Seqüência dos Dinos


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Sítio Arqueológico



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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield

Sábado, Agosto 22, 2009

Viajando na maionese




Vamos brincar de fazer lista?
Admito que sou viciado nisso. Não posso ver uma lista de preferências que começo logo a fazer a minha. Sobre qualquer assunto.
Eu acho que todo mundo é assim, não é? A gente vê uma lista de alguém e nem que seja mentalmente já vai vendo o que concorda e o que discorda.
Pois então, como estamos num blog dedicado aos saudosistas de plantão, farei algumas listas de preferências em temas que envolvam assuntos do tempo em que o Mar Morto não estava nem doente. Pensei em fazer listas dos “10 Melhores”, mas vi que ficaria muito grande. Então vai ser o “As três mais”. Escolhi as categorias: música, cinema e TV e uns temas bem enlouquecidos, tudo com mais de vinte anos, é claro. Vamos lá?

Música
As três frases de música brasileira mais esquisitas:
1 - “Um olho cego vagueia procurando por um” (da música “Frevo Mulher”)
2 – “Me deixa de quatro no ato, me enche de amor” (da música “Lança-Perfume”)
3 – “Tira essa bermuda que eu quero você sério!” (da música “Como eu quero”)

Os três melhores do brega da Jovem Guarda:
1 – Ted Boy Marino cantando “Rapaz Moderno”

2 – Wanderley Cardoso cantando “Abraça-me forte”
3 – Bobby de Carlo cantando “Boneca que diz não”

Cinema
As melhores frases do cinema:
1 - “O grito do coração do artista ecoa por todo o mundo; eu quero apenas dar o melhor de mim” (do filme “A festa de Babette”)
2 - “Reúna os suspeitos de sempre” (do filme “Casablanca”)
3 - “Carpe diem. Aproveitem o dia, meninos. Façam de suas vidas uma coisa extraordinária” (do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”).

As três melhores comédias:
1 - Um dia nas corridas

2 - Deu a louca no mundo
3 - Um convidado bem trapalhão

Televisão
As três cenas mais ridiculamente engraçadas do seriado “Batman”:
1) Batman dançando um bat-twist

2) O Charada empurra Robin do alto de um edifício, Batman lança um batarangue, Robin apara com os dentes e é puxado. Depois diz: “Santos molares! Ainda bem que eu cuido dos meus dentes!”
3) Batman está pendurado numa bat-escada do bat helicóptero sobre o mar. Um tubarão morde a perna dele e fica preso. Robin grita: “Santas sardinhas!” e manda o bat-repelente de tubarão em spray para o herói.

Os três comerciais de TV mais inesquecíveis:
1) Casas Pernambucanas
2) Cobertores Parahyba
3) Baratinha Rodox


E aí? Querem fazer suas listas também? Escolham seus temas hilários e mandem bala! Vale qualquer coisa!

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 2:17 PM

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Sábado, Agosto 15, 2009

Abbey Road




Muitas coisas legais da minha época de mocinha estão fazendo quarenta anos este ano ou fizeram ano passado. Woodstock, Apollo 11 (a chegada do homem a Lua), álbum Sargent Peppers, Jovem Guarda, etc. Pena que eu mesma já não tenha mais 40 anos... Sábado da semana passada completou quarenta anos (8 de agosto de 1969) que a famosa foto da capa deste álbum (o mais vendido dos Beatles) foi tirada. Como toda a mídia comentou, gostaria de ter sido meu dia de postar. Mas aqui vou eu mesmo com uma semana de atraso...

Do lado de fora dos estúdios Abbey Road a sessão de fotos durou somente dez minutos. John, sempre apressado, só queria tirar a foto e sair logo dali. Eles deveriam estar gravando o disco e não posando para fotos idiotas, teria dito o beatle. A idéia da foto teria sido de Paul. Foram tiradas apenas seis fotos. Paul escolheu simplesmente a que achou melhor.

E esta foto foi objeto dos rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de moto. Apesar de sabermos ter sido uma inteligente jogada de marketing, a lenda ainda é assunto dentre alguns beatlemaníacos. Na capa do LP eles estão atravessando a rua em uma faixa de segurança a poucos metros do estúdio. A foto teria supostas ‘pistas’ que dariam força e forma à morte do ídolo.

