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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield Segunda-feira, Setembro 29, 2008 Show de Radio e Radio Camanducaia ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Setembro 22, 2008 Esse é o slogan do fantástico comercial da W/Brasil, para a Valisère, que foi ao ar em 1987 e acabou caindo no gosto popular. É também o título de um livro que o publicitário Washington Olivetto lançou recentemente. Do comercial, provavelmente, muitos se lembrarão... É um filminho de um minuto e meio que mostra a menina, seios pequenos e sem sutiã sob a blusa, no vestiário da escola, olhando envergonhada e com uma pontinha de inveja para as amiguinhas que já estavam... hã... anatomicamente mais desenvolvidas. Chegando em casa amuada, ela encontra sobre a cama do seu quarto a caixinha contendo aquele que seria o seu primeiro sutiã. A câmara mostra então a mudança de atitude da menina se sentindo mulher. E termina com o slogan – O PRIMEIRO VALISÈRE A GENTE NUNCA ESQUECE. E a frase acabou pegando - O primeiro, ou A primeira, a gente nunca esquece. Geralmente quando se pede a uma pessoa que relembre um fato passado relacionado a essa frase, ou seja, aquela primeira situação que se tornou inesquecível, quase sempre recebe de volta um olhar maroto. Mas além das memórias de cunho sexual, há várias outras situações em que essa frase se encaixa como uma luva. Aí me ocorreu a idéia... Vou propor aqui um post interativo!! Contando, é claro, com a colaboração dos nossos fiéis leitores.
Eu conto alguns casos de “primeira vez que nunca esqueci” e vocês relatam as suas experiências, combinado? Por incrível que pareça o meu primeiro beijo eu esqueci... Foi numa daquelas brincadeiras de “pêra, uva ou maçã”, isso eu lembro, mas quem foi a escolhida não sei mais. Mas lembro da minha primeira paixão de infância, totalmente platônica, e isso eu já contei aqui. A primeira nota vermelha na escola, em matemática, e as conseqüências desastrosas para a minha coleção de gibis, também nunca esqueci. A primeira vez que viajei sem meus pais, numa excursão com a escola e aprontei muito... Memorável! O primeiro dia que eu dirigi sozinho o carro do meu pai... Andei quilômetros com o freio de mão puxado e quase queimei as lonas de freios. O primeiro filho que eu vi nascer, depois que a minha irmã subornou um enfermeiro para me deixar entrar na sala de parto. Inesquecível! O primeiro (e único, graças a Deus!) assalto à mão armada a gente também nunca esquece... Ah, mas antes que vocês tirem conclusões precipitadas, foi em Recife e não aqui no Rio. E, claro, aquela primeira vez eu nunca vou esquecer... Só não posso contar aqui. Agora é com vocês. O espaço para comentários está à disposição. ::: Relembrado por Paulo 8:32 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Domingo, Setembro 14, 2008 “Eu sou o Marinheiro Popeye!”![]() Quem é que não ouviu essa frase numa musiquinha de um certo desenho animado? Durante muito tempo, em meu tempo de garoto, esse era o meu desenho animado preferido. Passava em preto e branco, aos domingos, às 11 horas, pela TV Tupi do Rio. Era o primeiro programa do domingo (naquela época não havia programação nas 24 horas; antes de começar a transmitir os programas aparecia, na Tupi, uma imagem com a cara de um indiozinho, como essa aí ao lado).
