Seqüência dos Dinos


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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield

Domingo, Junho 28, 2009

O Túnel do Tempo





Eu sempre fui fascinado pelo tema “viagem no tempo”. Meu filme favorito é “Em Algum Lugar do Passado”, tenho um blog que se dedica em relembrar os bons tempos vividos e escrevo em outro junto com dois rapazes e uma moça do tempo em que o Coliseu era só um terreno baldio.
Logo, não é de admirar a ninguém que eu tenha a antiga série “Túnel do Tempo” como uma de minhas favoritas.

Ela foi produzida entre 1966 e 1967 e infelizmente só durou uma temporada de 30 episódios. E detalhe: tenho todos eles em DVD!
Irwin Allen, criador da série, disse que a baixa audiência que teve no canal ABC não justificava os altos custos da produção de cada episódio. Depois que o seriado foi cancelado, virou cult, sendo reprisado volta e meia.
A série tratava das histórias vividas por dois cientistas que trabalhavam para o supersecreto Projeto Tic-Toc, que tinha custado bilhões de dólares ao governo americano. Tratava-se de uma máquina, o Túnel do Tempo, que podia transportar pessoas e objetos através do tempo. O elenco básico da série era: James Darren (Dr. Anthony Newman), Robert Colbert (Dr. Douglas Phillips), Lee Meriwheter (Dra. Ann McGregor), Whit Bissel (General Kirk) e Jon Zaremba (Dr. Raymond Swain).

Logo no primeiro episódio, para impedir que um senador americano cortasse a verba para o projeto, Tony e depois Doug, entram no Túnel e vão para o passado, caindo a bordo do Titanic, na véspera do choque com o iceberg. Já deu para sentir a agonia que dava vê-los tentar convencer o comandante do navio que aquela joça iria afundar...
Como a máquina do tempo ainda estava em estágio experimental, os dois não podiam retornar ao tempo presente. Por isso, nos episódios seguintes, eles foram para diversas épocas, vivendo aventuras com personagens da História mundial ou presenciando fatos históricos marcantes: uma aparição do cometa de Halley (1910),

Pearl Harbour, em um dia antes do bombardeio japonês (1941) (veja a foto), a Guerra de Tróia, a Revolução Francesa (1789), encontraram o presidente Lincoln (1861), Merlin e o Rei Arthur, Josué e as Muralhas de Jericó, Genghis Khan... E o mais curioso é que onde quer que caíssem, todo mundo falava em inglês!
De qualquer forma, no Brasil, a série foi um grande sucesso tendo sido até utilizada como referência por professores de História. O menino PteroMarco ficava fascinado por aqueles caras que podiam viajar no tempo pra lá e pra cá. Eu imaginava se um dia isso seria mesmo possível e que eu adoraria ser voluntário em um projeto desses. Pensava nos eventos que eu gostaria de conhecer ao vivo e em cores.

De cara, o primeiro que eu gostaria de presenciar seria os últimos dias de Jesus na Terra. Além do lado religioso, eu ia querer conferir aspectos que estão nos Evangelhos e que eu acho que foram deturpados ao longo do tempo. Mas, como não falo hebraico antigo, ia querer viajar no Túnel do Tempo imaginando que Jesus, Pedro, Judas, Pôncius Pilatos, todos falassem em inglês para eu poder me comunicar com eles.
Dos atores que participaram do elenco da série, Bissel e Zaremba já faleceram. Lee Meriwheter

virou uma vovó lindona, aos 74 anos (veja a foto), James Darren (72 anos) se tornou um cantor de Las Vegas, com um jeitão brega toda vida

(veja a foto da capa de um de seus discos) e Robert Colbert (78 anos) vive aparecendo em eventos que celebram as antigas séries de TV. Só que engordou, ficou careca, mais parecendo aquele tio-avô super-divertido que a gente tem (veja a foto também).

E você, gostaria de viajar no Túnel do Tempo? Que evento histórico gostaria de presenciar?
******************************************************
Bem, como o Quiz chegou para ficar aqui neste recanto de jovens BEM experientes, aí vai uma pergunta, com múltipla escolha para animar a rapaziada:
Doug e Philip viajaram no tempo para vários lugares, em diversas épocas. Em qual dos locais abaixo eles NÃO foram:
a) Na lua.
b) Na ilha do Diabo
c) Na Floresta de Sherwood, com Robin Wood
d) No Egito, com Cleópatra
e) No Velho Oeste, com Billy the Kid
Respondo na próxima postagem.
******************************************************
Agora, vamos às respostas do teste da minha postagem anterior (“A pergunta é...”). Vocês reclamaram, disseram que estava muito difícil, mas acreditem se quiser: eu não pesquisei nada para elaborar as perguntas. Fiz todas de cabeça e sei as respostas sem colar. Ei-las:
Essa é moleza!
1 – Almoço com as estrelas
2 – Betty Ross (representada recentemente nos dois filmes sobre o Hulk num pela sempre deliciosa Jennifer Connely e no outro pela Liv Tyler)
3 – Thor, o deus do trovão.
4 – Fred, Zumbi e Meio-Quilo.
5 – O Direito de Nascer

Huum...Tô quase me lembrando!
1 – Batendo o martelo no chão.
2 – A Grande Chance (que revelou o Emílio Santiago, por exemplo...)
3 – Sea view
4 – Sergio Cardoso
5 – Um cavalo falante

Pelas barbas do Capitão Furacão! Essa é pedreira!
1 – O gato Foguinho. Era uma atração do Capitão Aza.
2 – Dr. Kuruiwa
3 – Chefe O’Hara
4 – Salvamento Internacional (tem certas dublagens que chamam de “Resgate Internacional”).
5 – “Iupiii! Iapeteeei! Iapetapetapetapeta...!”

Muito fácil, moçada!
Até mês que vem, amiguinhos!

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 10:14 AM

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Domingo, Junho 21, 2009



Pra mim, o melhor gibi de meus tempos de criança. Lulu é a personagem principal. Inteligente e teimosa, ela adora mostrar que é mais esperta que Bolinha e sua turma. Ela, por sinal, tem uma “quedinha” por ele.

Bolinha é uma espécie de namorado de Lulu, apesar de ser apaixonado por Glória, a menina mimada da vizinhança. Ele é dono e presidente do clubinho local, no qual "menina não entra".

Alvinho é um garotinho pentelho que adora pegar no pé de Luluzinha e do resto da turma, que não suporta o menino porque ele quer tudo e vive chorando. Lulu é a única que agüenta o menino e o distrai com estorinhas de bruxa na qual ela é a heroína e ele um garotinho mimado.

Aninha é a melhor amiga e companheira de Luluzinha. Ingênua ao extremo, é facilmente tapeada pelos meninos e Lulu vive ajudando a amiga a virar o jogo. Aninha também adora suas bonecas, que são constantemente raptadas por Bolinha e pelo próprio irmão dela, Carequinha.

Carequinha é melhor amigo de Bolinha e um dos integrantes da turma. Geralmente Careca é durão, mas quase sempre dá para trás quando os garotos encrenqueiros da turma Leste começam a pegar no pé de Bolinha e sua turma.

Plínio Raposo é o garoto rico e metido que se considera bom demais para andar com a turma de Lulu, apesar de estar sempre no meio dela. Plínio é (ou tenta ser) namorado de Glória, o que o torna "inimigo natural" de Bolinha. Às vezes Plínio também dá em cima de Luluzinha.

Glória é a rival de Lulu quando o assunto é Bolinha, se bem que a própria Luluzinha adora usar Bolinha para despertar ciúmes em Plínio, por quem tem uma queda. Lulu acha Glória um tanto fresca e excessivamente "mulherzinha", mas as duas às vezes conseguem ser boas amigas.

Atendendo a pedidos, (ou não!) hoje vou propor uma brincadeira (Oba! Mais Quiz!). Esses meus amigos da era pré-dilúvio (com ou sem hífen?) me viciaram. Postarei os desenhos da turma da Luluzinha. Digam-me vocês nos comentários, o nome dos personagens. Na ordem em que eles aparecem. Que tal? Respondam, sem medo. Vai ser divertido, experimentem. Só não vale colar, ok?



Fácil? Sim, muito fácil, acho que vocês nem precisam de “gabarito”…

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 7:35 AM

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Segunda-feira, Junho 15, 2009

Mega Projetos em que a vaca foi pro brejo





Continuando a nossa série de quiz ou não quiz, vou mudar um pouquinho de enfoque. Crianças, hoje vamos falar de alguns mega projetos na Amazônia, que digamos, não saíram exatamente como haviam sido planejados..

