Seqüência dos Dinos


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Sítio Arqueológico



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"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Bailinhos e baladas



Quando éramos baby dinossauros, a nossa vida social incluia brincadeiras dançantes, bate-coxas, bailes, domingueiras, arrasta-pés ou outro nome qualquer que se dava para essa atividade física, aeróbica e social de nos movimentarmos ao som de uma música em parceria com uma pessoa do sexo oposto.

O som podia ser um Ray Coniff ou Perez Prado em LPs, na garagem ou na sala da casa de uma amiga, ou então nos salões de um clube. Se fosse um baile de formatura ou de calouros, aí o som era ao vivo com Orquestra ou conjuntos como os de Nelson de Tupã, Continental de Jaú, Marajoara de Bauru, para nós do interior ou Silvio Mazzuca, Severino Araújo, Simonetti na Capital. Um pouquinho mais tarde surgiram conjuntos como Super Som T.A. ou Modern Tropical Quintet, com menos componentes, mas animando os eventos com a mesma energia. Em São Paulo, os lugares mais populares para esses bailes eram o E.C. Pinheiros, Circulo Militar, Club Homs, Casa de Portugal. Sempre havia um amigo ou amiga, ou algum amigo do vizinho da tia de um conhecido se formando ou se calourando para conseguirmos um convite.

Terminado o baile ou a brincadeira dançante, acompanhávamos a nova conquista (ou será que éramos conquistados?) até a casa dela de mãos dadas ou não, até o portão. E ficava num papo furado, sem se atrever a um avanço mais direto por causa dos pais dela que estariam espiando pela janela da sala, defendendo com unhas e dentes a pureza da filha e a reputação da família. Toda donzela tinha um pai que era uma fera!

Fico com pena da rapaziada de hoje, que precisam ter sua equipe de guarda costas para frequentar certas baladas, não poder olhar ou admirar uma menina, correndo o risco de ser agredido pelo namorado musculoso ou pelos guarda-costas dele, sem falar que em muitos desses eventos a distribuição de drogas parece ser o principal objetivo... E voltar para casa em seu carro blindado.

Felizmente para nós dinossauros parece que ainda existem várias opções para frequentar os bailes no antigo esquema. E por que os mais jovens não se juntam a nós, já, ao invés de esperar para ficarem velhos para desfrutar o dançar coladinho, bater um papo e conhecer novas pessoas? E sem gritar para ser ouvido pois o som poder ser ensurdecedor para nós, mas com certeza, apenas um sussuro para esses jovens.


Foto, daqui.


::: Relembrado por gaijin4ever 8:31 AM

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Sábado, Novembro 14, 2009

Folhinha do Sagrado Coração de Jesus




Quem é do tempo em que a Cleópatra tinha medo de cobra, como é o nosso caso, há de lembrar da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, editada pela Editora Vozes. Na casa da minha tia, era sagrado: todo início de ano ela estava pendurada na parede do corredor e eu era o encarregado de tirar a pagela (como chamavam cada folha diária do calendário), revelando o dia em que estávamos.
Aliás, no tempo em que eu morei com meus tios, no bairro carioca da Piedade, ela não se chamava “Folhinha”. Era “Almanaque do Sagrado Coração de Jesus”. Isso porque cada pagela trazia diversas informações e curiosidades típicas de almanaque, como o do Capivarol, do Biotônico Fontoura... (já postei aqui texto sobre eles?)

Se alguém quisesse saber informações fundamentais para o nosso cotidiano, como qual o santo do dia (hoje, domingo, 15 de novembro, é dia de Santo Alberto Magno, Bispo e Doutor da Igreja), era só recorrer à Folhinha. Para muita gente, saber o santo da vez era fundamental. Houve época em que famílias colocavam o nome na criança de acordo com o santo do dia. Já conheci um “Eleutério” que se chama assim por ter nascido em 20 de fevereiro, dia do santo com este nome. Atualmente, este hábito está em franco desuso. Se a criança nasce em família, digamos, de poucos recursos financeiros, acaba recebendo nomes como “Jennyfer Chrystyany”, “Wanderglaysson” ou “Máicol”.
Mas a folhinha revela também em que lua estamos, quantos dias do ano já se passaram e quantos faltam para o 365o. Há também, ao longo dos dias, informações sobre educação, dicas de saúde e bem-estar, receitas culinárias, charadas, piadinhas levinhas, como: “Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados...Um morreu, o outro não, por quê? Porque um deles era Longa Vida”. Rá, rá...
E tem ainda curiosidades, na linha do “você sabia?”. Lembro que foi numa folhinha do Sagrado Coração que eu aprendi que muitos animais, como o cão, por exemplo, possuem a visão em preto e branco. Contudo, alguns bichos enxergam melhor do que o homem, inclusive conseguem ver uma parte dos raios infravermelhos, que lhes permite caçar durante a noite, já que um corpo emite raios infravermelhos conforme a sua temperatura.
Há, é claro, muitos textos religiosos católicos, trechos da Bíblia etc. E às vezes tem pagela do dia com “pensamentos edificantes” de autores diversos.
A próxima edição da Folhinha será a 71a., o que significa que ela está presente em vários lares desde 1940. Atualmente, a tiragem do calendário já está na casa dos 600 mil exemplares (já foi de mais de um milhão e 200 mil, nos anos 80).
Eu vou adquirir o meu exemplar de 2010, é claro. Só de ver aquela estampa, com a frase “Coração de Jesus abençoai este lar” já me traz boas lembranças de minha infância... Daquele tempo em que as luzes da casa eram acesas às 18h; nós, crianças, tínhamos que pedir a bênção aos mais velhos, tudo ao som de Julio Louzada e com o indefectível copo d’água ao lado do Rádio...

