinne Citá despejava aos borbotões os famosos faroestes macarrônicos que nem fazíamos idéia que eram feitos fora dos EUA. O certo é que a brincadeira dos meninos era, com um revólver da madeira preso a um cinto velho, dar tiros com um barulho vindo dos lábios e simular ter sido ferido. Tudo isto era previamente combinado: quem era ferido, quem morria. Lógico, ninguém queria ser o bandido. Hoje sabemos que aquele som com eco dos tiros só existiam nos filmes, pois os tiros emitem um estalido seco nada romântico.
Hoje, não aprecio este estilo. Perdeu a graça. Prefiro os filmes de ficção e de aventura. Uma comédia de vez em quando. Pouco depois do faroeste comecei a gostar do gênero terror que acabou se transformando num banho de sangue e num show de sustos que não me atrai mais. Gostava de terror sobrenatural com Drácula, Frankestein, fantasmas, monstros do espaço e não serial killers, reais ou não do cinema atual. E tudo começou com Sexta-Feira 13. Suspense à la Hitchcock não existe mais. Quer dizer, salvo raras exceções.
E esta enxurrada dos ditos filmes de ação que basicamente consiste em cenas de perseguições com carros explodindo magistralmente depois de decolarem centenas de metros e tiros pra tudo quanto é lado. Francamente...
::: Relembrado por Leotti
1:28 PM
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Sexta-feira, Janeiro 09, 2004
Material Escolar
Quem não se lembra dos estojos de madeira? Ou dos estojos de zíper, que mais pareciam um livro? Das canetinhas Neo Pen, da borracha de duas cores, da tradicional branquinha da Mercur ou da verde da Rubklean? Era tudo tão simples perto do material de agora mas nos enchia os olhos! Caneta de duas cores, depois quatro e depois aquelas enormes, com um monte que quase não cabia na mão! Depois lançaram a caneta prateada e dourada que parecia um spray...
Os materiais em sua maioria eram simples se comparados aos de hoje em dia, mas faziam o mesmo sucesso Hoje são tantas opções, tantas cores e modelos de tudo que a molecada se perde...
Pesadelo de alguns pais: a hora de comprar o material escolar.
Não vou meter o pau como de costume nos pais que cedem aos apelos dos filhos em comprar tudo. Sou coerente e entendo que a mídia, a sociedade e um monte de outras coisas são diferentes da nossa época de crianças. Entendo também que é difícil educar nos dias de hoje, já que estamos à mercê dos publicitários e suas campanhas muito bem direcionadas e articuladas para o consumismo. Eu mesma me deparo namorando canetas, lápis e borrachas de todos os tipos e cores...Mas para não fugir a minha linha de pensamento de sempre, dou uma dica aqui: Aproveitem essa hora para fazer um apanhado dos lápis antigos e que serão trocados por novos e jogados no fundo da gaveta, doem. Sempre existe alguém que necessita. Quanto material em bom estado se perde no fundo de uma gaveta e depois é jogado fora. Outra dica é usar o bom senso e dar uma lição de economia na hora da compra do material. Explicar o quanto custa e o quanto você ganha e traçar um paralelo entre preços e salários.(se você for um multimilionário entrará pelo cano, então não use essa dica...rs).
O que eu faço? Compro o necessário, não compro lápis de cor, canetinhas novas, nem réguas ou estojos novos se os outros ainda estão em bom estado. Sempre conversei com o Octávio sobre isso e ele acha isso muito normal. Dôo os antigos quando compro novos e ele se sente feliz sabendo que alguém vai usar. Existem muitas escolas municipais e estaduais que aceitam essas doações pois existem muitas crianças ainda que não tem nem um lápis.
Façam boas compras e aproveitem para delirar com as novidades do mercado mas com bom senso!!!rs
::: Relembrado por Intuição Feminina
11:32 PM
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Furúnculos, vesícula e os brindes dos produtos alimentícios
Inicialmente todos devem ter estranhado o fato de eu não ter postado nada na semana do natal e do ano novo, no mínimo pensaram "ah aquele vecchio mafioso deve estar viajando, certo?", ERRADO, estive aqui, porém posso dizer que ao menos para mim foi um dos piores finais de ano que já passei em termos de saúde.
