Seqüência dos Dinos


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Sítio Arqueológico



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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield

Domingo, Setembro 27, 2009

DO FUNDO DO BAÚ...


Em tempos de arrumação aqui em casa e me desfazendo de coisas velhas, resolvi por fim a um móvel com baú que ficava ao lado da antiga cama do meu filho que hoje, aos 27 anos, mora sozinho. A cama já se foi há um bom tempo e o baú ficou.
Servia como depósito de tudo que já não era mais usado. Aquelas coisas que, no fundo, você sabe que nunca mais vai precisar, mas não tem coragem de jogar fora. Aí vai acumulando com a desculpa: “depois eu vejo isso” ou “depois eu decido o que fazer”. E os anos vão passando...
Bem, hoje foi o dia “D”... D arrumação e D jogar fora o que não preciso mais guardar.
Claro que precisei de ajuda, e meu filho arrumou um tempinho para isso, mesmo porque muita coisa ali era dele.
E o que seria uma simples uma simples operação de limpeza acabou, quem diria, em uma “sessão nostalgia”.
Fotos antigas, livros e brinquedos velhos e muita, muiiita tralha...
O joystick que nunca funcionou direito, dos joguinhos de computador, foi direto pro lixo...
Já os bonequinhos dos Comandos em Ação (GI-Joe) e os da turma do Batman (aqueles que você pressionava as pernas e eles moviam os braços), todos em perfeito estado, foram separados e só mudaram de endereço – foram para a casa do meu filho. Ele também separou para levar alguns livros, o pote de bolas de gude e os times de futebol de botão que ele pretende trazer de volta à atividade.
Muito lixo depois, lá no fundo do baú, literalmente, encontrei algumas coisas minhas: meu livro do OBERG, curso de desenho, que durante algum tempo me deu a ilusão de que eu poderia vir a ser um desenhista profissional. Ali naquela apostila eu aprendi, passo a passo, a desenhar uma orelha, nariz, boca, olhos, cabelos... Depois, juntando tudo eu teria um rosto. Pelo menos essa era a teoria...


Exemplos das imagens da apostila.

Eu vivia com meu estojo de lápis HB, B, 3B, 6B... Um para cada tipo de efeito que se queria obter e cheguei a rabiscar algumas coisas. Pensei até em dar um passo mais ousado e comprar telas e tintas.
Mas depois de muitas aulas e muito treino passamos ao mais difícil: desenhar mãos e pés. Foi nesse ponto que eu percebi que a minha praia talvez fosse a fotografia...
Ainda bem que não comprei as telas...
Isso foi no final dos anos setenta.
Voltando ao baú, lá estava também a minha coleção de “As Anedotas do Pasquim”, em cinco volumes, comprados entre 1975 e 1978. Me proporcionaram boas risadas...


E, perdidas lá no fundinho, as derradeiras fitas cassete que ainda não tinham ido para o lixo.
Afinal não tenho mais onde ouvi-las, não tenho mais meu tape-deck e, além disso, hoje tenho em CD tudo o que está ali gravado.

Fitas k7 da Gradiente, BASF e TDK.


Detalhe da BASF Chrome Máxima, de ótima qualidade para os padrões da época.


Estas são as últimas que ainda mantenho virgens e lacradas na embalagem original.
Da esquerda para a direita: Scotch de 90 minutos; TDK SA-60, Super Avilyn, excelente fita de cromo e a SONY UX-S, também de cromo e do mesmo nível da anterior.
Essas últimas vinham com um selo oval com os dizeres “Best For CD”.

Essas eu vou guardar de recordação, quanto às demais...
Estou num momento de desapego.
Fiquei com esses itens apenas para poder fotografar e ilustrar este texto. Quando eu estiver publicando este post quase tudo já terá ido para a lixeira.


...Provavelmente.

::: Relembrado por Paulo 7:02 PM

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Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Coleção de plásticos





No nosso tempo, no tempo em que o Duque de Caxias ainda brincava de cowboy, a gente arrumava sempre algum motivo para colecionar alguma quinquilharia: chapinhas de refrigerantes ou cerveja, figurinhas, selos, chaveiros, gibis... e plásticos, por exemplo. Pois é. Hoje falarei dos antigos plásticos, que num certo momento que nem sei precisar quando, viraram “adesivos”. Mas eu sou do tempo em que se chamavam plásticos e não tinham cola. Para grudar em alguma superfície lisa, era preciso molhá-los. Com água ou saliva.
Lembro que eles tinham um cheiro forte de amônia e vinham colados em papel transparente. Era só uma loja começar a distribuí-los que juntava uma petizada na porta, disputando a nova preciosidade.

Eu, como meus colegas da época, também colecionava plásticos coloridos. Uma vez, perdi uma porção deles. Caí na asneira de colá-los no pára-brisa do carro de um parente e, quando ele estacionou com o vidro abaixado, fizeram a festa. Ah, sim. Um outro modo de ampliar a coleção era afanar, passar a mão, surrupiar de carros, cujos motoristas dessem mole com o vidro abaixado. Naquela época se podia estacionar o carro para uma fugidinha num mercado ou numa quitanda e deixá-lo com os vidros baixos, para circular o ar, e não tinha um amigo do alheio para entrar e levar o veículo embora.