1. Nos anos 20, uma grande indústria automobilística resolveu produzir borracha para seus pneus diretamente na fonte, ou seja, na Amazônia. Criaram um projeto que incluia uma cidade com todas as características do país sede da empresa. Como se chamava esse projeto?

a - Toyota City
b - Volksburgo
c - Fordlândia
d - Betim



2. Um mega projeto industrial, agrícola e de mineração de Daniel K. Ludwig, considerado o homem mais rico do mundo na época, foi iniciado na década de 70 e foi vendido para o governo federal brasileiro em 1982. Como ficou conhecido esse projeto?

a – Projeto X
b - Projeto Tocantins
c - Projeto Ludovico
d - Projeto Jari



3. Essa usina hidrelétrica que tem potencial energético de 250 megawatts, a altíssimo custo, é considerada por muitos como a pior do Brasil, causou praticamente a decimação dos índios Waimiri-Atroari que viviam na região. Qual o nome dessa usina, que foi construída no período de 1985-1989?

a – Itaipu
b – Balbina
c – Tucuruí
d – São Francisco


Fáceis, né. Olha, vou botar as respostas aqui mesmo, mesmo porque acho que vocês devem ter matado todas. A primeira, é Fordlândia. Henry Ford (1863-1947) deve ter gasto de 20 a 30 milhões, que representaria hoje, uma soma 10 vezes maior no seu mega projeto para produzir borracha. Deu tudo errado. Foi um dos poucos dos seus vários projetos que não deu certo.Vestígios dessa empreitada, como a hidrante americana da primeira foto lá em cima, ainda existem em Belterra, onde Ford resolveu fazer uma nova tentativa, que também foi pro brejo.



Daniel K Ludwig (1897-1992) um milionário que tinha aversão à mídia, adquiriu cerca de 16 mil km2 de área onde iniciou o seu Projeto Jari. Ele, que sabia das mancadas que Ford deu décadas antes ali pertinho, mandou construir a plataforma para produzir polpa numa siderúrgica no outro lado do planeta, no Japão (!) e transportou de navio até a selva amazônica (foto ali de cima). Ludwig procurava a seu modo, melhorar a vida do homem no mundo todo. O seu Instituto Ludwig para Pesquisa do Cancer já distribuiu mais de um bilhão de dólares no mundo todo para ajudar na pesquisa do cancer.


Balbina é considerada entre outras unanimidades como um grande erro histórico, uma tragédia ecológica, um monumento à estupidez. Isso mostra também, que nem só os estrangeiros são riscos para a soberania e salvaguarda da região amazônica.

Fotos daqui e também daqui.


::: Relembrado por gaijin4ever 7:01 AM

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Segunda-feira, Junho 08, 2009

QUIZ OU NÃO QUIZ...


Ainda em clima de brincadeiras, adivinhações e testes para a memória dos jovens dinos que nos lêem.
Dessa vez abordando a área musical, minha favorita.
Busquei juntar, basicamente, algumas curiosidades do meio musical, compiladas e confirmadas em fontes diversas.
As questões, de vários níveis de dificuldade, estão mescladas.
Algumas fáceis, outras nem tanto, mas vou facilitar dando pistas para as respostas e com algumas fotos da época.
Prontos ou não, vamos nessa:

1 – Cantora brasileira que gravou em 1955 “Rock Around The Clock”, sucesso do Bill Haley & His Comets.

Dica: faleceu em 2003. Ela se tornou muito conhecida como cantora de outro gênero musical e essa foi a sua única experiência com o rock.


2 – Cantor brasileiro que tentou carreira nos States com o pseudônimo de Ron Coby e gravou “Rock and Roll em Copacabana” em 1957.

Dica: muito popular naquela época, mas seu gênero musical também não é o rock.


3 – Dois irmãos que entraram para o cenário musical, com o rock brasileiro, em 1958.

Dica: não tem. Essa é fácil demais!


4 – Nome do grupo musical formado por Carlos Imperial, Roberto Carlos e Paulo Silvino (é isso mesmo, o humorista), ainda por volta de 1958.

Dica: Roberto Carlos, em 1967, no disco “Em Ritmo de Aventura”, lançou uma música cujo título praticamente entrega o nome do grupo.


5 – Gravou rock no início dos anos sessenta com o pseudônimo de Billy Fontana.

Dica: mineiro versátil, ator, apresentador, humorista, além de cantor, ficou famoso com um repertório mais romântico.


Difícil? Muito antigo? Aposto que muitos devem ter acertado só com as fotos...
Mas vamos em frente, até os anos setenta.
Nessa época a música estrangeira tocava nas rádios muito mais do que a nacional. Por isso, pra vender disco, vários artistas nacionais gravaram com pseudônimos “importados”.
Vejamos alguns:

6 – Gravou sob o pseudônimo de Mark Davis.
Dica: ator e cantor. Hoje se dedica exclusivamente à música.

7 – Gravou sob o pseudônimo de Uncle Jack.
Dica: igual à anterior.

8 – Gravou sob os pseudônimos de Christie Burgh e Tony Stevens;
Dica: cantor de MPB e dono de uma voz poderosa. Morreu prematuramente em um acidente automobilístico.

9 – Ivanílton era vocalista do Renato e seus Blue Caps, mas para gravar “My Life”, que foi da trilha sonora da novela O Casarão, precisou adotar um nome artístico que escolheu em uma lista telefônica de Nova York. Quem é ele?
Dica: compositor de sucesso. Tem músicas gravadas por vários artistas conhecidos, inclusive Xuxa.

Para finalizar, para aqueles que até agora não acertaram nenhuma, aí vai uma bem fácil...
10 – Qual o nome artístico de Maurício Alberto Kaisermann?
Dica: Pô!! E precisa?

Respostas no próximo post ou a qualquer momento no Amadurecendo.
Até... E boa diversão!

::: Relembrado por Paulo 9:05 PM

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Domingo, Maio 31, 2009

A pergunta é...




Vou confessar uma coisa para vocês: eu adoro um teste de conhecimentos, o que os americanos e o povo daqui da Barra da Tijuca chamam de Quizz. E quando vi o teste que o grande Paulo colocou no ar aqui, na vez dele, lembrei de um post que fiz lá no Antigas Ternuras, postando perguntas sobre desenhos e seriados do tempo em que o Mar Morto nem doente estava!
Pois me deu a súbita vontade de fazer um teste com vocês também. Vamos ver se vocês são jurássicos, mesmo, ou se são do tempo do Show da Xuxa...
O negócio é o seguinte: o tema será “Programas de TV” do tempo da televisão a lenha. Vou dividir em três categorias: 1)“Essa é moleza!”, 2)“Huum... Tô quase me lembrando!” e 3)“Pelas barbas do Capitão Furacão! Essa é pedreira!”
Cada categoria terá cinco perguntas. Anote as respostas e depois confira com o gabarito, aí você verá a sua classificação no teste. Está pronto? Posso mandar bala? Lá vai.



AS CINCO DO TIPO “ESSA É MOLEZA!

1) Ayrton e Lolita Rodrigues (em São Paulo), Aérton e Aizita Perlingeiro (no Rio) apresentavam que programa que recebia celebridades?
2) Qual o nome da namorada do Bruce Banner?
3) Loki era meio-irmão e arquiinimigo de que super-herói?
4) No Circo do Carequinha, quais eram os companheiros do famoso palhaço?
5) Mamãe Dolores e Albertinho Limonta eram personagens de que telenovela?

AS CINCO “HUUM...TÔ QUASE ME LEMBRANDO!”

1) Como o Thor se transformava no Dr. Blake?
2) Qual era o programa de calouros comandado pelo Flavio Cavalcanti?
3) Qual o nome do submarino de “Viagem ao Fundo do Mar”?
4) Que ator se pintava de preto para fazer “A Cabana do Pai Tomás”?
5) Quem era Mister Ed?

AS CINCO “PELAS BARBAS DO CAPITÃO FURACÃO! ESSA É PEDREIRA!”

1) O ratinho Topo Gigio teve um concorrente imitador. Que bicho era e qual o seu nome?
2) Como se chamava o líder do povo subterrâneo, inimigos de National Kid?
3) Quem era o chefe de Polícia de Gotham City, sempre ao lado do Comissário Gordon?
4) Como se chamava a empresa dos Thunderbirds?
5) Qual era o grito de guerra de Mosquete, Mosquito e Moscardo?




Se você acertar todas estas perguntas, você não é jurássico, você é paleozóico! Vai ser preciso Carbono 14 para se descobrir a sua idade. E isso aproximadamente! Sua bênção, vovô!
Se você acertar a maioria de cada categoria, tá, tudo bem, você é um autêntico dinossauro!
Se você errar a maioria das três categorias, bem, digamos que você está com problemas de memória. Vale a pena tomar uma boa colherada de Emulsão Scott...
Se você errar tudo ou nem sabe do que tratam estas perguntas, ah, você é uma pessoa muito novinha! Começou a ver televisão com a Angélica e já nasceu na era da TV a cabo! Não fique triste que vai ter prêmio de consolação pra você: um DVD com os desenhos do Bob Esponja!
Ah, vocês querem saber o gabarito? Só vou divulgar na minha próxima postagem. Isso porque eu sou “mau, sapão... mau, sapão...”
Até lá, amiguinhos!

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 2:31 PM

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Terça-feira, Maio 26, 2009

Reclames



Recebi um email sobre “reclames” antigos. Como um excelente mote pra este blog, guardei-o com carinho. Antigamente usava-se este termo para falar sobre as propagandas. Ao lembrar disso senti o ligeiro peso que uma palavra arcaica pode ter, quase que até com outro significado nos dias atuais...

Cobertores Parahyba:

Lembrar a história do desenho animado no Brasil é buscar no início da televisão brasileira, quando às 10 horas da noite, antes de tudo se apagar, e a TV Tupi sair do ar, entrava o último comercial, com um jingle inesquecível:

" Tá na hora de dormir,
Não espere mamãe mandar,
Um bom sono prá você,
E um alegre despertar "



E todos iam para a cama, no seu aconchegante cobertor PARAHYBA.