Meus pais costumavam falar "nossa certa vez tive um baita furúnculo que vou te contar...", e para mim isso era "lenda dos antigos" até acordar no último dia 23 de dezembro com uma dor horrivel debaixo do braço esquerdo, a ponto de na noite de natal eu estar febril, fui à farmácia no dia 26 e fui informado que era proprietário de um belo "furunulo no sovaco" e a previsão de cura era lá para o dia 30, e realmente aconteceu.
Até aí tudo bem, natal foi uma "cacca", mas no ano novo tudo seria melhor, afinal teria a esperada lasagna de minha prima, chegada a hora da ceia comi a dita cuja (a lasagna, suas mentes sujas!) e algo lá dentro de mim disse "Houston, we have a problem!!!", e o problema foi uma bela crise de vesícula que veio a curar somente no dia 2 de janeiro.
Por isso é possível imaginar o por quê dos posts não terem saído.
Gostaria finalmente de dividir com nossos amigos uma novidade, após tentar por todos os meios baixar esses cento e mais de cinquenta kilos sem êxito, decidi fazer a famigerada cirurgia de redução do estômago - a gastroplastia, que deverá ocorrer lá para o terceiro trimestre deste ano.
Mas por que me tornei gordo? Vasculhando a infância encontrei um dos inúmeros motivos que me levaram a consumir as maravilhosas guloseimas da década de 60 e 70.
Efetivamente o marketing sempre existiu, mas na década de 60 e 70 era apelativo para as crianças.
As cestas de natal preferidas pela molecada eram as da marca Amaral, pois dentro da mesma vinha um boneco (horrível por sinal) chamado gigante Amaral.
Gigante Amaral
bastava ligarmos a TV para vermos as propagandas do arroz brejeiro a sairmos correndo e obrigar nossas mães a comprar aquela marca para ganharmos o boneco do arroz brejeiro ou do marinheiro, tinha ainda a promoção de natal com o brejeiro vestido de papai noel, e ai das mães que não comprassem o brejeiro.
Marinheiro e Brejeiro Papai Noel
Por outro lado no campo das guloseimas a briga era de foice, os sucrilhos kellogs lançaram as miniaturas de plástico de navios e aviões, lógico que tinha os dificílimos de tirar e era um festival de mandar a tia, a avó, ou seja afamilia toda comer sucrilhos (gostando ou não) para sair os malditos navios e aeronaves, como minha mãe sofreu, nunca comi tanto sucrilhos na vida.
Aviões e Barcos dos sucrilhos
Logo após a promoção dos aviões a kellogs lançou os guerreiros da história em cor de bronze, e olha o Don Vito enchendo a pança de sucrilhos.
Como só comer não basta, tem que beber, e o Toddy patrocinava o "Rin-tin-tin", uma série sobre a guerra de secessão americana estrelada por um pastor alemão (?!?) num forte apache, e como não podia ser diferente o Toddy lançou as miniaturas de soldados e indios americanos, e olha o Don Vito enchendo o pandulho de Toddy.
Na primeira fila guerreiros do Toddy, nas duas debaixo a coleção dos sucrilhos
Era uma covardia, o toddy pequeno vinha um soldado, o médio dois soldados, o grande três soldados e tinha o GIGANTE, ahhhh esse vinha com CINCO soldados. Preciso falar qual era o que eu fazia meus pais comprarem, era o festival do toddy gigante, e la vai o Don Vito engordando.
Voltando aos dias atuais, outro dia estive com meu filho no supermercado, e na hora que ele pegou a caixa de sucrilhos eu tirei da mão dele e perguntei:
- O que vem aqui dentro de brinde?
- Brinde? Tá louco véio?
::: Relembrado por Don Vito
3:11 AM
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Quinta-feira, Janeiro 08, 2004
Desculpem
Gente, primeiro desculpem pela semana passada. Minha tia, de 70 anos, tomou um tombo, quebrou o cotovelo, abriu a cabeça e meu micro fritou duas fontes, fiquei cheia de problemas. Estou acabando de chegar do hospital, duas noites sem dormir, pois ela operou o braço na terça, e como não tem ninguém, sou eu mesma!! Então, estou postando para me explicar e dizer que semana que vem prometo um post de verdade.
Me perdoem!
Beijos
PeteroGláu
::: Relembrado por Gláu
1:59 PM
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Aviso aos navegantes!
Se quiser ler posts anteriores, agora disponibilizamos os links de meses anteriores no menu do lado esquerdo.
Boa Leitura!
::: Relembrado por Leotti
9:18 AM
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Quarta-feira, Janeiro 07, 2004
O incrível Hulk
Vocês se lembram dele?