Com o tempo, acabei perdendo todo o resto da minha coleção de plásticos. Eram tão bonitos... Num sábado desses, fui na feirinha de antiguidades da Praça 15, aqui no Rio de Janeiro, e revi, numa banca (do meu amigo Caetano, de quem sou freguês), uma pasta cheia de plásticos da minha época. Reencontrei propagandas e lojas comerciais que há muito não mais existem.
Quem aí não se lembra do Flit, da Esso, que matava todos os mosquitos e outros insetos? Antes de dormir, minha mãe borrifava Flit com aquela bombinha manual pelos quartos da casa. Fechava a porta, a mosquitada caía durinha no chão, e a gente podia dormir sem ser chupado ou ouvir aquele zumbido característico.
E do Brylcreem? Aquela pasta branca que modelava nossos topetes. Era bem menos gorduroso que o Gumex. Eu usei os dois: primeiro o Gumex, e, tempos depois, o Brylcreem. (Como vocês podem ver, eu realmente sou antigo. Fui flanelinha no estacionamento de bigas do Ben-Hur...).

Alguém se recorda do Elefantinho da Shell, criado para fazer frente ao Tigre da Esso? E das lojas Cobrás? Essa cadeia de lojas se juntou a uma outra, a Tele-gel, criando a Brastel (“Na Brastel, tudo a preço de banana”), que faliu nos anos 80, num dos escândalos financeiros da época.
Na esquina da rua que dava acesso ao meu colégio ficava uma loja Bemoreira (grande concorrente do Ponto Frio). No final das aulas, eu sempre dava uma passadinha por lá para ver se tinham distribuído algum plástico do PEP (era uma sigla de campanha marketeira que significava “Preço E Prazo”). Tinha o bonequinho com roupa de várias cores.

Outra leva de plásticos que enriquecia nossas coleções era a de heróis do gibi. As revistinhas da Rio Gráfica vinham com selos na capa. Cada selo representava um certo número de pontos. Com cem pontos, a gente podia trocar por um plástico do Fantasma, Mandrake, Flecha Ligeira, Cavaleiro Negro, Nick Holmes, Brucutu, Búfalo Bill, Águia Negra... Com o sucesso dessa campanha, a Editora O Cruzeiro, que também editava gibis, lançou plásticos de seus heróis, como os Flintstones, Zé Colmeia, Dom Pixote, Pepe Legal...
Minha coleção de plásticos era grande. Pena eles terem se perdido nas mudanças ou nas arrumações de quarto posteriores. Hoje, além de valiosos nas feiras de antiguidades, eles seriam pedaços de saudade do tempo em que “só a cabecinha” era apenas o pedido que o carrasco fazia às vítimas da guilhotina.

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 1:38 PM

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Domingo, Setembro 13, 2009



O sonho não acabou...



Formaram o maior grupo musical de todos os tempos. Essa semana só se falou neles em toda a internet. Lançamento do box de todos os cds gravados pelo grupo remasterizados digitalmente e o lançamento do jogo Rock Band para vídeo game, no dia 09.09.09.

A trajetória dos Beatles começou no The Cavern Club, em Liverpool, e depois tomou o rumo do sucesso mundial. Ao longo de apenas poucos 8 anos, de 1962 a 1970, os Beatles mudaram para sempre a face do rock and roll, criando uma linguagem musical única e influenciando o comportamento da juventude de sua época, como ninguém havia feito antes. Esse fenômeno comportamental da década de 60 foi chamado de Beatlemania. Até hoje, nenhum outro grupo musical conseguiu reproduzir tal façanha. Depois de quase quarenta anos da divisão do grupo, as vendagens de discos continuam incríveis . O último lançamento, o álbum The Beatles 1, foi mais um sucesso, comprovando que a Beatlemania permanece viva... Portanto viva a Beatlemania!

O Grupo:
Paul McCartney nasceu em 18 de junho de 1942, em Walton Road Hospital, Liverpool.
John Winston Lennon nasceu em 9 de outubro de 1940, no Hospital Maternidade de Oxford Street, em Liverpool. Foi morto com 5 tiros, no dia 8 de dezembro de 1980, quando retornava ao Edifício Dakota, em Nova York, por um "fã" que, horas antes, havia lhe pedido um autógrafo.
Ringo Starr na verdade chamava-se Richard Starkey Jr., nasceu em 7 de julho de 1940, na casa de seus pais.
George Harrison nasceu em 25 de fevereiro de 1943, também na casa de seus pais, no endereço 12 Arnold Grove, Wavertree, Liverpool. Faleceu em 29 de novembro de 2001, vítima de câncer, na cidade de Los Angeles (USA).

Hoje em dia é difícil acreditar que quatro garotos da classe trabalhadora de Liverpool (cidade portuária situada no norte da Inglaterra) tenham conseguido influenciar tanto o mundo a ponto de fazê-lo girar em torno de si mesmos. Ainda mais, levando em consideração os bem mais de trinta anos que separam a geração atual daquela do início dos anos 70.