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 2:36 PM

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Sábado, Novembro 07, 2009

Jonny Quest





Esta produção da Hanna-Barbera, foi ao ar pela primeira vez na TV americana, pelo canal CBS em 18 de setembro de 1964.

O desenho mostrava as aventuras de um garoto loiro tipicamente americano, chamado Jonny Quest, juntamente com seu pai o cientista Dr. Benton Quest, seu assistente e guarda-costas Roger "Race" Bannon e um garoto hindu chamado Hadji, além do sempre engraçado Bandit, o mascote da turma.

O Dr. Benton Quest era convocado para missões perigosas, a serviço do governo, sempre envolvendo ciência e mistério, além de espionagem. Roger, o guarda-costas, era uma espécie de babá dos meninos, sempre os salvando das enrascadas. Bandit, o cãozinho do grupo, curioso e muito assustado por natureza, era muitas vezes vítima de monstros e animais das selvas.

O desenho se tornou um grande clássico com o passar dos anos e em 1987 ganhou uma nova versão com 13 episódios que não tinham o charme do clássico de 1964.

Em 1996 e 1997 foram gravados novos episódios com um Jonny Quest mais adulto, porém perdeu-se totalmente a personalidade e o estilo da série original, além da mudança do traço dos personagens. O resultado final ficou muito aquém do que se esperava de um desenho com tantos recursos de roteiro como era a antiga série.

A-d-o-r-a-v-a este desenho... Santo Youtube, amém!

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 7:43 AM

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Sábado, Outubro 31, 2009

WWW.West, James West





Quando a maravilhosa Ursula Andress saiu toda molhada das águas verdes do Caribe naquele biquini branco no primeiro filme do James Bond em 1963, ninguém imaginava o avalanche de filmes e seriados de cinema que invadiria todo o planeta depois disso.

Teve coisas sérias e dark como os de Harry Palmer (interpretado por Michael Caine), comédias como James Tont (Lando Buzzanca), Matt Helm (Dean Martin), Flint (James Coburn) – estes dois sempre rodeados de mulheres boazudas fossem elas inimigas ou aliadas. E um monte de seriados de tv como o impagável Agente 86, Agente da UNCLE, Os Destemidos, O Santo (com o futuro James Bond, Roger Moore) etc etc. Quem é que não gostaria de estar no papel de um desses agentes secretos? Eu também! Estar cercado de lindas e perigosas mulheres e viajar por lugares exóticos e enquanto o Mal era exterminado do planeta.

Teve um seriado que eu não perdia. Final dos anos 60, início dos anos 70. Tinha espiões, inventores dos dois lados – dos mocinhos e dos bandidos, portanto podia ser ficção científica, mas a ação se passava no faroeste americano. Uma coisa que desafiava classificação. Era um bang bang? Era filme de espionagem? No original chamava-se Wild Wild West. No Brasil se chamou James West, o nome do persosagem principal interpretado pelo baixinho Robert Conrad. Em São Paulo passou inicialmente na antiga Excelsior (a Globo da época – a de maior audiência), mais tarde passou na Tupi, na Bandeirantes, na Record e na TVS. Lembram da sequência da abertura ?



Ross Martin fazia Artemus Gordon, o assistente de James West, sempre inventando geringonças para lutar contra as forças do mal e era também um mestre de disfarces. Um dos inimigos mais constantes era um anão, Michael Dunn, que fazia o papel do egomaníaco e diabólico Miguelito Loveless.

James West e Artemus Gordon eram do serviço secreto, e quase sempre encarregados da proteção do presidente americano Ulysses S. Grant. Não tinham um batmóvel, mas o trem em que eles viajavam era cheio de truques. E a dupla sempre se metia em muitas brigas. Pelo menos duas sequências de brigas e outras situações de perigos em cada episódio. Os atores principais faziam questão de participarem eles mesmos dessas sequências. Vira e mexe estavam machucados. E essa violência foi o motivo do encerramento da série depois de quatro temporadas e 104 episódios. Isso porque o presidente da CBS se tinha comprometido com o governo a eliminar violência excessiva da sua programação. Olha, é uma explicação meio esdrúxula pois violência maior estava acontecendo no outro lado do mundo com o exército americano no Vietnam. E pela primeira vez o povo americano estava vendo os horrores da guerra ao vivo e a cores no aconchego de seus lares, na tevê, mas isso é asunto para um site mais sério do que esse daqui...

James West foi um excelente veículo escapista, que curti muito, em que o bem sempre prevalecia. Já o filme que fizeram do Wild Wild West em 1998 ou 1999 com Will Smith e Kevin Kline mudou tanto, que foi um insulto aos que acompanharam a série na tevê ...