Eu gostava tanto do Popeye que uma vez deu problema com meus tios super católicos. Eu estava passando uns dias na casa deles e domingo era dia de assistir à missa das dez. A missa acabava às 11 horas e até eu chegar em casa perderia os desenhos do Popeye. Um dia me rebelei e disse que não iria à igreja de jeito nenhum porque eu precisava ver o Popeye. Meus tios diziam que “eu precisava era de Jesus Cristo”. Mas Jesus não comia espinafre e saía dando bordoadas no Brutus ... Resultado: meus tios me fizeram voltar para a minha casa. Que visse Popeye lá. Esse marinheiro caolho foi xodó de muita gente, bem antes de ser meu herói favorito do desenho animado. Seu nome em inglês significa “olho estourado” (Pop=estourado; eye=olho), justamente porque ele originalmente era caolho mesmo. Depois passou a ser representado com um olho fechado e ele só arregalava os dois quando a Olívia Palito estava em perigo, gritando “Socorro Popeye!”, com aquela voz de “veludo” que ela tem. Popeye foi responsável pelo aumento de 30% no consumo de espinafre, entre as crianças nos EUA. Como se sabe, a petizada não é chegada a folhas... Mas os pais vinham com aquela conversa: “Come, filho, para ficar forte que nem o Popeye!”. E os inocentes caíam feito patinhos... Uma vez, um amigo meu jogou essa conversa fiada para a filha. Ela adorava ver o desenho do Popeye. E, para ficar forte que nem ele, topou comer espinafre. A mãe fez e colocou no prato dela, mas a menina era esperta: “Não, mãe, assim não! Eu quero comer direto da lata!”
Popeye foi, durante muito tempo, o símbolo-mascote do Flamengo. É que o time amado é um pouco como ele: depois da adversidade, encontra forças para resistir e dá a volta por cima. Foi o Henfil que trouxe o Urubu como novo símbolo do Mengão. Atualmente, os desenhos do Popeye passam dublados pelo grande Orlando Drummond (para quem não associa o nome à figura, o “Seu Peru”, da Escolinha do Professor Raimundo). Mas no meu tempo passava na TV com o som original. E eu queria tanto saber o que ele cantava naquela musiquinha no final dos desenhos... Hoje eu sei que a letra diz assim: I'm Popeye the sailorman/I'm Popeye the sailorman/I'm strong to the finish/Cause I eats my spinach/I'm Popeye the sailorman”. (em português: “Eu sou marinheiro Popeye/Eu sou marinheiro Popeye, sou forte afinal/Porque como meu espinafre/Eu sou marinheiro Popeye” pu-púú!) Para quem quiser ver o primeiro episódio de Popeye (inclusive com participação especial da Betty Boop), exatamente como eu via no meu tempo de garoto, na TV Tupi, é só clicar abaixo. PteroMarco ::: Relembrado por Jack 10:48 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Segunda-feira, Setembro 08, 2008 O telex![]() Como vocês já estão carecas de saber, trabalhei muitos anos em banco. Mais precisamente no setor de telex. De 1977 a 1989, acho. Antigamente, imprescindível. As coisas progrediam com menos agilidade. Depois acabou ficando totalmente ultrapassado com a chegada do “sistema on-line” para crédito em conta corrente. Este, muito mais rápido, ágil e sem intermediário. No caixa o cliente ou o usuário resolvia tudo. E lá bem longe, o parente ou amigo já podia até sacar o dinheirinho... Fácil assim. Como num passe de mágica, como costumavam dizer. Antes do on-line, usava-se ordem de pagamento para o envio de dinheiro. O progresso acabou por fazer a extinção deste dinossauro, precursor da internet, talvez. O caixa autenticava a ordem de pagamento no caixa, e a gente a transmitia via telex no meu setor. Havia também outras mensagens que o banco precisava que fossem enviadas por telex. Talvez o precursor do fax. Eu, pessoalmente, adorava! E sempre existia a possibilidade de se falar com alguém do outro lado do mundo, então... Simplesmente fascinante! Tínhamos nossa rede interna. Uma máquina ligada no chamado ponto-a-ponto. Que o banco pedia inclusive, para darmos preferência no uso. Por não pagarmos conta para a Embratel. Esta rede era privativa do banco. E existia nas principais cidades do país e do mundo, onde tínhamos agência. E em épocas de menos serviço, a gente sempre dava um jeitinho de perguntar alguma coisa para quem estava do outro lado da linha. Se a mensagem tinha sido bem recebida... Tal e coisa, coisa e tal. Acabávamos perguntando sobre o tempo. Sempre banalidades. Papo vem, papo vai, acabávamos quase sempre arrumando algum correspondente. Talvez já antecipávamos o significado que teria a internet em nossas vidas. E como é sempre bom fazer amigos... Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 8:03 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ::Se estiver sem dentadura: Terça-feira, Setembro 02, 2008 As vantagens de ser velho ::Se estiver sem dentadura: |
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