Grapette:

Quem bebe Grapette, repete Grapette, Grapette é gostoso demais!
Quem bebe Grapette, repete Grapette, Grapette é gostoso demais!
Quem bebe Grapette, repete Grapette, Grapette é gostoso demais!

Esso:

Só ESSO dá ao seu carro o máximo...
Só ESSO dá ao seu carro o máximo...
Só ESSO dá ao seu carro o máximo...
Veja o que ESSO faz...



Arroz Brejeiro:

Bonequinho Brejeiro: - Que é isso??
Marinheiro: - Arroz...
(Gargalhadas intermináveis do Brejeiro...)

Rocambole Pulmann: onde uma menina ia pulando amarelinha numa espiral e cantava :

Rocambole, rocambole, bole;
É gostoso é delicioso;
A garotada come, come, come;
Rocambole Pullman;
A novidade que chegou;
E todo mundo aprovou.
Rocambole, rocambole, bole é gostoso é delicioso;
Rocambole, rocambole Pullman
A novidade que chegou!

Casas Pernambucanas:

Toc, toc, toc;
Quem bate? - É o Friooooo...
Não adianta bater, eu não deixo você entrar,
As Casas Pernambucanas,
É que vão aquecer o meu lar!
Vou comprar flanelas;
Lãs e cobertores eu vou comprar
Nas Casas Pernambucanas
E não vou sentir o inverno passar!



VARIG:

Seu Cabral vinha navegando,
Quando alguém logo foi gritando:
TERRA À VISTA!
Foi descoberto o Brasil,
E a turma gritava: Bem-Vindo seu Cabral!
Mas Cabral sentiu no peeeito...
Uma saudade sem jeeeeeitoooo...
Vou voltar pra Portugal, mas eu vou pela VARIG!

E aquele de Natal no final de ano:

Estrela das Américas,
No céu azul,
Iluminando de Norte à Sul...
Mensagem de amor e paz,
Nasceu Jesus, chegou o Natal...
Papai Noel voando à jato pelo céu,
Trazendo um Natal de Felicidaaaade,
E um Ano Novo cheio de Prosperidade...
VARIG ! VARIG ! VARIG !

Lâmpadas GE:

Se a lâmpada apagar, não adianta esquentar nem bater o pé...
O que resolve é ter logo à mão lâmpadas GE...

Cera Dominó:

Pise sem dó, é cera Dominó...
Pise sem dó, é cera Dominó...
Pise sem dó, é cera Dominó...



Melhoral:

Melhoral, melhoral é melhor e não faz mal...

Groselha Milani:

Groselha vitaminada Milani, Yahoo;
É uma delícia, Yahoo;
No leite, no refresco e no lanche;
Pra tomar a toda hora,
Na sua casa, na festinha, na escola,
Tudo fica uma delícia,
Guarde o nome não se engane;
Groselha vitaminada Milani, Yahoo!
Groselha vitaminada Milani, Yahoo!
Também no sabor morango e Framboesa, Yahooo !



D.D.DRIM:

As pulguinhas dançando Iê, Iê, Iê,
O pernilongo mordendo o meu nenê,
E o dia inteiro a traça passa, a roer, a roer!
Nessa festa preciso dar um fim,
Vou chamar D.D.Drim, D.D.Drim,
E os passeios das baratas pela casa vão ter fim,
D.D.Drim , D.D.Drim, D.D.Drim!

Balas Juquinha:

Juquinha quando tá chupando bala, não fala;
Não fala, não dá bola nem dá bala, Juquinha;
Bala de côco e de frutas, Juquinha;
De tamarindo, uva e limão,
De hortelã, framboesa, Juquinha;

Recordar é viver?

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 7:05 PM

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Segunda-feira, Maio 18, 2009

nas ondas do rádio



Depois do excelente texto do Marco sobre a era do Rádio que saiu aqui mesmo, há duas semanas, só um dinossauro como eu, de cérebro do tamanho de um amendoim ousaria bater na mesma tecla. O assunto é fascinante e mesmo sabendo que não é a minha praia, peço licença para deixar as minhas reminiscências. Mesmo porque essas lembranças estão perdendo nitidez, virando chiados e pode ser que já ande misturando as estações ...

Tive a sorte de morar no interior de São Paulo nas décadas de 50 e parte de 60 e captava o som das rádios do Rio e de São Paulo. Às vezes até estações como a Voz da América ou a BBC, que tinham horários de transmissão em português. Tudo isso nas ondas curtas. Acompanhei como muitos garotos, as rádio-novelas como o Jerônimo, o herói do Sertão, as aventuras do Anjo e da sua patota – os dois viraram gibis - e também programas cômicos na Nacional e na Radio Mayrink Veiga..

Era também na Mayrink Veiga que ouvia o Hoje é Dia de Rock, que não perdia um dia sequer, às seis da tarde, apresentado por Izaac Zaltman, produzido por Jair de Taumaturgo. O patrocínio do programa se não me engano era do sabonete Cinta Azul. Em São Paulo, Sérgio Galvão apresentava a sua versão na Bandeirantes, Os Brotos Comandam.

Zaltman apresentava também o popularíssimo Peça Bis pelo Telefone à tarde. Esse mesmo formato era também apresentado em São Paulo por Enzo de Almeida Passos na Bandeirantes com um nome bem parecido, o Telefone Pedindo Bis. Os ouvintes telefonavam selecionando as suas músicas prediletas e as mais pedidas eram bisadas na meia hora seguinte, mostrando o número de pedidos da cada música. Eu ficava girando o botão do dial de acordo com o meu gosto musical da época, entre essas duas emissoras.

E o vozeirão do Enzo voltava ao ar, um pouquinho mais tarde, no Vitrola Mágica, transmitido ao vivo, diretamente da Eletroradiobrás, da Avenida Celso Garcia número 5000. O pessoal que estava na loja formavam uma fila, imaginava eu, para escolher a sua música favorita no juke box, a tal da Vitrola Mágica, apertando uns botõezinhos, uma letra e depois um número, de acordo com as instruções do Enzo.


Havia um programa muito popular chamado Parada de Sucessos, apresentado por Helio de Alencar na Radio Nacional paulista, patrocínio das Lojas Assumpção. O programa começava às onze da manhã, com os acordes iniciais de Saint Louis Blues March, de Glenn Miller, que era o tema de abertura. Eu ouvia o programa somente durante as minhas férias na casa dos meus tios em São Paulo. Eu me correspondia com um desses tios e ele me mandava a lista das músicas na parada por carta.



Ainda em São Paulo, Miguel Vaccaro Neto apresentava um outro programa em que a participação do ouvinte era primordial. Era o Não Diga Não nem Né. Eu morria de rir dos participantes que ligavam para participar do show e conversando com o Vaccaro, procuravam evitar dizer não nem né, mas invevitavelmente caiam na armadilha do apresentador muito habilidoso. Nunca tive coragem pra ligar e participar do show.

Ainda lembro de mutos outros programas com bastante carinho. O Pickup do Pica-Pau, de Walter Silva, É Disco que eu Gosto de Henrique Lobo, na Bandeirantes. Ali mesmo na Bandeirantes, de manhã cedo, tinha Vicente Leporace, que lia as notícias do dia no O Trabuco atirando comentários e críticas para todos os lados, sempre em defesa dos fracos e oprimidos.

Como vocês podem ver, a maioria das minhas lembranças dessa época dizem respeito às radios e programas de São Paulo. No interior você ainda captava as emissoras de rádios das cidades vizinhas, no meu caso, a Auri-Verde de Bauru ou a Rádio Clube ou a Dirceu de Marília.

Em Duartina não tínhamos uma Rádio mas tínhamos um serviço de alto-falantes que executava esse papel, com diversos programas com patrocínio das lojas da cidade. E até transmissão de jogos do Duartina F.C.

Eita tempinho bom!


Os links para a Voz da América, Jerônimo e muita outras relíquias estão no site do Fabio Pirajá, aqui.
Lá em cima, foto de uma família portugesa ouvindo rádio, tirado do site da pbs.

::: Relembrado por gaijin4ever 6:15 AM

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Segunda-feira, Maio 11, 2009

VOCÊ SE LEMBRA DO... (Parte II)


Há algum tempo publiquei aqui uma brincadeira para testar a memória dos colegas e leitores mais velh... hã... experientes.
Naquela ocasião listei uma série de perguntas sobre personagens de séries de TV dos anos 60 e 70.
Hoje a idéia é a mesma, mas com filmes de cinema. E, ao invés de perguntas sobre personagens, vocês deverão tentar lembrar do nome do filme.
Tá fácil!
Se não lembrar ou não conhecer, não tem problema algum. Você não será penalizado, não terá que pagar nenhuma prenda, nem será excluído do seleto Clube dos Pré-Diluvianos.
Se acertar todos, parabéns. Pode colocar no seu currículo.
Eu assisti a todos... Alguns tenho em VHS, outros em DVD e outros ainda terei.
Espero que vocês se divirtam tanto quanto eu me diverti montando esse post.

1 - 2 -
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5 - 6 -
7 - 8 -
9 - 10 -
11 - 12 -
13 - 14 -

As respostas, é claro, estão AQUI.

::: Relembrado por Paulo 9:42 PM

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Domingo, Maio 03, 2009

Tudo começava ao girar um botão...