Para saber mais sobre este seriado, visite este site.
Foto da Ursula Andress, daqui


::: Relembrado por gaijin4ever 4:38 AM

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Domingo, Outubro 25, 2009

DOZE ANOS



Alguns compositores têm o dom de transpor para suas letras momentos do cotidiano com uma clareza tamanha, que fica muito fácil para qualquer um se identificar com aquelas palavras.
O Chico Buarque, por exemplo, tem uma música exatamente com esse título – Cotidiano (1971) – que é incrível. Tem também uma outra composição sua menos conhecida, que acho muito legal, do disco Ópera do Malandro (1979), chamada Doze Anos.
Essa música é o tema do meu post de hoje.

Doze Anos (Chico Buarque) (clique para ouvir na Rádio UOL)

Ai, que saudades que eu tenho
Dos meus doze anos
Que saudade ingrata
Dar banda por aí
Fazendo grandes planos
E chutando lata
Trocando figurinha
Matando passarinho
Colecionando minhoca
Jogando muito botão
Rodopiando pião
Fazendo troca-troca

Ai, que saudades que eu tenho
Duma travessura
O futebol de rua
Sair pulando muro
Olhando fechadura
E vendo mulher nua
Comendo fruta no pé
Chupando picolé
Pé-de-moleque, paçoca
E, disputando troféu
Guerra de pipa no céu
Concurso de piPoca
(*)

(*)Na letra original não é concurso de “pipoca”. O Chico trocou uma letrinha nessa versão mais light, mas quem quiser pode ver e ouvir um trecho da peça Ópera do Malandro com a letra original aqui mesmo.


Essa letra do Chico fala da infância de qualquer moleque dos anos cinquenta ou sessenta. A começar pelo diálogo entre ele e Moreira da Silva, logo no início da gravação, que aborda o “teste da farinha”. Pura sacanagem, mas quem tem menos de 40 anos de idade provavelmente nem sabe do que se trata.
Vejamos os pontos comuns entre a minha infância e a canção:
- Eu também fiz muitos planos, grandes e pequenos.
- Eu chutei lata e vivia com o dedão arrebentado.
- Trocar figurinhas era habitual. Eu tinha centenas de repetidas para esse fim.
- Matar passarinho... Uma das minhas recordações mais dolorosas é a de quando vi no chão o passarinho que matei com uma espingardinha de pressão. Primeiro e único. Dali em diante a espingarda só foi usada para tiro ao alvo com setinhas. Com o estilingue eu era péssimo e não acertava nada, apesar de treinar muito em lagartixas e calangos com a minha munição de bolotas de mamona.
- Nunca colecionei minhoca, nem conheci alguém que colecionasse... Exceto o Bolinha, da Luluzinha, que tinha uma caixa cheia, lembram?
- Jogar botão era um dos meus passatempos prediletos numa determinada época. Tinha botões de todos os tipos e tamanhos. Era uma coisa meio bagunçada, mas era legal.
- Rodar pião já era uma coisa mais elaborada. Eu tinha piões de diferentes cores e formatos, para diferentes finalidades. Os “batatinhas” eram para brincar, rodar na mão, na unha... Os maiores, de ponta afiada no esmeril, eram para as disputas de tirar da roda ou rachar o pião do adversário.
- “Fazendo troca-troca”... A descoberta do sexo e da própria sexualidade. Foi nessa época.
- Travessuras... Fiz muitas, mas nenhuma muito séria.
- Futebol de rua... Joguei também, apesar de ser um perna-de-pau. Minha turminha era mais privilegiada, tínhamos um campinho de terra.
- Pular muro era comum. Tínhamos vários atalhos passando por quintais vizinhos.
- “Olhando fechadura e vendo mulher nua”... Hummm... A empregada do meu amigo de infância, João O., foi muito observada em seus banhos. Detalhe: ela sabia e colaborava! ;)
- “Comendo fruta no pé”... Uma das minhas mais deliciosas lembranças de infância, sem dúvida, é essa.
- “Chupando picolé... Pé de moleque, paçoca”... Saudades dos picolés de milho verde e creme holandês...
- “Guerra de pipa no céu”... Por incrível que pareça, na minha época em Sorocaba não havia muita guerra, apesar de muita pipa. Havia uma coexistência pacífica nos ares.
- “Concurso de pi_oca”... Na realidade, fazíamos concurso de tudo naquela época, qualquer coisa era pretexto. De cuspe à distância, de arroto mais alto, de peido... E esse citado na música era somente mais um.
Mas nunca ganhei troféu.

Nos meus doze anos eu estava cursando o ginasial em Sorocaba e dois anos depois viria para o Rio de Janeiro.
Guardo muitas saudades desse tempo.

Grande Chico, obrigado.

::: Relembrado por Paulo 11:20 PM

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Segunda-feira, Outubro 19, 2009

A TV que te viu



Estava eu zanzando pela Internet, quando me deparei com um site que me fez sentir o gosto de Mentex na boca, misturado com um copo de Crush geladinho, arrematado com um punhado de biscoitos salgadinho Piraquê.
Querem saber o que me provocou todas estas "madeleines"? O site Mofolândia.