Paul está descalço (fazia um calor absurdo e ele não estaria aguentando nada nos pés), fora de passo com os outros três companheiros, está de olhos fechados, tem um cigarro na mão direita (ele é canhoto), dentre outros tantos...

Para ver alguns indícios precisaríamos certamente de uma lupa. Como a chapa do fusca estacionado (beetle pra eles) teria LMW 281F – Lennon e McCartney was (Lennon e McCartney foram, eram – no sentido de parceria musical); ou segundo outra corrente Linda McCartney widower (Linda McCartney viúva). 28 if (se em inglês) – Vinte e oito anos se Paul estivesse vivo, depois constatado ser o número um. Haveria também um carro de defuntos (rabecão preto usado em funerais) estacionado próximo à faixa, e eles estariam atravessando a rua em direção ao cemitério perto de Abbey Road.

Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim).

Convenhamos que, se o Paul da capa fosse um sósia, seria um sósia também muito talentoso, pois esse grande disco e o restante de sua carreira revelam o grande artista que ele é. Para mim, sem sombra de dúvida. Sempre fui fã dele. Sem que ninguém soubesse disso, ele foi o genro que minha mãe pediu a Deus. Nem ele nem ela nunca souberam disso. Fazia parte do meu imaginário juvenil.



Link para webcam ao vivo no local da foto.

Mais informações, clique aqui.

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 6:13 AM

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Sábado, Agosto 08, 2009

Memória escolar







A grande mudança que ocorria quando saíamos da escola primária para entrar no ginasial eram os professores. Para cada matéria tinha um diferente. No primário era a mesma professora o ano todo até passar pro ano seguinte. A não ser que você repetisse de ano. Dona Floripes, dona Quininha, dona Rosária e dona Aparecida. Quatro professoras e mais o seu Rubens e a dona Janete no Preparatório ou Curso de Admissão, em quatro anos. E só.

Já na primeira série do ginasial tínhamos mais professores do que tivemos durante toda a nossa longa jornada pelo primário. Nunca fui aplicado, dedicado ou disciplinado nos tempos de escola. Gostava das aulas de Educação Física apesar do meu primeiro professor ter sido um militar meio relaxado que não levava as suas funções como mestre muito a sério. O segundo, foi o seu Joaquim, que dava aulas também no Senai de Marília. Esse sabia motivar os alunos! Promoveu torneios, trouxe o time de São Carlos para jogar basquetebol na nossa cidadezinha, nos ensinou a jogar handebol, fez o diabo. E sabia o nome de todos os seus alunos!

Eu gostava também dos desfiles com a fanfarra puxando o resto dos alunos, dos meus amigos recitando poesias no palco, na frente de todos, ver as demonstrações de ginástica rítmica em datas cívicas. Ah, sim, as lindas garotas com as pernas de fora, alunas da dona Zuleide, que eu observava acanhado e tímido, mas que os meus olhos não conseguiam desgrudar daquele espetáculo!

Do que mais me lembro? Dos uniformes caquis do ginasial – as meninas, mais elegantes com blusas brancas e saias plissadas em azul marinho. Das sabatinas, que não aconteciam aos sábados mas podia ser em outro dia qualquer. E dos livros! Os de Geografia eram de Aroldo de Azevedo, os de História de Joaquim Silva, os de Ciências de José Coimbra Duarte, os de matemática, onde me cansei de ficar para segunda época – o termo mais apropriado seria “segunda e última chance” - eram de Oswaldo Sangiorgi. Eu deixava os estudos para última hora, pois férias são férias e passava de ano raspando. Não sei se tinha a mão do meu pai nisso, prometendo ao lendário professor Zé Antonio que chamávamos de Vermelhão pelas suas costas, que eu iria ser mais aplicado no ano seguinte ou pelo meu próprio esforço, o que duvido...