Sabem qual a primeira coisa que faço quando entro no meu carro? Antes até de acionar o motor, eu ligo o rádio. Noutro dia eu estava pensando nisso. Eu cresci fazendo este gesto prosaico: ligar o rádio. Houve época que aparelho de televisão era “coisa de rico”, embora desde que eu me entendo por gente, sempre teve uma lá em casa, por meus pais serem funcionários públicos e terem salários que facilitavam abrir crediário na Casa Garson. Pois nessa época, não tinha uma casa que não tivesse o seu aparelho de rádio.
Para quem tem menos de 40 anos, talvez a Rádio Nacional – a mais ouvida naquela época - não signifique muita coisa. Mas para nosotros, mais...huuumm... experientes, ela representa uma viagem ao mundo mágico da imaginação, com delícias incomparáveis. Nossos pais e avós sabem perfeitamente o que era acompanhar o “Direito de Nascer”, “Em busca da felicidade e outras radionovelas, boa parte escritas por Ghiaronni ou Mario Lago. Eu já sou do tempo do “Jerônimo, o Herói do Sertão”, e construía na mente a história, todo o cenário, os personagens, somente a partir dos sons que saíam daquela caixinha encantada.

Ah... Não perdia um capítulo! Ainda hoje eu sei cantar todinha a música-tema:
Quem passar pelo sertão
Vai ouvir alguém falar
Do heróis desta canção
Que eu venho aqui contar
Se é pro bem, vai encontrar
O Jerônimo protetor
Se é pro mal, vai encontrar
O Jerônimo lutador
Filho de Maria Homem nasceu
Serro Bravo foi seu berço natal
Entre tiros e tocaias cresceu
Hoje luta pelo bem contra o mal
Galopando, está em todo lugar
Pelos bravos a lutar sem temer
Com Moleque Saci pra ajudar
Ele faz qualquer valente tremer...


Lembro de mim, garotinho ainda, acompanhando atentamente “Histórias do Tio Janjão – Do tempo em que os bichos falavam”. Ou gargalhando, ouvindo “Balança Mais Não Cai”, especialmente com o quadro “Primo Pobre, Primo Rico”. Sem nem sequer imaginar que no futuro, eu seria amigo do “Ratinho Timóteo” (feito pelo radioator Gerdal dos Santos) e do “Primo Pobre”, inesquecível criação do meu diletíssimo Brandão Filho (que tanto me ajudou quando resolvi escrever um livro sobre o pai dele).
E os cantores e cantoras? Eu me recordo que quando andava de trem, ou de lotação, vinham os vendedores de Modinhas, revistinhas com as letras dos principais sucessos lançados pelo Rádio. Eu pedia para os meus adultos comprarem para mim e depois ia imitar os artistas. Precisavam me ver cantando “Conceição”, que nem o Cauby Peixoto! Quem diria que muitos anos depois eu iria fazer este número em Teatro, na peça “Nas Ondas do Rádio”, que escrevi e apresentei em 2002, com enorme sucesso...

Na briga Marlene x Emilinha, eu sempre fui Marlene. Mas depois que conheci as duas, conversei bastante com elas, as entrevistei pro meu banco de dados sobre a História do Rádio, fiquei sem preferida. Gosto das duas, indistintamente. Lamentei muito o passamento da Miloca. E até hoje, quando encontro a Marlene, lembro das fofocas sobre o povo do Rádio que ela me confidenciou.
Nunca vou esquecer da Emilinha, a “Favorita da Marinha”, toda faceira, cantando “Se a canoa não virar, olê, olê, olá... Eu chego lá!”... Ou da “Favorita da Aeronáutica”, a talentosíssima Marlene, cantando “Lata d’água na cabeça, lá vai Maria, lá vai Mariiiiiia...”
As duas eram as grandes damas dos programas de auditório da Nacional. Especialmente no “Programa César de Alencar”. Lá em casa, às 15 horas dos sábados, aquela célebre musiquinha ressoava pelos cômodos:
“Essa canção nasceu pra quem quiser cantar
Canta você, cantamos nós até cansar
É só bater (plá, plá, plá, plá!)
E decorar (plá, plá, plá, plá!)
Pra recordar vou repetir o seu refrão
Prepare a mão (plá, plá, plá, plá!)
Bate outra vez (plá, plá, plá, plá!)
Esse programa pertence a vocês!”


Quando eu fiz o personagem “César de Alencar” no Teatro e entrava em cena dizendo, como ele fazia, “Alô! Alôô! Alô!”, a platéia vinha abaixo...
Em 1994, o ator e diretor Sergio Britto me convidou para o elenco e também ser um dos pesquisadores da peça “Na Era do Rádio”. Foi ali que emburaquei no assunto “Rádio” e em especial, na Rádio Nacional. Montei um banco de dados a partir das minhas pesquisas e principalmente com base nos muitos artistas da RN que eu entrevistei e que acabaram virando meus “amigos de infância” (alguns já o eram, sem eles mesmos saberem...). Destes, destaco, além do Brandão, Hélio do Soveral, Nádia Maria e Ênio Santos, entre os que já foram pro andar de cima, e a cantora Elen de Lima, minha querida amiga e o Gerdal dos Santos...
Amigos de eu freqüentar a casa. E mais outros que são tantos que relacioná-los encompridariam muito este post.

Além dos próprios artistas, eu virei amigo dos familiares deles também. Cito, por exemplo, minha grande amiga Isabela Saes, neta do meu ídolo Lauro Borges, mentor e principal personagem da “PRK-30”, um dos melhores programas humorísticos de todos os tempos.
Pelo microfone da Rádio Nacional passaram grandes artistas da música, do Teatro, da cultura... Lembro com saudade de programas que preenchiam minhas tardes e noites de guri. Recordo de “Incrível, Fantástico, Extraordinário”, com o inigualável Almirante (ali, aprendi a gostar de histórias de terror...), de “As Aventuras do Anjo”, de “Um Milhão de Melodias”... E hoje me orgulho de ter todos estes programas em fita cassete, que guardo como tesouro!
Eu agradeço pelos sonhos que o Rádio me proporcionou em minha infância. E fez tantos outros sonharem antes de mim... Tudo começava ao girar um botão... Durante muitos anos, esse gesto foi repetido várias vezes ao dia em milhares de lares brasileiros. O aparelho de Rádio, aquela caixinha mágica, foi, por décadas, mais um parente a conviver nas casas. Todas as noites, as famílias voltavam as atenções na sua direção. Era o “oratório” das gentes, pobres e ricas, que só tinham que deixar a imaginação preencher as molduras que as vozes carregadas em erres colocavam à disposição dos ouvintes.
Muitas de minhas ternuras começaram pela Rádio Nacional e pelo rádio de forma geral... Eu me sentia parte de um universo especial, quando ouvia o locutor falando “amigo ouvinte”...
Ah, querido Rádio! Nas suas ondas, o barco da minha imaginação sempre navegou com brisa leve, a partir de um simples toque em seu dial... Ele foi como um marco do menino Marco, com sua eterna cabeça de sonhos...

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 10:11 AM

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Domingo, Abril 26, 2009

Cortesia




Nos dias de hoje, raramente se vê. Inclusive quando ocorre, chama nossa atenção. É bem difícil a gente ver alguém praticando a cortesia. Parece até que caiu em desuso. Acredito que certas coisas são atemporais. Gentilezas não deveriam ser esquecidas, nunca. Nada custam e demonstram no mínimo, educação. Principalmente no trato com as mulheres.

- Homens costumavam abrir portas (casa, carro, elevador). Ceder seus assentos nos transportes coletivos. Senhoras grávidas ou idosas não ficavam um minuto sequer em pé. Agora tiveram que fazer “leis” para isso, ao menos nos transportes coletivos: lugares “reservados” com esse propósito.

- O famoso ladies first. Como o próprio nome diz: o homem fazia questão que a mulher fizesse as coisas primeiro. Para passar, para sentar, para passar à sua frente nas filas e de um modo geral...

- O também famoso vender a dama. O homem, comprometido ou não, fazia questão de caminhar do lado de fora das calçadas. Para que as moças ficassem como que protegidas no lado de dentro.

- No tempo dos chapéus, os homens tiravam o mesmo na presença das senhoras e senhoritas. Ao cumprimentá-las. Tirar o chapéu também à mesa, na hora das refeições.

- Carregar pacotes ou embrulhos.

- Ajudar a atravessar a rua.

Tudo bem que certas coisas eram meras convenções. De outro tempo e de outra mentalidade. Os tempos também mudaram, eu sei. Hoje as mulheres querem igualdade. Só penso que isso tudo ia muito além de uma simples convenção. Talvez um tempo de um pouco mais de respeito com as pessoas. Atitudes que custavam muito pouco, mas significavam muito...

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 7:13 AM

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Domingo, Abril 19, 2009

As velhas bocas de São Paulo





Voltei agorinha do cinema onde fui ver o “17 Again” (17 anos de novo). Matthew Perry, aquele do Friends, é Mike, que foi um astro de basquetebol no seu tempo de colégio mas deixou escapar a chance de uma bolsa de estudos numa universidade de prestígio para se casar com a sua namoradinha da escola. Hoje, 20 anos mais tarde, é um fracassado profissionalmente e acaba de ser expulso da casa pela sua mulher. Ganha uma segunda chance quando conhece um velho misterioso, aparentemente o encarregado da limpeza da escola onde estudou e puff! volta a ter 17 anos! O que você faria no papel dele?