O nome é meio esquisitão, mas o conteúdo... Se você tem mais de 40 anos, se você é do tempo em que se colocava bombril na ponta da antena para melhorar a imagem, em algum momento você vai fazer "hummmmm...", quando explorar o site. Agora imagina o rapaz aqui, declaradamente admirador de antigos seriados e desenhos (não sei se vocês já repararam...), se deparando com fotos e curiosidades de séries como: "Aventuras Submarinas" (vou confessar uma coisa a vocês: quando eu via este seriado queria ser o "Mike Nelson" quando crescesse. Cheguei a pedir para a minha mãe me matricular num curso de mergulhador), "Agente Fantasma" (meus vizinhos sofriam com aquele moleque "ninja" que vivia trepando nos muros, aparecendo subitamente na frente deles...a gente faz cada merda quando é criança, não é?),

"Guerra, Sombra e Água Fresca" (Quem se lembra do capitão nazista gritando, irado: "Hogaaaaaan!"), "Brasinhas do espaço" (este era um desenho. Lembram do "Escoteiro", "Sábio", "Xereta", "Jenny" e o cão "Estrelinha"?), "Carangos e Motocas" (Outro desenho. Willie contra a Turma do Chapa. E o bordão: "Eu te disse, não disse? Eu te disse, eu te disse...").
*
Pois lá tem tudo isso e muito mais!

Lá, fiquei sabendo de informações absolutamente úteis para a minha vida.
Vocês estão rindo? Como é que eu nunca pude perceber o que a "Endora" (mãe da "Samantha", a Feiticeira), a "Wilma Flintstone" e a "Maureen Robinson" (a mãe da família do "Perdidos no Espaço") tem em comum? Vocês sabem?

A dubladora.
Todas foram dubladas por Helena Samara. Depois que eu li a entrevista dela no site, onde ela revelou os personagens que dublou, passei mentalmente as vozes deles na minha mente e vi que era óbvio. Só eu não tinha percebido.
*
Ah! O site também tem uma coisa que eu adoro.
Trívia. Ou Quiz, se quiserem.
Das 20 perguntas que tem lá, só acertei oito. Meio fraco, né? Vai lá e vê se você faz um escore maior e depois me conta.
*
Acreditem: o site merece uma visita prolongada. Depois que eu saí dele, desliguei o computador, e várias musiquinhas daquela época começaram a tocar nos alto-falantes da minha mente. E eu passei o resto da tarde cantarolando coisas como:

"Capitão América lança seu escuuuuuudo..."

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 8:58 AM

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Segunda-feira, Outubro 12, 2009

Lembranças infantis




Lembro do muro no qual ficava na infância, brincando com a garotada do prédio vizinho.
Lembro dos tombos e dos machucados de joelho que minha mãe colocava mercúrio-cromo.
Lembro das broncas da minha mãe.
Lembro de anáguas e combinações que pinicavam.
Lembro da vizinha fofoqueira.
Lembro de catar conchinhas na praia.
Lembro de sentarmos nos bancos da praia para secarmos o bumbum para não molhar o estofamento do carro.
Lembro do sorvete Kibon que era vendido em carrocinhas.
Lembro de que quando tinha dor de garganta, mamãe pincelava minha garganta com Colubiazol. E não era spray ainda não!
Lembro de quando essa garganta estava inflamada, nada de sorvete, só pirulito. Que eram colocados ao redor da beirada dessa mesma carrocinha da Kibon. Alguém mais se lembra disso?
Lembro da amarelinha, da cabra cega, do esconde-esconde, da queimada e do passa anel.
Lembro das imagens do caleidoscópio. Que coisa linda! Visão pré-psicodélica!
Lembro de brincar de escolinha na escadaria do apartamento sobreposto.
Lembro que por causa disso, queria ser professora.
Lembro da primeira edição televisiva do Sítio do Pica Pau Amarelo.
Lembro que viajar para São Paulo era quase uma aventura. E parecia muito mais longe do que na verdade é.
Lembro das pecinhas de madeira que fazíamos castelos medievais.
Lembro do Lig-Lig e dos Pinos Mágicos.
Lembro do meu macaquinho de pelúcia (pois é, o meu não era um ursinho).
Lembro do Conga azul que usava para ir à escola.
Lembro dos chicletes cor de rosa que tinham um aroma delicioso. Mas não era ainda o Ping-Pong. Ainda não, pois acho que sou mais velha do que eles.
Lembro das sessões de cinema matinais onde minha mãe me levava para ver Tom & Jerry.
Lembro também da bruxa horrorosa do filme Cinderela da Disney.
Lembro de comprar drop’s Dulcora quando ia ao cinema (hortelã, tutti-fruti ou aniz).
Lembro de meu cachorro Pingo, que minha mãe mandou embora porque comeu as roupas do varal.
Lembro da minha vitrola Sonata. A minha era vermelha. Da casa da minha avó era igualzinha, só que verde.
Lembro dos disquinhos coloridos de estórias, da minha irmã.
Lembro das brigas de criança e que a gente corria pra saia da mãe.
Lembro da saia rodada xadrez da professora do Jardim da infância.
Lembro da horta e da gruta que tínhamos dentro da escola.
Lembro do anfiteatro que encenávamos as peças e na qual nos formamos no curso primário.
Lembro da freirinha que era nossa diretora.
Lembro da saia azul marinho plissada da escola, que foi substituída pela cinza sem pregas. Lembro de dobrá-las na cintura, para que ficassem mais curtas.
Lembro das meias 3/4 brancas. Que quando começavam a perder o elástico, davam um trabalho danado para mantê-las abaixo do joelho.
Lembro do uniforme de educação física que tinha um ridículo calção vermelho por baixo da curta sainha branca plissada.
Lembro que íamos à escola com blusas de tergal brancas, com o distintivo da escola colado no bolso.
Lembro do aventalzinho xadrez branco e rosa do Jardim da Infância.
Lembro das medalhas que usavam os três primeiros colocados da classe.
Lembro das lições e do caderno de caligrafia.
Lembro de ter que decorar poesias para apresentações no pátio da escola. Já tinha então muita dificuldade para isso.
Lembro do sapato preto de amarrar, quase masculino que usávamos no Primário.
Lembro de ouvir rádio que funcionavam ainda a energia elétrica.
Lembro das garrafas de refrigerantes de vidro com tampinhas.
Lembro do guaraná caçula e da Coca-cola família.
Lembro dos vestidos-tubinho.
Lembro das fitas e arcos que usávamos nos cabelos.
Lembro da touca que fazia todos os dias por ter cabelos crespos.
Lembro dos shorts sociais que usávamos com bota até os joelhos.
Lembro dos conjuntos de Banlon e Bouclé que usávamos com saias ou calças compridas.