Apesar do medo ou respeito que tinha pelos professores, no ginasial não houve ninguém que abusasse ou castigasse física ou verbalmente os alunos. Só fui ter um fascista como professor quando fui fazer o curso Científico no Colégio Aplicação em São Paulo. Era um professor de Física, recalcado que chamava todos os alunos de burro e berrava quando algum aluno não respondia às suas perguntas corretamente. Imagino como ele seria tratado hoje em dia se ousasse fazer isso com algum aluno... Depois daquele ano nunca mais quis saber de Física... Em compensação voltei a gostar de matemática graças ao professor Scipione Di Pierro Netto, que também dava aulas nessa escola.

Os livros didáticos devem ter sido passados para os meus irmãos mais novos, pois era uma prática comum na época, mas não tenho lembrança disso. Preciso checar com os meus brothers. Hoje o livros parecem revistas, de tanta ilustração, fotos, quadros e muitos etc. Assim, até eu viraria um bom estudante!

Você guardou ou ainda se lembra dos seus livros escolares ?

Nas fotos, algumas capas dos livros escolares do século passado que passaram pelas minhas mãos. Acho que não vai ter ninguém que se lembre dessas peças de museu...

Fotos retirados dos sites de sebos e daqui.

::: Relembrado por gaijin4ever 7:09 AM

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Domingo, Agosto 02, 2009

Memórias



Eu não tenho dúvida de que esse nosso Playground é realmente um lugar muito divertido. Às vezes me faz rir, às vezes me faz sonhar e às vezes até me emociona, mas sempre é uma viagem.
Há pouco a tv Globo transmitiu o show pelos cinquenta anos de carreira do Roberto Carlos... Muito bonito, por sinal. Não sou um fã ardoroso do eterno rei da Jovem Guarda, mas é inegável o papel que ele representa no cenário musical brasileiro.
Ele tem algumas composições das quais eu não gosto, de uma fase que eu considero meio brega e pouco inspirada. Perdoem-me os fãs, não quero estabelecer nenhuma polêmica, mas gosto é gosto e cada um tem o seu.
Por outro lado, há algumas pérolas que ele compôs, já na sua fase romântica, que me tocam e eu acho maravilhosas. Mas eu curti mesmo foi o período em que ele comandava o programa “Jovem Guarda” e dominava as tardes de domingo.
Na segunda metade dos anos sessenta, numa data que já não recordo, a cidade de Sorocaba/SP, a menos de 100 km da capital, ficou em polvorosa: o Rei Roberto Carlos ia se apresentar ali, no Ginásio de Esportes da cidade.
Eu era garoto, mas fui acompanhado pela minha avó que, além de fã de Roberto, fazia todas as minhas vontades. Minha avó tinha um espírito jovem e um pique invejável, e gostava das músicas e dos ídolos da juventude daquela época.
O ginásio lotou e, com algum atraso, Roberto apareceu no palco montado na extremidade da quadra. Vestia uma calça escura muito justa e uma camisa verde de gola alta. Naquele momento uma espécie de urro das primeiras centenas de pessoas que perceberam a sua presença, virou uma gritaria descontrolada. Roberto tentou agradecer e dizer algumas palavras, mas parecia que o ginásio viria abaixo, até que os primeiros acordes se fizeram ouvir. Roberto apresentou os seus maiores sucessos acompanhado por um coro de todas as vozes presentes.
Dali em diante RC dominou o espetáculo com muita simpatia e alguma timidez. Um jovem que ainda não tinha noção do que estava destinado a se tornar.
O show foi ótimo e tudo transcorreu em paz, ao contrário do que ocorreu no show do Erasmo Carlos, algum tempo depois em um clube no centro da cidade. Erasmo tinha fama de brigão e parece que reagiu às provocações de alguns jovens da cidade na saída do clube. E o pau comeu... Eu não estava presente e soube dos detalhes por alguns colegas que estavam por lá. Erasmo sempre fez mais o tipo “bad boy”.
Naquela época era comum os jovens do local ficarem enciumados com a euforia das meninas por rapazes da capital, mesmo que fossem ídolos da TV. Acho que até hoje ainda é um pouco assim, mas com muito menor intensidade.
Engraçado como, de repente, me lembrei de detalhes daquele show há muito esquecidos...
É como eu disse no início, o Play sempre me faz viajar...
__________


Ah... As respostas do meu último post, do dia 4 de julho, estão aqui. Confiram.

::: Relembrado por Paulo 7:17 PM

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