Seqüência dos Dinos


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Sítio Arqueológico



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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield

Domingo, Julho 26, 2009

Cuidado com a serpente!





A festinha na casa do Jurandyr estava animada. Na madrugada, vitrola rolando um soul, tocando Al Green sem parar... (Clique aqui para ouvir também).
Os casais dançando coladinhos sob a luz negra que transformava todos os pardos em gatos. Subitamente, um grito:
- Aaaaaiiii!!! Assim, não! Isso não!
A Maria estava dançando com o Alcir quando começou a reclamar em altos brados. Ato contínuo, largou-o no meio do salão. O cara veio cabisbaixo para o lado em que eu e outros amigos estávamos. Na festa, aquele climão. Todos queriam saber o que tinha acontecido.
Alcir pegou um copo com cuba libre e ali, de perto, nós percebemos a razão do escândalo. O cara parecia que estava com uma garrafa de coca-cola no bolso. O vergalhão chegava a latejar, ameaçando furar a calça de tanta excitação.
Nossa primeira atitude foi debochar do Alcir, mas intimamente estávamos solidários com ele. Aquilo podia acontecer com qualquer um. As meninas olhavam para ele com cara de reprovação. O pobre indivíduo parecia trazer na testa a palavra “tarado” em neon. Na verdade, aquela era uma situação-pesadelo que todos nós, rapazes com os hormônios em ebulição, temíamos com todas as forças. Quando a gente tirava uma moça para dançar coladinho, tinha toda preocupação do mundo em conter os arroubos do “Sr. Pinto”. Especialmente se ela fosse: 1) desconhecida na área; 2) boazuda. A Maria se encaixava no quesito número 2.

Pois é. Quem não é do tempo dos Flintstones como nós, vai para a boate ouvir música bate-estaca e se acaba de dançar... sozinho. Nos bailes de nossa época, na maior parte do tempo, envolvíamos a dama nos braços e ficávamos naquele “dois pra lá, dois pra cá”.
E a gente dançava fazendo exercício de Yôga para não despertar a serpente. Porque, se ela acordasse e cutucasse a moça, certamente o cara seria largado no meio da pista de dança, com o drops na mão, quer dizer, nas calças. Eu tinha meus truques para manter a jibóia mansa, quando dançava com uma moça particularmente suculenta: mentalmente recitava a escalação do time do Flamengo e depois a dos outros times cariocas. Parece bobagem, mas isso aliviava a pressão e evitava que naquele roça-roça houvesse maiores oscilações com o material localizado entre a virilha direita e a esquerda. A não ser quando a moça estivesse a fim, o que era mais raro do que encontrar figurinha carimbada do Garrincha.

Tinha gente que fazia loucuras, com medo de não se conter. Noutro dia de bailinho, um cara para evitar problemas, foi ao banheiro e, com um pedaço de barbante, amarrou a cobra na perna. Não que ele fosse particularmente bem dotado, uma criatura ajumentada. Era só para o caso de não conseguir segurar a naja só com a força do pensamento...
Feito isso, foi tirar as moças para dançar despreocupadamente. Quando ele foi ao banheiro tirar uma água do joelho verificou, horrorizado, que o seu... er... bigorrilho estava roxo feito uma berinjela asfixiada! Mais um pouco e seria “perda total”!
Se a gente contar estas histórias para a mocidade atual eles vão rachar o bico de tanto rir, debochando da gente. Hoje em dia, meninas de 11 anos dão um malho no namorado, mas um amasso daqueles de fazer “O último tango em Paris” parecer desenho do Bob Esponja. E isso debaixo do sol, no meio da rua, na porta do colégio!
Desafortunadamente, as moças da minha época só deixavam a gente tomar alguma (pouca) intimidade quando a aliança estava na mão direita e o casamento marcado.

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 11:31 AM

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Domingo, Julho 19, 2009

Homem na Lua




Hoje vou aproveitar o gancho da comemoração desta semana. Lembrei-me que vi a transmissão da primeira descida do homem à Lua. O primeiro passo de Neil Armstrong ao vivo pela TV. Acho que já era até a Globo... Exatamente! Parece até coisa de hoje em dia, shows ao vivo pela Internet, depois aparecendo no Youtube... E a Globo aqui no litoral paulista não pegava nem com a antena externa. Contraditoriamente me lembro nitidamente da imagem. Totalmente cheia de chuviscos...

A Globo pegava tão mal aqui na região que realmente foi quase uma odisséia desta jurássica ver os pés do astronauta descendo as escadas do tal módulo lunar da Apollo 11 (chamada Eagle). E além de tudo na TV do quarto dos meus pais que nem antena externa tinha (raridade também uma segunda TV na mesma casa). Uma anteninha interna da própria TV fez com que meus olhos até duvidassem do que eu estava tanto me esforçando para ver. E como sempre gostei de ficção científica, nada melhor do que ser testemunha ocular de um fato, para mim, tão importante.

Era dia 20 de julho de 1969. Quarenta anos atrás. Tarde, bem tarde da noite. E ainda hoje muita gente duvida de que aquilo realmente tenha acontecido. Que não foi uma encenação da NASA ou manipulação do povo americano. Eu vivi intensamente aqueles poucos minutos que pude ver aquelas sombras na pequena TV preto e branco portátil, sem antena externa no topo do telhado. Agora me bateu uma dúvida cruel: vi realmente ao vivo este fato inédito ou a lembrança que tenho são das incansáveis reprises do fato?

Saiba mais sobre o projeto Apollo neste link.

E se a Internet já existisse há quarenta anos? Acesse, é bem interessante!

Na Veja, aqui, muito legal...