Feliz dia das crianças! Lembranças tão vivas na minha memória, que às vezes acho que ainda sou uma...

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 8:00 AM

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Terça-feira, Outubro 06, 2009

A Era Dourada dos Seriados e Gibis



As minhas maiores diversões quando menino eram o cinema e os gibis. Televisão? Tinha disso não. Ia levar mais duas décadas para chegar em Duartina. Foi a época de ouro dos filmes e dos gibis! Você está de brincadeira, dirão vocês. Um assunto controverso pois cada um de vocês vão dizer que não, que é isso, a verdadeira idade de ouro foi quando vocês viveram a sua infância... Os nossos filmes e as revistas eram os melhores, autênticos, únicos, diremos todos nós.

Deixemos de lado essa discussão e falemos da minha época de ouro! Os filmes, mas principalmente os seriados que eram exibidos nas matinês de domingo no interior de São Paulo há mais ou menos 50 anos, mas que na maioria foram produzidos nas décadas anteriores, trazem doces lembranças para esse dinossauro. O senhor Steven Spielberg deve ter visto alguns dos mesmos seriados. Ele passou toda aquela atmosfera dos seriados, os inacreditáveis perigos um atrás do outro, nos seus filmes, em que heróis como Indiana Jones se safava copiando as mesmas soluções encontradas pelos velhos heróis das antigas mini-séries americanas. O exemplo taí abaixo num filme "redirigido" por Whoiseyevan nos moldes de um seriado antigo.



As minhas memórias estão bastante embaçadas pelo tempo mas lembro de heróis ou vilões desses seriados como os de Flash Gordon, Fu Man Chu, Comando Cody e tantos outros que foram deletados do meu memory chip. Comando Cody podia ser também o Rocket Man, que tinham nomes diferentes, mas usavam exatamente a mesma roupa e capacete “espaciais” o que ajuda a confundir as minhas lembranças um pouquinho mais.

Eu também devorava gibis, que comprava na única banca de revistas da cidade ou lia na casa de amigos. Fantasma, Mandrake, Cavaleiro Negro, Flecha Ligeira, Don Chicote, Tarzan, além do Capitão Marvel e Super Homem eram os mais populares. Tudo isso era o material literário-educativo que nos preparava para a importante missão de sermos os cidadãos do Brasil, gigante do futuro. Isso incluia valores morais, código de honra, coragem e também postura assexuada dos heróis (epa!), que sempre tinham algo mais importante como objetivo final, defender os fracos e oprimidos e derrotar os vilões.

As mulheres coitadinhas, quando apareciam eram eternas namoradinhas ou noivas, figuras decorativas ou constantemente em perigo. Veja a Narda do Mandrake, se bem que hoje, acho que havia algo rolando entre o mágico e o seu ajudante, um negrão aristocrático que andava todo o tempo semi nu, o Lothar. Narda só conseguiu levar o Mandrake para o altar depois de 64 anos (Mandrake conseguiu a façanha de enrolar o namoro de 1934 a 1998!) para acabar de vez com as fofocas maldosas. A Mirian (ou Lois) Lane não se cansava de dar em cima do Super Homem, a Diane Palmer vivia viajando para Bengala, na selva africana encontrar com o Fantasma na sua famosa Caverna e nada... Ou então eram vilãs, as representantes do mal. Já Batman e Robin ... aí é assunto para um outro papo.

E os gibis de hoje? São mais avançados graficamente, usando toda tecnologia às suas mãos, mais violentas, aparentemente sem nenhuma mensagem positiva. Muita gente torce o nariz, mas são mudanças que teriam de acontecer. Afinal o produto final tem que adaptar aos gostos da nova geração de leitores. Da mesma forma que os filmes, que exageram em efeitos especiais mas agradam, ao meu ver, ao pouco exigente mercado, sendo tudo nivelado lá em baixo.
E tenho certeza que os meninos de hoje vão afirmar mais pra frente, que essa é a idade de ouro dos filmes, revistas e games.


Aqui, um trailer do Capitão América:



Primeiro video: Trailer do Raiders of the Lost Ark foi recriado por whoiseyevan, como se fosse um dos seriados da minha infância. Mais “refilmagens” hilários no site dele.
Segundo video: Trailer original de um dos seriados do Capitão America.