Esse seriado de TV contava sobre o doutor David Banner, um médico e cientista que estava tentanto achar um meio de usar a força escondida que todos temos dentro de nós. Ele usa doses de radiação gama nele próprio e, acidentalmente recebe uma overdose. A partir daí, quando fica realmente bravo ou ameaçado por perigo, ele se transforma numa verde e musculosa criatura. Ele tem pouco poder pra controlar suas ações quando isso acontece, mas ele fica com os resultados dessas ações para lidar quando ele volta a ser o dr Banner.
Coisas que quem assistiu a série, nunca vai esquecer :
- Como é que o Dr. Banner sempre conseguia roupas novas depois que o Hulk rasgava as suas?
- A musiquinha triste de piano no final de cada episódio onde o Dr. ia embora de uma cidadezinha qualquer levando apenas uma mochilinha nas costas?
- De torcer para que o Dr. Banner achasse a cura da sua "doença" ?
Dito isto, por absoluta falta de opção (todos os filmes que queria ver, não estavam disponíveis na locadora), aluguei e assisti ao Incrível Hulk: versão (d)efeitos especiais!!! Onde estava eu com a cabeça? O que era aquilo? Gente, uma estorinha morna, sem sentido. Tudo bem que é ficção, mas o que será que esses cineastas querem nos provar? Que eles conseguem fazer um filme somente com maravilhosos (?) efeitos? Computação gráfica, ou sei lá o nome daquilo? Se você não viu, não perca seu tempo como eu ... Patético, parece que eles querem provar algo somente pra eles mesmos, não pro público, pra audiência, sei lá ... Até parece que existe uma competição entre os cineastas, pra ver quem consegue ser mais original (?) ...
Então porque não fazer logo um desenho animado computadorizado? Na verdade, assisti até o final, pois lembrei que gostaria de fazer esse comentário aqui no Play: Será que tudo mudará? Seria essa fase irreversível? Filmes "antigos" não farão mais sucesso? Por favor, digam o que acham, estou enganada?

::: Relembrado por Jack
6:46 AM
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Terça-feira, Janeiro 06, 2004
Novenas
Vou ser curto e grosso: eu não gosto. Mas não tenho como
negar que era divertida a época de criança em que íamos
cada noite na casa de alguém do bairro rezar o terço.
Explico porquê. Antes e depois do terço tinha as
brincadeiras de rua: esconde-esconde, mãe-da-rua,
polícia e bandido, pula-sela, etc.
E lógico, depois do terço tinha os comes e bebes
patrocinados pelo dono da casa. Era um meio divertido de
integrar a "comunidade" e praticar religião.
Hoje, assim como as brincadeiras de rua, a prática da
religião tornou-se artigo raro. Não tanto pela fé em si,
mas como meio catalisador da união familiar. A TV,
Internet em seguida, vieram para tomar o lugar das
brincadeiras em grupo e da conversa familiar.
Acho que éramos mais felizes naquela época. Pelo menos
não se viam tantos casos de desagregação familiar, nem
as drogas ocupavam lugar de destaque.
::: Relembrado por Leotti
11:12 AM
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Segunda-feira, Janeiro 05, 2004
35 anos para ser feliz ...
Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09/02: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos.
A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem:
"Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes".
É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando,um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.
Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse.
Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.
Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem:depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste.
Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy.
Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.
Depois que cumprimos as missões impostas no berço - ter uma profissão, casar e procriar - passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões.
A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta.
A maturidade, sim permite uma certa loucura.
Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta. ....
Martha Medeiros
(Essa Martha Medeiros é simplesmente demais!!!)
::: Relembrado por Vitor
12:54 AM
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Sábado, Janeiro 03, 2004
Prece
Que os dias sejam de luz e acertos
Que se perdoe sempre (o possível)
Que não se tenha medo de errar e por isso não fazer
Que se viva intensamente como senão houvesse amanhã (me permita o uso o autor da frase)
Que dos dias ruins se tirem lições e ai se enxergue que não eram tão ruins_ pois com eles aprendemos a ser melhores
Que todos tenhamos mais paz e amor do que raiva ou ódio
Que tenhamos paciência e fé
Fé no homem e na humanidade.
Fé em nós mesmos.
Que 2004 seja apenas o primeiro ano dos melhores que estão por vir...
Pedrita Naftalina
Simone
::: Relembrado por Intuição Feminina
12:27 AM
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