Update: Aqui, o site da NASA.

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 6:09 AM

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Domingo, Julho 12, 2009

Atrizes e Musas de Antanho



Confesso que às vezes sou rabugento. A Ruth, aqui do meu lado não concorda. Ela diz que sou rabugento o tempo todo. Resmungo por exemplo, que os filmes que entram em cartaz ultimamente são uma porcaria em 99% dos casos. Mesmo sendo pago, não iria ver uma boa parte deles.

Mas aí, revendo os meus gostos de quando mais jovem, percebo que estou sendo incoerente. Eu gostava dos filmes B, das pornochanchadas, dos filmes de Hercules, Maciste, os faroestes spaguettis e brasileiros, tudo que era lixo lá estava eu. Vivi curtindo tudo isso, na contra-mão dos meus colegas da Faculdade de Comunicações, que torciam o nariz para essas "obras primas". Mas reconheço que ia ver estes bagulhos de filmes por causa das atrizes. Ah, as atrizes! Elas não chegaram a ser uma Brigitte Bardot, Claudia Cardinale, Gina Lolobrigida ou Marilyn Monroe, mas fizeram a alegria de muitos adolescentes e marmanjos.

E para não cortar essa corrente de quizzes, vou colocar aqui, fotos de algumas dessas atrizes e pouco mais abaixo, uma pequena descrição de cada uma delas, aleatoriamente. Vocês terão que associar cada foto com os nome dessas atrizes. Fácil, fácil.







a) Mylene Demongeot – lembro que o meu velho era admirador dela também. Sabia das coisas, o meu pai... Mylene apareceu em filmes como A Vingança dos Três Mosqueteiros (1961), Fantomas (1964). Nos Estados Unidos fez o Bonjour Tristesse dirigido por Otto Preminger junto com Jean Seberg, David Niven e Deborah Kerr. Continua na ativa.

b) Sylva Koscina (1933-1994) iugoslava, natural de Zagreb fez a sua carreira na Itália, fazendo papéis como a da Iola, a noiva de Hércules (1958) que era o Steve Reeves. Faleceu de câncer nos seios.

c) Marlene Jobert (1940-), atriz francesa que contracenou com Charles Bronson no O Passageiro da Chuva (1969). Hoje escreve livros. Mãe da atriz Eva Green, a que fez um dos últimos filmes de James Bond, o Cassino Royale.

d) Rossana Podesta uma italiana nascida na Líbia ficou famosa pelo seu papel de Helena, em Helena de Tróia (1956). Fez também Ulisses com Kirk Douglas. Ela não falava um pingo de inglês e tinha um voice coach que fazia decorar as falas, sem entender nada do que estava dizendo.

e) Helena Ramos (1953-), particpou de mais de 20 filmes nas décadas de 70 e 80, na sua grande maioria pornochanchadas. Fez algumas telenovelas.

f) Claudette Joubert (1951-), ou Creodete Carvalho Moreira, começou com Vera Fischer no filme Sinal Vermelho – As Fêmeas (1972) de Fauzi Mansur. Foi a musa e esposa de Tony Vieira com quem fez um monte de faroestes e policiais brasileiros.

g) Aldine Muller (1953-), uma das minhas musas prediletas da pornochanchada. Tem uma lista imensa de filmes nas suas costas. Hoje, do Partido Verde, foi candidata a vereadora de São Paulo.

h) Jean Seberg (1938-1979) fez sucesso na Europa, mas era uma americana de Iowa. Teve uma vida turbulenta e sua morte não é muito bem explicada. Ela estava na lista negra da FBI por suas simpatias com o Black Power. Faleceu (suicidou-se, de acordo com dados oficiais) em Paris, dentro do seu carro, de overdose. Só a título de curiosidade, enquanto escrevo isto daqui, estou com a minha tevê ligada que está exibindo o Paint your Wagon (1969), um faroeste musical (!!!) em que ela atua junto com Lee Marvin e Clint Eastwood.


Fácil não é? Para conferir as suas respostas, dê uma visita nos comments da próxima semana, ou se não quiser esperar, siga os links das fotos.



Fotos tiradas daqui:
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::: Relembrado por gaijin4ever 8:07 AM

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Sábado, Julho 04, 2009

PLAYGROUND É PRA BRINCAR...

Partindo dessa premissa, vamos dar continuidade às brincadeiras. Pelo menos até a inspiração ressurgir e eu conseguir escrever algo.
Mas acho que talvez eu esteja exigindo demais da memória dos amigos frequentadores aqui do Play, perguntando sobre artistas do século passado ou filmes da época em que os cinemas ainda eram na rua e nem existiam shoppings.
Talvez apelando para a memória visual fique mais fácil.
Então vai ser simples: eu coloco a foto do artista e vocês dizem o nome do dito cujo. Fácil, né?
As fotos abaixo, acreditem, são de figuras conhecidas nacional e/ou internacionalmente.
Só que, pra não facilitar demais, busquei fotos de antes da fama. BEM antes da fama... Tipo álbum de família.
Então vamulá, de quem são essas carinhas fofinhas?

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As respostas estarão aqui na minha próxima postagem.

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Respostas do meu último post (08/06):

1 – Nora Ney;
2 – Cauby Peixoto;
3 – Toni e Celly Campello;
4 – Os Terríveis;
5 – Moacyr Franco;
6 – Fábio Jr.;
7 – Essa foi uma "pegadinha", dentro da brincadeira. Uncle Jack era o nome de um grupo cujo vocalista era ninguém menos que... Fábio Jr.;
8 – Jessé;
9 – Michael Sullivan;
10 – Morris Albert.


::: Relembrado por Paulo 10:44 PM

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