Fotos daqui e também daqui.


Atualização: Pra ficar bem claro que o trailer do Raiders of Lost Ark é um fake, aqui estão as explicações do jovem “diretor” explicando quadro a quadro como e onde ele encontrou as “inspirações” do senhor Spielberg. Utilize o botão de pausa pois as imagens mudam muito rapidamente.


::: Relembrado por gaijin4ever 1:24 AM

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Domingo, Setembro 27, 2009

DO FUNDO DO BAÚ...


Em tempos de arrumação aqui em casa e me desfazendo de coisas velhas, resolvi por fim a um móvel com baú que ficava ao lado da antiga cama do meu filho que hoje, aos 27 anos, mora sozinho. A cama já se foi há um bom tempo e o baú ficou.
Servia como depósito de tudo que já não era mais usado. Aquelas coisas que, no fundo, você sabe que nunca mais vai precisar, mas não tem coragem de jogar fora. Aí vai acumulando com a desculpa: “depois eu vejo isso” ou “depois eu decido o que fazer”. E os anos vão passando...
Bem, hoje foi o dia “D”... D arrumação e D jogar fora o que não preciso mais guardar.
Claro que precisei de ajuda, e meu filho arrumou um tempinho para isso, mesmo porque muita coisa ali era dele.
E o que seria uma simples operação de limpeza acabou, como eu já esperava, em uma “sessão nostalgia”.
Fotos antigas, livros e brinquedos velhos e muita, muiiita tralha...
O joystick que nunca funcionou direito, dos joguinhos de computador, foi direto pro lixo...
Já os bonequinhos dos Comandos em Ação (GI-Joe) e os da turma do Batman (aqueles que você pressionava as pernas e eles moviam os braços), todos em perfeito estado, foram separados e só mudaram de endereço – foram para a casa do meu filho. Ele também separou para levar alguns livros, o pote de bolas de gude e os times de futebol de botão que ele pretende trazer de volta à atividade.
Muito lixo depois, lá no fundo do baú, literalmente, encontrei algumas coisas minhas: meu livro do OBERG, curso de desenho, que durante algum tempo me deu a ilusão de que eu poderia vir a ser um desenhista profissional. Ali naquela apostila eu aprendi, passo a passo, a desenhar uma orelha, nariz, boca, olhos, cabelos... Depois, juntando tudo eu teria um rosto. Pelo menos essa era a teoria...


Exemplos das imagens da apostila.

Eu vivia com meu estojo de lápis HB, B, 3B, 6B... Um para cada tipo de efeito que se queria obter e cheguei a rabiscar algumas coisas. Pensei até em dar um passo mais ousado e comprar telas e tintas.
Mas depois de muitas aulas e muito treino passamos ao mais difícil: desenhar mãos e pés. Foi nesse ponto que eu percebi que a minha vocação talvez fosse para a fotografia...
Ainda bem que não comprei as telas...
Isso foi no final dos anos setenta.
Voltando ao baú, lá estava também a minha coleção de “As Anedotas do Pasquim”, em cinco volumes, comprados entre 1975 e 1978. Me proporcionaram boas risadas...


E, perdidas lá no fundinho, as derradeiras fitas cassete que ainda não tinham ido para o lixo.
Afinal não tenho mais onde ouvi-las, não tenho mais meu tape-deck e, além disso, hoje tenho em CD tudo o que está ali gravado.

Fitas k7 da Gradiente, BASF e TDK.


Detalhe da BASF Chrome Maxima, de ótima qualidade para os padrões da época.


Estas são as últimas que ainda mantenho virgens e lacradas na embalagem original.
Da esquerda para a direita: Scotch de 90 minutos; TDK SA-60, Super Avilyn, excelente fita de cromo, e a SONY UX-S, também de cromo e do mesmo nível da anterior.
Essas últimas vinham com um selo oval com os dizeres “Best For CD”.

Essas eu vou guardar de recordação, quanto às demais... Estou num momento de desapego.
Fiquei com esses itens apenas para poder fotografar e ilustrar este texto. Quando eu estiver publicando este post quase tudo já terá ido para a lixeira.


... Provavelmente.


(Desculpem a precariedade das fotos. Foram tiradas com o celular).

UPDATE (16/10/09): Lendo o comentário do Itiro percebi que o meu texto talvez dê uma idéia errada das minhas "habilidades" como desenhista. As imagens da apostila do curso eram impressas, não foram desenhadas por mim. Meus rabiscos não eram tão bons...

::: Relembrado por Paulo 7:02 PM

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Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Coleção de plásticos





No nosso tempo, no tempo em que o Duque de Caxias ainda brincava de cowboy, a gente arrumava sempre algum motivo para colecionar alguma quinquilharia: chapinhas de refrigerantes ou cerveja, figurinhas, selos, chaveiros, gibis... e plásticos, por exemplo. Pois é. Hoje falarei dos antigos plásticos, que num certo momento que nem sei precisar quando, viraram “adesivos”. Mas eu sou do tempo em que se chamavam plásticos e não tinham cola. Para grudar em alguma superfície lisa, era preciso molhá-los. Com água ou saliva.
Lembro que eles tinham um cheiro forte de amônia e vinham colados em papel transparente. Era só uma loja começar a distribuí-los que juntava uma petizada na porta, disputando a nova preciosidade.