Deixei de fazer muitas coisas. Deixei de visitar outros tantos lugares. De bobeira. De alguns me arrependo e de outros nem tanto. Entretanto no plano pessoal ou familiar.... ssshh.. a Ruth está rondando aqui pertinho do computador, querendo saber o que ando escrevendo... bem, como ia dizendo, no plano pessoal, não mudaria nadinha. Sério.

Eu me arrependo por exemplo de não ter entrado uma vez sequer na Avenida Danças, que se não me falha a memória ficava numa esquina da Ipiranga com a Rio Branco, ou de qualquer maneira, perto da São João. Existiam outras casas do gênero mas a Avenida Danças continuava de pé nos anos sessenta. Eu ouvira dizer como funcionavam. Você comprava um cartão na entrada e tirava uma das diversas taxi girls, que diziam, eram lindas e dançavam muito bem. A cada dança, a garota picotava uns furos no cartão. Se você gostasse da garota e quisesse ficar batendo um papo, regado a uísque com guaraná, o cartão era picotado pelo tempo que você tirava a garota das pistas. Mas você tinha que desembolsar uma respeitável grana pela bebida.

Também ouvi dizer que nos anos 40 e 50, as moças eram simplesmente dançarinas, mas nos anos 60 poderia rolar outras coisas num plano mais horizontal. Mas isso não pude comprovar... Era e ainda sou, doente do pé (sim, além de ser ruim da cabeça) ...e cadê a coragem pra pedir a uma garota pra dançar?. Muito mais tarde me contaram que nem era preciso tirar ninguém, pois as garotas vinham e você só tinha o trabalho de entregar o cartão. Aí, já era tarde pois a Avenida não existia mais...

Em compensação, fui muito ao Teatro Santana e outros recantos mais ou menos duvidosos onde testemunhei num árduo e profundo estudo sócio cultural do povo paulistano, o teatro rebolado no seu finzinho.

Saia do meu emprego na Florêncio de Abreu, atravessava o viaduto Santa Efigênia, pegava a Ipiranga em direção da escola. A pé. Era uma das minhas rotas favoritas no tempo de estudante. Eu fazia um pit stop ali no teatro, com a intenção de sair rapidinho pra não perder as aulas. Nem preciso dizer o que acontecia. Matei muitas aulas e não chegava ao destino final, a faculdade, que ficava na Vila Buarque, na Dr. Vilanova. Um pouquinho mais tarde, a faculdade se mudou para a Cidade Universitária e aí já era meio complicado caminhar até a escola, pois pelos meus cálculos, chegaria na manhã seguinte e provavelmente com os pés enormes de inchados...

As poucas vezes que chegava à faculdade, esperava ansiosamente pelo fim das aulas pra passar em frente do La Licorne, na chamada Boca do Luxo, pertinho da faculdade, e admirar as lindas profissionais que trabalhavam ali. Não tinha grana para entrar num lugar daqueles... Mas tudo bem, pois continuando a caminhada em direção da Ipiranga, passava por inúmeras boates, como a Dakar ou La Vie em Rose, sempre convidativas. O uísque, mesmo um Drurys ou um Old Eight era caro mas as garotas não picotavam nenhum cartão. E tinha shows de strip tease em quase todas as casas. Perdia a noção do tempo e chegava de madrugada em casa. Cheirando cigarro e uísque barato.

Apesar de nessa época ter mais do que os 17 anos do filme, a minha mente continuava sempre ocupada com “aquilo”. Mesmo assim, consegui a façanha de encontrar tempo para passar por alguns lugares um pouquinho mais saudáveis, que eram ou se tornariam ícones da São Paulo dos anos 60. Tive a felicidade de comer um Bauru no Ponto Chic, no Largo do Paissandu, tomar umas Antárticas no famoso Brahma Bar, onde fui com um amigo, sobrinho do pianista de plantão. Tomei também batidas e caipirinhas gigantes no Pingão no Largo do Arouche, sem saber no dia seguinte, como tinha chegado de volta em casa. Quando tive o meu primeiro carro, fiz questão de conhecer o cinema drive-in, ao ar livre, que ficava bem afastado da cidade, em Interlagos, o Snob's, e que por sinal exibia também filmes. Não sei se tinha gente vendo filmes, pois eu notava que praticamente todos os carros tinham vidros embaçados, provavelmente por causa de muita ação dentro dos veículos.

Um outro programa de que guardo boas lembranças, é o Restaurante do Tanji, na Estudantes, ali na Liberdade, claro. O simpático Tanji abria o restaurante, que era bem pequeninho mas super aconchegante, por volta das 10 da noite ou até mais tarde. Foi onde me deliciei com os seus pratos de salada de ostras, sua marca registrada. Era muito frequentado pelos jornalistas que passavam por lá depois de fecharem as suas matérias. Era uma época em que os restaurantes japoneses ainda não eram populares, mas esse contato com jornalistas, profissionais de publicidade deve ter sido muito importante na difusão da comida japonesa no Brasil. Parece que o Tanji ainda continua na ativa, com o seu restaurante que se mudou para Vila Olímpia.

Puxa, como digressei hoje! De um filme americano sobre a volta aos 17 anos até um restaurante japonês da Liberdade! Coisa de dinossauro...

Foto da Av. São João, tirada do Largo do Paissandu, início da década de 50.

::: Relembrado por gaijin4ever 6:22 AM

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Domingo, Abril 12, 2009

ESCOLHA O TÍTULO:
Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?...
ou
Coelhinho se eu fosse como tu, tirava a mão do bolso...




"O filho pergunta ao pai:

- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... É uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição, pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho?! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa, pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo!
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo, a professora te explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é coelho, então, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço, que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, sim... Ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- (???)...
- Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Então, um dia depois...
- Não, três dias!
- Então, Ele morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa... Ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo, e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
- Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- Ai...
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba, sim; por que?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim, esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai coitada!
- Coitada de quem, papai?
- Da sua professora de catecismo!!!"


(Recebi esse texto bem humorado por e-mail e, depois de uma breve pesquisa, descobri que ele pode ser facilmente encontrado em diversos sites na Internet com os créditos para o Luis Fernando Verissimo, mas não consegui confirmar a autoria.)
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(UPDATE-15/04: A minha colaboradora de todas as horas, Cris, acaba de me mandar o endereço de um site que parece ter elucidado o problema da autoria. O site é de Rosangela Aliberti e indica o nome de ANTONIO ROCHA NETO como real autor do texto acima.)
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Minhas aulas de catecismo já vão longe, mas é importante lembrar do real significado da Páscoa, muito além dos ovinhos de chocolate.
Ovinhos mesmo, porque Ovos de Páscoa grandes, como os que eu via na minha infância, estão inacessíveis.
Nos tempos do avô do coelhinho, eu me lembro que nos reuníamos em volta da mesa na casa da minha avó, depois da missa, para o almoço de Páscoa.
No centro, rodeada de bolos e outros quitutes, a tradicional bacalhoada que minha avó, como boa filha de portugueses, fazia de forma magistral. Não que eu fosse muito fã de bacalhau naquela época... Na verdade, só bem mais tarde eu passei a apreciar esse prato, mas eu e minhas irmãs aguardávamos ansiosos pelo clímax do dia – a abertura do Ovo de Páscoa!
Era um ovo grande, único, que seria repartido entre todos ali presentes. Às vezes nós ganhávamos uns pequenininhos dos vizinhos e amigos, mas não faziam parte daquela “cerimônia”, eram uma espécie de bônus.
E o que mais gerava expectativa entre nós, as crianças, era descobrir o conteúdo daquele ovão. Normalmente eram dezenas de ovinhos muito pequenos de puro chocolate maciço, embrulhados um a um com um papel aluminizado colorido que grudava no chocolate e era preciso descascar com a unha... Mas às vezes éramos surpreendidos com brindes diferentes. E tudo era uma grande festa...
Enfim, tempos diferentes, celebrações diferentes, sentimentos diferentes...
Sinto saudades sim de um tempo onde tudo era muito mais simples e, ainda assim, mais gostoso.

Que todos tenham uma Páscoa de muita paz e amor!

(Ilustração do post "emprestada" do blog da Cris).

::: Relembrado por Paulo 3:39 PM

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Domingo, Abril 05, 2009

Acredite se quiser



Quando eu era moleque, adorava ler no jornal a coluna do “Acredite se quiser!” (no original, “Believe it or not!”). Era uma criação de americano chamado Robert Ripley (1890-1949), que escrevia e desenhava tudo na coluna. Chamá-lo de excêntrico é subestimar a capacidade de loucuras desse cara fantástico. Tem um museu dele nos EUA que é freqüentadíssimo até hoje.

Ripley (na foto) viajou o mundo inteiro atrás de curiosidades e extravagâncias para apresentar em seu programa de TV ou em sua coluna de jornal, que era distribuída em vários jornais do mundo, inclusive aqui no Brasil (quem lembra?). Tinha umas doidices muito legais e eu sempre me interessei por este tipo de coisa. Quando eu já estava mais grandinho, acompanhava na Rede Manchete o programa “Acredite se quiser” (versão do “Believe it or not” americano), apresentado pelo recentemente falecido Jack Palance e por sua filha (aliás, como se diz aqui no Rio, ela era um “tremendo pessoal”... Hoje, deve estar velhusca). Talvez os quarentões que freqüentam este blog feito por pessoas “experientes” se lembrem e saibam do que estou falando.
Pois é. Num dia desses, eu estava zanzando pela Internet, e achei umas coisas muito curiosas que me fizeram lembrar do célebre programa e da coluna de jornal. Daí, resolvi criar neste post o meu próprio “Acredite se quiser!”, como uma homenagem ao Ripley e uma lembrança do programa de TV.