Entretanto, o grupo foi resistindo ao longo do tempo, moldando novas tendências de acordo com a sua ideologia transcedental. Para alguém que hoje, escuta pela primeira vez um álbum dos Beatles, sua música ainda chega a causar espanto. Revolver, Rubber Soul, Abbey Road e principalmente o Álbum Branco (The Beatles) são discos essenciais em qualquer lugar do mundo. E influencia tanto que, para quem ainda não sabe, a maioria das bandas e artistas atuais absorveram legados musicais de John, Paul, George e Ringo.

Foi uma das maiores paixões de minha vida, musicalmente falando. Ícones da minha adolescência. Sei que vou chover no molhado, mas duvido que alguém seja capaz de dizer que nunca ouviu suas músicas, ou que nunca tenha tamborilado os dedos ouvindo uma, ou que nunca tenha dançado juntinho ou separado, ou que não tenha acompanhado seu ritmo com os pés, ou que nunca tenha assobiado uma dessas músicas: Impossível, improvável, inegável... Tudo que é bom dura o tempo suficiente para que seja inesquecível.



Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 5:33 PM

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Domingo, Setembro 06, 2009

Memória Escolar, de novo



Citei num dia desses, as cartilhas da minha infância, do tempo em que, como diria o nosso amigo Marco, Tomé de Souza fazia campanha eleitoral para se tornar o Governador-Geral do Brasil.

Nem caneta existia. Bom, pelo menos era assim no primeiro ano do antigo primário. Só usávamos lápis. Tínhamos aulas de caligrafia, aprendíamos a rabiscar as primeiras letras num caderno pautado, com linhas traçadas para fazer as minúsculas e maiúsculas. Eu mais apagava do que escrevia, cada folha era uma obra de arte, que a dona Floripes, a professora sem nenhum senso artístico, achava horrível e me obrigava a fazer tudo de novo.

Aprendíamos um montão de hinos – o da Independência, o da República, o da Bandeira, o Cisne Branco e tudo mais que inculcava o espírito cívico bem cedinho nas cucas dos futuros cidadãos da nossa pátria.

Usávamos também, um alongador metálico, onde colocávamos o nosso lápis para usar até sobrar somente um toquinho. Começávamos a decorar a tabuada, usávamos papel manilha para encapar os cadernos, goma-arábica para trabalhos ou no meu caso, trapalhadas manuais, oportunidade para fazer mais sujeira.



No segundo ano, uma mudança brusca, aterradora. Tínhamos de escrever com caneta de pena! A gente comprava uma varetinha, a caneta porta pena, e na ponta encaixávamos penas de metal, que vinham em diversas espessuras e até fonts diferentes. Cada vez que escrevíamos algo, molhávamos a pena num recipiente de vidro que continha a tinta. Este vidrinho ficava encaixado num buraco bem no meio, na parte superior do banco escolar. Cada banco era divido por dois alunos. Já deu pra pressentir o drama que criava esse precário arranjo para alguém meio descuidado e meio desastrado? Não tinha um dia que não voltasse pra casa, sujo de tinta e camisas brancas manchadas. E nem o mata-borrão era de muita ajuda apesar de chupar um pouco da tinta em excesso. Infelizmente não existia Omo nem máquina de lavar roupa para aliviar a trabalheira da minha mãe.

Felizmente, a indústria de tintas estava de olho nesses desastres e criou um recipiente, uma latinha metálica que foi desenhada para não entornar a tinta, mesmo que derrubássemos a latinha. Não sei que nome tinha essa criação tecnológica, mas não deve ter tido um marketing muito eficiente pois tenho certeza que nenhum de vocês ouviu falar desse produto.

As coisas melhoraram um pouquinho quando ganhei uma caneta tinteiro Compactor. Gostaria mesmo era de ter uma Sheaffer ou uma Parker. Esta, era de uso exclusivo do meu velho, que acredito, deveria ser bem mais cara. Mesmo assim, acidentes aconteciam, os invevitáveis borrões, principalmente quando a tinta acabava e tinha que recarregar usando uma bombinha do tipo que se usa para conta gotas, depois de desenroscar o corpo da caneta.

Aqueles que tinham uma das canetas da marca Parker (21, 45, 51, 61 etc) usavam as tintas da Parker, que se chamavam Quink. A última novidade era a tinta azul real lavável. Aqueles que tinham uma Sheaffer, o que aconteceu comigo alguns anos mais tarde, teriam que usar a Skrip, que era a tinta fabricada para ser usada com a caneta. A vida não era tão simples nos anos 50 como todos vocês pensam!

Foi então que surgiu a salvação. Uma das maravilhas do século passado. A caneta esferográfica, que chegou nos anos 60, veio facilitar a minha vida escolar e depois, a profissional. E por tabela, a da minha mãe, que não precisava mais colocar uma tonelada de aguarrás nas camisas para tirar as manchas. Pelo menos, não com a mesma constância de antes...


Fotos tirados deste site, daqui e também daqui.


::: Relembrado por gaijin4ever 4:41 AM

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