Eu, como meus colegas da época, também colecionava plásticos coloridos. Uma vez, perdi uma porção deles. Caí na asneira de colá-los no pára-brisa do carro de um parente e, quando ele estacionou com o vidro abaixado, fizeram a festa. Ah, sim. Um outro modo de ampliar a coleção era afanar, passar a mão, surrupiar de carros, cujos motoristas dessem mole com o vidro abaixado. Naquela época se podia estacionar o carro para uma fugidinha num mercado ou numa quitanda e deixá-lo com os vidros baixos, para circular o ar, e não tinha um amigo do alheio para entrar e levar o veículo embora.

Com o tempo, acabei perdendo todo o resto da minha coleção de plásticos. Eram tão bonitos... Num sábado desses, fui na feirinha de antiguidades da Praça 15, aqui no Rio de Janeiro, e revi, numa banca (do meu amigo Caetano, de quem sou freguês), uma pasta cheia de plásticos da minha época. Reencontrei propagandas e lojas comerciais que há muito não mais existem.
Quem aí não se lembra do Flit, da Esso, que matava todos os mosquitos e outros insetos? Antes de dormir, minha mãe borrifava Flit com aquela bombinha manual pelos quartos da casa. Fechava a porta, a mosquitada caía durinha no chão, e a gente podia dormir sem ser chupado ou ouvir aquele zumbido característico.
E do Brylcreem? Aquela pasta branca que modelava nossos topetes. Era bem menos gorduroso que o Gumex. Eu usei os dois: primeiro o Gumex, e, tempos depois, o Brylcreem. (Como vocês podem ver, eu realmente sou antigo. Fui flanelinha no estacionamento de bigas do Ben-Hur...).

Alguém se recorda do Elefantinho da Shell, criado para fazer frente ao Tigre da Esso? E das lojas Cobrás? Essa cadeia de lojas se juntou a uma outra, a Tele-gel, criando a Brastel (“Na Brastel, tudo a preço de banana”), que faliu nos anos 80, num dos escândalos financeiros da época.
Na esquina da rua que dava acesso ao meu colégio ficava uma loja Bemoreira (grande concorrente do Ponto Frio). No final das aulas, eu sempre dava uma passadinha por lá para ver se tinham distribuído algum plástico do PEP (era uma sigla de campanha marketeira que significava “Preço E Prazo”). Tinha o bonequinho com roupa de várias cores.

Outra leva de plásticos que enriquecia nossas coleções era a de heróis do gibi. As revistinhas da Rio Gráfica vinham com selos na capa. Cada selo representava um certo número de pontos. Com cem pontos, a gente podia trocar por um plástico do Fantasma, Mandrake, Flecha Ligeira, Cavaleiro Negro, Nick Holmes, Brucutu, Búfalo Bill, Águia Negra... Com o sucesso dessa campanha, a Editora O Cruzeiro, que também editava gibis, lançou plásticos de seus heróis, como os Flintstones, Zé Colmeia, Dom Pixote, Pepe Legal...
Minha coleção de plásticos era grande. Pena eles terem se perdido nas mudanças ou nas arrumações de quarto posteriores. Hoje, além de valiosos nas feiras de antiguidades, eles seriam pedaços de saudade do tempo em que “só a cabecinha” era apenas o pedido que o carrasco fazia às vítimas da guilhotina.

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 1:38 PM

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Domingo, Setembro 13, 2009



O sonho não acabou...



Formaram o maior grupo musical de todos os tempos. Essa semana só se falou neles em toda a internet. Lançamento do box de todos os cds gravados pelo grupo remasterizados digitalmente e o lançamento do jogo Rock Band para vídeo game, no dia 09.09.09.

A trajetória dos Beatles começou no The Cavern Club, em Liverpool, e depois tomou o rumo do sucesso mundial. Ao longo de apenas poucos 8 anos, de 1962 a 1970, os Beatles mudaram para sempre a face do rock and roll, criando uma linguagem musical única e influenciando o comportamento da juventude de sua época, como ninguém havia feito antes. Esse fenômeno comportamental da década de 60 foi chamado de Beatlemania. Até hoje, nenhum outro grupo musical conseguiu reproduzir tal façanha. Depois de quase quarenta anos da divisão do grupo, as vendagens de discos continuam incríveis . O último lançamento, o álbum The Beatles 1, foi mais um sucesso, comprovando que a Beatlemania permanece viva... Portanto viva a Beatlemania!

O Grupo:
Paul McCartney nasceu em 18 de junho de 1942, em Walton Road Hospital, Liverpool.
John Winston Lennon nasceu em 9 de outubro de 1940, no Hospital Maternidade de Oxford Street, em Liverpool. Foi morto com 5 tiros, no dia 8 de dezembro de 1980, quando retornava ao Edifício Dakota, em Nova York, por um "fã" que, horas antes, havia lhe pedido um autógrafo.
Ringo Starr na verdade chamava-se Richard Starkey Jr., nasceu em 7 de julho de 1940, na casa de seus pais.
George Harrison nasceu em 25 de fevereiro de 1943, também na casa de seus pais, no endereço 12 Arnold Grove, Wavertree, Liverpool. Faleceu em 29 de novembro de 2001, vítima de câncer, na cidade de Los Angeles (USA).