Tem um site na Internet que vive sugerindo um dia para todas as pessoas do mundo ter um orgasmo ao mesmo tempo (a última vez foi em 22 de dezembro de 2008). O objetivo é gerar uma enorme onda de energia positiva que envolva o planeta, exatamente na hora do “Ai meu Deus! Ai meu Deus!” ou “Yes! Yes! Yes!” (ou qualquer ruído que você faça naquela hora abençoada...). Os caras podem até serem bem intencionados. Mas que isso pode virar um baita caô, ah, pode! Já imaginou aquele sujeito que trabalha com uma gostosona e não tenha oportunidade para chegar junto? Pois é. Agora é só mandar uma baba de quiabo de preocupação com o meio ambiente, com o equilíbrio cósmico do planeta, com o bem da humanidade e chamá-la para o lesco-lesco. Se colar, colou... Acredite se quiser!

Eu acho tatuagem um troço sem sentido e absolutamente brega. Mas, cada um sabe de si. Tem gente que tatua qualquer coisa em qualquer lugar. Esse aí da foto fez essa gracinha no sovaco. Não sei se ele usa desodorante. Talvez não use para o cheiro ficar bem parecido... Acredite se quiser!

Existe um resort na Áustria, o The Starkenber Beer Myth resort, localizado nas imediações do castelo medieval de Starkenberger, lá no Tirol austríaco (quem quiser saber mais detalhes, clique aqui),
onde há uma piscina de cerveja.

É isso mesmo, caros amigos... Cerveja! Olhe aí na foto os caras se esbaldando. Agora, como vocês sabem, cerveja é um ótimo diurético... Os bebuns vão enchendo a moringa, começam a ficar meio doidões e aí eu pergunto: alguém vai querer sair da piscina pra fazer xixi?
O gerente diz que um banho naquela piscina é ótimo para a pele. Sei... Então tá...
Acredite se quiser!
Imagina que você um dia, estava no sufoco, e fez uma promessa à Nossa Senhora de Fátima. Aí a santa concedeu a graça pedida e cabe a você cumprir com o prometido. Se você está sem saco, ou está com preguiça, ou fica adiando, adiando... Não tem erro!

Basta recorrer ao “Pagador de Promessas Profissional”. Ele vai a Fátima e cumpre com o que você prometeu à santa.
Já até sei. Você vai dizer: “isto é coisa de português...” e eu respondo: “sabes que tu adivinhaste, ó pá?”. Caso esteja neste caso, vá ao site do gajo (olha ele na foto), basta clicar aqui.
Acredite se quiser!

Em Israel, tem um massagista que desenvolveu uma técnica fora-de-série :ele usa serpentes para dar um trato nos clientes. A pessoa paga 80 dólares só para ter a agradável sensação de trocentas cobras deslizando pela rosto, pelo corpo todo. Huum... pela sua cara, você está doido para fazer essa delícia de tratamento, não é? O rapaz garante que é super-relaxante e não tem perigo nenhum. Acredite se quiser!
Se vocês querem ver esta matéria e outras coisas bem interessantes é só clicar aqui.
*
Estes foram só exemplo, caros leitores. A Internet está lotada de coisas extravagâncias que fariam a delícia do Robert Ripley. Imagino que todo mundo conheça algo digno de um “Acredite se Quiser”.
Eu mesmo tenho um caso desses. A última cachorra que eu tive, quando estava muito contente sorria. E se a gente desse uma bala para ela, ela não mordia. Colocava no canto da boca e chupava.
Já estou até vendo a carinha de vocês, doidos pra me sacanear. Mas estou falando sério! Era assim mesmo! Não estou dizendo que ela gargalhava, ou fazia rá! rá! rá!, nem sorria à socapa feito o Muttley do Dick Vigarista. Estou dizendo que ela arreganhava os dentes, como se estivesse sorrindo, quando a gente chegava em casa ou chamasse ela pra brincar.

Tenho uma colega de trabalho que jura de pés juntos que o cachorro dela canta, solfeja e faz escalas. Sabem, aquele exercício que se faz em aula de música: Á...Á...Á...Á...Á...Á...ÁÁÁÁ...
Pois é. Segundo ela, o bicho faz algo assim, quando pedem: “Canta, Rex, canta!”
O que eu já sacaneei ela por conta desse cão-barítono não está no gibi. Mas teve gente que viu e me garantiu que é verdade.
Acredite se quiser!
*





Veja neste vídeo de 1min30seg, um caixão em formato de garrafa de coca-cola.


E você? Conhece algum fato digno dessa seção? Nossas câmeras, microfones e espaço para comentários estão abertos. Com a palavra, vocês.

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 6:18 AM

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Domingo, Março 29, 2009

Biotônico Fontoura




Sim meus amigos jurássicos, eu também tomei! Acho que quase toda criança da minha época o fez, não é mesmo? Posologia indicada: uma colher das de sopa antes das principais refeições. Sim, hoje lutando para perder peso, um dia fui muito chata para comer, segundo minha mãe. E por conta do modismo da época, fui sim, também obrigada a engolir aquele tônico.

Bem, diziam que deveríamos agradecer aos céus. Pois era bem mais gostoso que o tal de Óleo de Fígado de Bacalhau, que por sorte nunca provei. Dizem os que chegaram a tomar que era horrível. Pior não poderia haver.

Até que um dia mamãe resolveu perguntar ao meu pediatra o que ele achava da mágica poção. A resposta foi muito engraçada, pois ele era sabedor das minhas amidalites e da falta de apetite. Respondeu simplesmente: "Abre o apetite, sim. Isso não passa de uma boa ‘cachacinha’... Um aperitivo antes das refeições, não dá fome?" Ela ficou passada e acho que meio contrariada.

Não dei o tal tônico para os meus filhos. Bem, não diretamente. Minha filha mais nova tomava homeopatia. Mas o mais velho tomou um coquetel conhecido pelas mães dos anos 80. Era mais ou menos assim: ovo de pata, leite condensado e Biotônico Fontoura... Só não me recordo das medidas. Mãe sofre... acho que em qualquer década!

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 7:56 AM

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Sábado, Março 21, 2009

Oba, oba isso sim é que era jornal!





Eu deveria ter uns 10 ou 11 anos, mais ou menos na mesma época em que um tal de Johannes Gutenberg lançou a sua primeira Bíblia impressa, quando me interessei pela leitura de A Gazeta Esportiva. Infelizmente na Idade Média, essa literatura não era vista com bons olhos pelos meus professores que não conseguiam entender como um jornal desses poderia incentivar a leitura ou de nos educar de alguma forma. Era considerada um tiquinho “menos pior” do que os Catecismos de Carlos Zéfiro...

Apesar de ser menosprezado pelos mais cultos, ela foi importante. A importância d'A Gazeta Esportiva não estava em somente noticiar sobre os esportes. Ela agiu diretamente na disseminação de esportes amadores assumindo papel incentivador que o Estado não cumpria. Promoveu torneios e provas gigantescas como o campeonato de futebol amador, provas de ciclismo, como a de 9 de julho em São Paulo; natação, como a Travessia de São Paulo, o campeonato popular de tênis de mesa, de xadrês e outros esportes, sem falar da mais famosa prova de atletismo de rua, a São Silvestre.

Grandes jornalistas esportivos se formaram nessa “escola”. Começando pelo grande comandante, Carlos Joel Nelli, um ex-atleta; Thomas Mazzoni, que era conhecido como a enciclopédia viva do futebol; Paulo Planet Buarque, que acompanhava o meu tricolor; Solange Bibas, que cobria o Corinthians; Flávio Iazetti, Miguel Munhoz, um grande incentivador do tênis de mesa, Benedito Rui Barbosa, sim, o mesmo das novelas da Globo, Aurélio Belloti e muitos muitos outros. Infelizmente não consegui muitos dados históricos no site da Gazeta mas Milton Neves resgata muito da memória desse jornal no seu site.

No seu auge, ela teve 72 páginas, muitas delas dedicadas a seção de classificados. Além da cobertura completa de todos os times, principalmente do estado de São Paulo, o futebol varzeano e amador também tinham as suas seções. O interior era destaque no jornal e as notícias vinham de todas as partes, da sua enorme rede de correspondentes. A cobertura dos Jogos Abertos do Interior era tratada como se fosse uma Olimpíada. Até beisebol, praticado somente dentro da colônia japonesa tinha espaço no jornal, sob a responsabilidade de Watanabe, sempre de óculos escuros, com quem mantive contatos nos anos 70 e 80 quando eu era um cartola do tênis de mesa.

Toda cidade tinha um correspondente. Em Duartina era o Juarez, um bancário que era freguês do bar do meu pai, e que tinha muito orgulho da sua condição de correspondente do maior jornal de esportes do país. Ele também era o agente do jornal e vivia constantemente à cata de novos assinantes.

Foi através desse jornal que acompanhei as eliminatórias e as Copas de 58 e 62, as vitórias e conquistas de Maria Ester Bueno no tênis, Eder Jofre no boxe, Adhemar Ferreira da Silva no atletismo, do menino prodígio do tênis de mesa, Biriba, o grego Kostolias na luta livre, Abilio Couto, aquele da travessia do Canal da Mancha, Manoel dos Santos na natação e muitos outros ídolos que o jornal criou ou descobriu. Afinal, como dizia um dos seus inúmeros slogans, “se a Gazeta Esportiva não deu, ninguém sabe o que aconteceu”.

Mas os tempos mudaram. No dia seguinte à vitória na Copa de 70, saíram às bancas mais de 534 mil exemplares da A Gazeta Esportiva. No final dos anos 90, a tiragem era de 15 mil. Fica fácil entender porque o jornal teve que fechar... A sua última edição impressa foi às bancas no dia 19 de novembro de 2001. A sua versão on line continua firme, aqui.

Hoje em dia, os jornais já chegam velhos às bancas de jornais. Se não se adaptarem aos novos tempos rapidamente, vão acabar extintos como nós os dinossauros... Se chegar a esse ponto o que é que os peixeiros vão usar para embrulhar o peixe? Como faremos para forrar o chão, para proteger o assoalho quando vamos pintar a parede, sem o jornal velho?

E você, também leu algum jornal que não existe mais?


Na foto, o Bananassauro lendo A Gazeta Esportiva de 11 de junho de 1962, dia seguinte à vitoria do Brasil sobre a Inglaterra por 3x1, na Copa do Mundo do Chile.

::: Relembrado por gaijin4ever 3:24 AM

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Segunda-feira, Março 16, 2009

SCI-FI.COM


Recentemente li um artigo que começava com uma pergunta: - Qual é a maior série de ficção-científica de todos os tempos?
Eu sou fanático pelo assunto.
Lia Isaac Asimov, Arthur Clark... Vi todos os episódios de Jornada nas Estrelas na TV e todos os longas do cinema (aliás, vem mais um por aí com o filho de James T. Kirk, o eterno capitão da nave estelar USS Enterprise)... Adorei 2001, Uma Odisséia no Espaço... Guerra nas Estrelas... Flash Gordon... Etc, etc...
Pensei em várias alternativas para a resposta de “qual a maior série de ficção-científica de todos os tempos?” e não acertei a resposta.

A resposta correta é PERRY RHODAN.


Fiquei frustrado por não lembrar, principalmente por ter sido um ardoroso fã dessa série nos anos setenta quando os livros, em formato “de bolso”, eram vendidos nas bancas de revistas. Eu os colecionei do número 1 ao 100 sem pular um número... Depois perdi alguns... Até que, em um certo ponto, começaram a ser publicados semanalmente. Aí ficou caro manter a coleção e parei de comprar. Nessa época eu só estudava e a grana era curtíssima...
Pesquisando agora na Internet descobri que esse personagem, criado por alguns escritores alemães que não acreditavam que a série fosse muito longe, é publicado na Alemanha, ininterruptamente, desde 1961 e já ultrapassou a marca de 2500 volumes publicados!
Trata-se da saga do major Perry Rhodan, astronauta que, numa missão à Lua, se depara com uma nave acidentada de uma civilização alienígena muitíssimo avançada, os Arcônidas.
Fazendo um resumo bastante simplificado, Perry Rhodan consegue estabelecer contato com os alienígenas, ganha a amizade deles e, de presente, toda a tecnologia de uma raça extremamente poderosa, mas que se encontra em total decadência. Com isso torna-se o homem mais poderoso da Terra, despertando o medo e a ira dos líderes do nosso planeta.
A história se desenvolve de maneira satisfatória, com muita qualidade e embasamento científico, o que me cativou durante vários anos.
Não entendo como até hoje não virou filme... Pelo que li, parece que o fato de ser de autoria alemã gera um certo preconceito da indústria cinematográfica americana...
É uma pena, daria um excelente filme com direção do Spielberg e efeitos especiais do George Lucas.
Hoje os livros são vendidos em diversos países e a história tomou rumos inimagináveis. Aqui no Brasil sua publicação foi descontinuada segundo informações do Perry Rhodan - Site Oficial Brasileiro, mas a editora está em negociações para retornar.
Existem fãs-clubes espalhados pelo mundo todo e o sucesso da obra é inegável.
Se você gosta de ler e gostava de Perdidos no Espaço, Jornada nas Estrelas, Flash Gordon e congêneres, visite esse site para download gratuito dos e-books com todos os livros desde o número 1 até o 399. (Cortesia da Cris, minha pesquisadora pessoal).


Leia o primeiro volume, Missão Stardust, e forme sua opinião.
Eu já baixei os primeiros duzentos e aos poucos vou relembrar as aventuras que me encantaram há trinta anos.

::: Relembrado por Paulo 10:01 PM

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Domingo, Março 08, 2009

Nós na fita



Vocês lembram da Fita Dymo? No início dos anos 70 isso foi uma febre aqui no Rio de Janeiro. Todo material escolar (cadernos, régua, lápis, caneta, transferidor, esquadros, pasta, fichário...), capa de disco, porta de armário, bicicleta, gaveta de escrivaninha, cabide, copo, xícara, pires, garrafa térmica, máquina de escrever... o diabo que existisse era tudo devidamente etiquetado com o nome do proprietário para que todos soubessem a quem pertencia. Era a institucionalização do famoso “dois Vs” (“vai e volta”, mas eu já ouvi um cara emprestar um troço prum outro e dizer: “cinco Vs!” – “vai e volta voando, viu veado?”)
A gente até que poderia discorrer um verdadeiro tratado sobre a necessidade de identificação de objetos, de apego a bens materiais, demarcando claramente a propriedade de algum fruto da sociedade de consumo, mas... puá! Isso não tem a menor graça! O legal é relembrar o tempo em que pegávamos o Rotulador Manual Dymo (era esse o nome oficial, quem lembrou?), escolhíamos a cor da fita de plástico – que eu me recorde, tinha nas cores: verde, azul, vermelha, amarela, marrom, cinza, preta e laranja – introduzíamos a dita cuja no aparelhinho e começávamos a girar o disco com as letras, até colocar a escolhida na altura do marcador. Aí era só apertar o gatilho que a letra era impressa na fita. Pacientemente, íamos montando o nome ou a palavra ou até a frase que queríamos escrever. Tinha um amigo evangélico que escrevia um versículo inteiro com as maquinetas.

Depois deste ritual, apertávamos o botão com o desenho de uma tesoura e a fita era cortada. Vinha então a pior parte: descolar o plástico de trás da fita, liberando a parte adesivada para ser colada onde quiséssemos. Era chato porque em muitas ocasiões dava um trabalho boçal descolar aquele plástico! Tinha gente que dava o golpe do: “me ajuda aqui que eu não tenho unha...” Tinha, sim! Era unha roída, mas tinha! Só que o espertinho estava a fim de passar aquela tarefa excomungada para o otário ou a otária que estivesse mais perto. Na verdade, nem precisava da unha para descolar. Bastava usar a ponta dos dedos e com jeitinho se conseguia separar o plástico.
Noutro dia, eu estava fazendo uma arrumação em casa e achei trocentos objetos dos meus tempos de moleque, todos rotulados com a famosa fita Dymo. É curioso, por que nas tirinhas aparecia o meu nome e um complemento, via de regra ligado a futebol e mais especificamente ao meu mui amado Flamengo. Era um tal de “Marco Mengão”, “Marco Mengo”, “Marco Zico”, “Marco Arílson”, “Marco Zanatta”... Estes três últimos era os jogadores que eu idolatrava.
Eu não consigo me lembrar quando as fitas Dymo caíram em desuso. Eu até achava que já não existissem mais. Passeando por uma feira de antiguidades, aqui no Rio, eu vi estes dois rotuladores que fotografei. A pessoa que os estava vendendo (acho que por R$ 50,00, mas se alguém pechinchasse rolava um desconto...), me garantiu que funcionavam e que eu ainda conseguiria achar as fitas para comprar. Duvidei. Mas não é que elas existem mesmo? Tanto as maquininhas rotuladoras quanto as fitas ainda podem ser adquiridas, ainda são fabricadas, acreditem, se quiserem (se duvidam, cliquem aqui e aqui).
Eu imagino que se ainda fabricam é porque tem gente que compra. Mas eu não consigo visualizar alguém que não tenha nascido no período cretáceo como nós, que ainda se interesse por colocar o nome em fitinhas plásticas coloridas... Se um destes rotuladores me caísse nas mãos, acho que giraria os disco, apertando letras até formar a frase: “Bons tempos...”

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 2:35 PM

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Segunda-feira, Março 02, 2009

Mea culpa




Já tomei Q-Suco e Grapette
Já bebi leite de garrafa de vidro com tampinha de alumínio
Já tomei Cibalena e Biotônico Fontoura
Já usei pomada Minâncora
Já usei secador de cabelos com touca
Já usei Bamba
Jogava ‘queimada’, pulava ‘amarelinha’
Lia Monteiro Lobato
Assistia ao Repórter Esso, Lassie, Rin Tin Tin, a Feiticeira, Agente 86
Sempre soube o que era compacto duplo e compacto simples
Minha mãe usava cera Parquetina, sabão em pó Rinso e bomba de Flit
Na minha casa tinha televisão com seletor de canais rotativo
Meu pai teve um Aero Willys e meu tio, um Simca Chambord (do tipo saia e blusa)
Já andei de Vemaguete e de bonde (aberto ou fechado)
Chamava revista em quadrinhos de gibi
Quando estudei, o ensino era dividido em Primário, Admissão, Ginásio e o Colegial era subdividido em Clássico, Cientifico e Letras
Sabia (ainda sei) cantarolar a música de Bat Masterson e Bonanza
Não perdia um capítulo de Perdidos no Espaço, um Show do Dia Sete e um episódio de Família Trapo
Assistia Ivanhoé e Almoço com as Estrelas
Lembro do Pimentinha e do Arrelia
Tive uma boneca Dorminhoca pra guardar a camisola, em cima da cama
Tive saia de Tergal e usei blusa de Ban-Lon e Bluclé
Usei combinação, anágua e vestido ‘tubinho’...


Post inspirado num e-mail que recebi. Este texto deve desencadear muitas lembranças para posts “dinossáuricos” futuros...

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 4:49 AM

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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2009

BRASIL COM S


Dia desses, lendo o post Good Times no Antigas Ternuras, fui levado de volta ao final dos anos 60. Ouvíamos música americana o tempo todo, sem entender nada, e era como Marco disse, uma mania de todos os jovens. Cantores e grupos brasileiros adotavam nomes gringos e compunham músicas em inglês para faturar em cima da nossa babaquice, enfim, para tirar proveito da nossa insaciável mania de idolatrar tudo que é estrangeiro.

Acontece que mais ou menos nessa mesma época, um músico brasileiro, utilizando o seu verdadeiro nome, ia na contra mão desse movimento. Ele se instalou nos Estados Unidos para lutar por um lugar ao sol para difundir a nossa música ! Num país que não dá a mínima para o que acontece no estrangeiro.

Sergio Mendes era o nome desse cidadão maluco. Pianista clássico, recebeu influência de jazzistas como Miles Davis e John Coltrane, se engajou no movimento bossa nova e participou do histórico concerto de bossa nova no Carnegie Hall em 1962.



Em 1966 gravou a sua versão do Mas que Nada do Jorge Ben Jor que teve bom acolhimento nos Estados Unidos e até no Japão. Entretanto a sua apresentação no show do Oscar de 1968 foi o ponto de virada. The Look of Love (de Burt Bacharach, o ban ban da época, que colocava uma música atrás da outra nas paradas) que ele tocou com o seu grupo Brasil 66 nesse show, ao vivo, visto pelo país todo, costa a costa (será que já era transmitido pro Brasil?) pulou imediatamente na parada de sucesso, chegando ao 4o. lugar. A música fazia parte da trilha musical do primeiro Cassino Royale (1967), o filme comédia de James Bond, e fez mais sucesso que a versão original.

Com isso ele conseguiu colocar mais músicas no top 20 como Fool on the Hill, Scarborough Fair, todas com uma boa dose do suingue brasileiro. Fez turnês pelo mundo todo, se apresentou inclusive em São Paulo, num show muito bonito que fui ver no Teatro Municipal, no dia 13 de junho de 1969. O ingresso era muito caro para quem ainda se iniciava na vida profissional e fui ver o show no puleiro, lá de cima, bem longe do palco. Não tinha nada desse aparato tecnológico, multimedia com telas gigantescas, fumaça e luzes que são comuns em shows ao vivo hoje em dia. Era só o grupo e mais nada. Que pareciam formigas de tão longe que eu estava. Acredito que a formação do grupo daquela noite é a mesma que aparece no youtube al em cima.

O sucesso seguinte só foi surgir em 1983, Never Gonna Let you Go, com vocais de Joe Pizzulo e Leza Miller que também chegou ao 4o. lugar na parada americana.

É lugar comum hoje, criticar artistas como Sergio Mendes, dizendo que ele vive mais no exterior e que ele se esqueceu que Brasil se escreve com s. Opa! Gente, xenofobia é uma coisa muito feia. England é Inglaterra no Brasil e Portugal, é Iguirissu no Japão e assim por diante e nunca ouvi um inglês reclamando disso....

A música de Sergio Mendes tem se adaptado às mudanças de gostos musicais no decorrer de todos esses anos. Já ouviram o album Brasileiro de 1992 (vencedor do Grammy ) ou então os mais recentes como Timeless (2006) e Encanto (2008)? Os convidados nos seus discos mostram como ele é eclético.O seu grupo sofre modificações constantemente assim como os seus parceiros de gravações.

Ele pode não ser uma unanimidade nacional, mas é certamente um dos artistas brasileiros mais conhecidos no exterior, que de uma forma ou outra está fazendo o seu trabalho para divulgar um pouquinho o nome do Brasil. O fato do próximo album ser o seu 40o. diz muito da sua longevidade no mercado fonográfico mais fechado do mundo e merece, só por esse fato um pouquinho de nosso respeito .


::: Relembrado por gaijin4ever 7:55 AM

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Sábado, Fevereiro 14, 2009

INFOSSAURO


386DX


Responda rápido: você conhece alguma área da ciência que evolua mais depressa do que a informática?
Eu acho difícil...
Não vou começar aqui um discurso sobre a pré-história da coisa toda, que começou no pós-guerra, anos quarenta, tempo em que computadores ocupavam salas inteiras para executarem limitadíssimas (para os padrões atuais) funções. Isso é história e pode ser facilmente encontrada numa rápida busca no Google.
Quero lembrar um passado muito mais recente.
Final dos anos oitenta... Chegaram máquinas novas no departamento onde eu trabalhava somando, com os seus teclados, um novo barulho ao “tac-tac” das nossas velhas conhecidas máquinas de datilografia. Eram os computadores pessoais (PCs).
À curiosidade geral somou-se um misto de ceticismo, respeito e medo da novidade. Poucos se aventuravam a tocar naquelas máquinas “complexas”.
Os poucos habilitados para tal criaram uma casta dentro da empresa chamada de “Os Programadores”. Habitavam uma fortaleza inexpugnável chamada “CPD”. Todos os demais mortais, inclusive da “Real Diretoria”, ficaram então sob o jugo daqueles poucos que dominavam a nova tecnologia. Dominavam é um pouco demais, pois presenciei vários deles suando para executar tarefas relativamente simples, mas o segredo e o mistério que criaram em torno daquilo foi uma grandiosidade!
Aquelas enigmáticas telinhas monocromáticas com letrinhas alaranjadas ou esverdeadas geravam textos e planilhas (!!) em ruidosas impressoras matriciais. Um assombro! Nessa época “windows” era apenas a palavra em inglês para “janelas”.
Corte rápido para o ano de 1994...
Havia se passado pouco mais de cinco anos e eu estava comprando o meu primeiro PC.
As telas pretas haviam sido substituídas por janelinhas multicoloridas no meu "potente" DX386, com 4 Mb de RAM e um “enorme” HD de 80 Mb. Notem que estou falando em Megabytes e não em Gigabytes que é o padrão atual. *(1 Gigabyte equivale a aproximadamente 1000 Megabytes). Tinha ainda um drive para disquetes de 5 1/4 (alguém lembra deles?) e outro para os de 3 1/2.
O sistema operacional era um DOS disfarçado de Windows 3.1.
Como travava aquela coisa!
Se você é usuário novo, com dez anos ou menos de contato com a informática, e acha que o Windows dá muito pau, pode acreditar: ERA MUITO PIOR!
Apesar disso, depois de muito quebrar a cabeça, fui tomando gosto pela coisa e não teve jeito, viciei.
De lá para cá já troquei de computador diversas vezes. Pulei o DX486 e passei para o Pentium (1ª geração), AMD K6-II, Pentium II, Pentium IV, Pentium IV-HT, até chegar no atual.
Para se ter uma idéia do que significou essa mudança, comparando ao meu primeiro computador, a quantidade de memória RAM do atual é mil vezes maior e o HD cresceu... Hã... Muito mais do que isso.
Paralelamente, os sistemas operacionais foram evoluindo do ancestral Windows 3.1., para o 3.11., depois o 95, o 98, o Millenium e o XP, onde parei, apesar do Vista que daqui a pouco estará sendo substituído também.
E nessa progressão desenfreada, em pouco mais de quatorze anos da compra do meu primeiro microcomputador, pude presenciar uma evolução sem precedentes, nesse espaço de tempo, para tudo que está atrelado a esse segmento.
Impressoras rudimentares se transformaram em multifuncionais com resolução fotográfica.
Os grandes e pesados monitores perderam espaço para os leves, finos e bonitos monitores de LCD.
Os programas... Ah, esses são um caso a parte.
Os meus favoritos sempre foram os joguinhos.
Ainda tenho boas recordações dos jogos que vinham em disquetes... Quase todos os clássicos dos consoles tinham versão para computador: Pac-Man, Pitfall, Fórmula 1, Príncipe da Pérsia, Tetris, Pinball...
Depois passaram a ser distribuídos em CDs e agora, os mais avançados, já vêm em DVD com recursos inimagináveis há alguns anos.
E eu nem falei sobre a Internet, com a qual só passei a ter contato em 95/96, no trabalho.
E hoje, alguém ainda freqüenta bibliotecas para pesquisas? Eu prefiro o “santo” Google.

::: Relembrado por Paulo 10:42 PM

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