Hoje em dia é difícil acreditar que quatro garotos da classe trabalhadora de Liverpool (cidade portuária situada no norte da Inglaterra) tenham conseguido influenciar tanto o mundo a ponto de fazê-lo girar em torno de si mesmos. Ainda mais, levando em consideração os bem mais de trinta anos que separam a geração atual daquela do início dos anos 70.

Entretanto, o grupo foi resistindo ao longo do tempo, moldando novas tendências de acordo com a sua ideologia transcedental. Para alguém que hoje, escuta pela primeira vez um álbum dos Beatles, sua música ainda chega a causar espanto. Revolver, Rubber Soul, Abbey Road e principalmente o Álbum Branco (The Beatles) são discos essenciais em qualquer lugar do mundo. E influencia tanto que, para quem ainda não sabe, a maioria das bandas e artistas atuais absorveram legados musicais de John, Paul, George e Ringo.

Foi uma das maiores paixões de minha vida, musicalmente falando. Ícones da minha adolescência. Sei que vou chover no molhado, mas duvido que alguém seja capaz de dizer que nunca ouviu suas músicas, ou que nunca tenha tamborilado os dedos ouvindo uma, ou que nunca tenha dançado juntinho ou separado, ou que não tenha acompanhado seu ritmo com os pés, ou que nunca tenha assobiado uma dessas músicas: Impossível, improvável, inegável... Tudo que é bom dura o tempo suficiente para que seja inesquecível.



Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 5:33 PM

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Domingo, Setembro 06, 2009

Memória Escolar, de novo



Citei num dia desses, as cartilhas da minha infância, do tempo em que, como diria o nosso amigo Marco, Tomé de Souza fazia campanha eleitoral para se tornar o Governador-Geral do Brasil.

Nem caneta existia. Bom, pelo menos era assim no primeiro ano do antigo primário. Só usávamos lápis. Tínhamos aulas de caligrafia, aprendíamos a rabiscar as primeiras letras num caderno pautado, com linhas traçadas para fazer as minúsculas e maiúsculas. Eu mais apagava do que escrevia, cada folha era uma obra de arte, que a dona Floripes, a professora sem nenhum senso artístico, achava horrível e me obrigava a fazer tudo de novo.

Aprendíamos um montão de hinos – o da Independência, o da República, o da Bandeira, o Cisne Branco e tudo mais que inculcava o espírito cívico bem cedinho nas cucas dos futuros cidadãos da nossa pátria.

Usávamos também, um alongador metálico, onde colocávamos o nosso lápis para usar até sobrar somente um toquinho. Começávamos a decorar a tabuada, usávamos papel manilha para encapar os cadernos, goma-arábica para trabalhos ou no meu caso, trapalhadas manuais, oportunidade para fazer mais sujeira.



No segundo ano, uma mudança brusca, aterradora. Tínhamos de escrever com caneta de pena! A gente comprava uma varetinha, a caneta porta pena, e na ponta encaixávamos penas de metal, que vinham em diversas espessuras e até fonts diferentes. Cada vez que escrevíamos algo, molhávamos a pena num recipiente de vidro que continha a tinta. Este vidrinho ficava encaixado num buraco bem no meio, na parte superior do banco escolar. Cada banco era divido por dois alunos. Já deu pra pressentir o drama que criava esse precário arranjo para alguém meio descuidado e meio desastrado? Não tinha um dia que não voltasse pra casa, sujo de tinta e camisas brancas manchadas. E nem o mata-borrão era de muita ajuda apesar de chupar um pouco da tinta em excesso. Infelizmente não existia Omo nem máquina de lavar roupa para aliviar a trabalheira da minha mãe.

Felizmente, a indústria de tintas estava de olho nesses desastres e criou um recipiente, uma latinha metálica que foi desenhada para não entornar a tinta, mesmo que derrubássemos a latinha. Não sei que nome tinha essa criação tecnológica, mas não deve ter tido um marketing muito eficiente pois tenho certeza que nenhum de vocês ouviu falar desse produto.

As coisas melhoraram um pouquinho quando ganhei uma caneta tinteiro Compactor. Gostaria mesmo era de ter uma Sheaffer ou uma Parker. Esta, era de uso exclusivo do meu velho, que acredito, deveria ser bem mais cara. Mesmo assim, acidentes aconteciam, os invevitáveis borrões, principalmente quando a tinta acabava e tinha que recarregar usando uma bombinha do tipo que se usa para conta gotas, depois de desenroscar o corpo da caneta.

Aqueles que tinham uma das canetas da marca Parker (21, 45, 51, 61 etc) usavam as tintas da Parker, que se chamavam Quink. A última novidade era a tinta azul real lavável. Aqueles que tinham uma Sheaffer, o que aconteceu comigo alguns anos mais tarde, teriam que usar a Skrip, que era a tinta fabricada para ser usada com a caneta. A vida não era tão simples nos anos 50 como todos vocês pensam!

Foi então que surgiu a salvação. Uma das maravilhas do século passado. A caneta esferográfica, que chegou nos anos 60, veio facilitar a minha vida escolar e depois, a profissional. E por tabela, a da minha mãe, que não precisava mais colocar uma tonelada de aguarrás nas camisas para tirar as manchas. Pelo menos, não com a mesma constância de antes...


Fotos tirados deste site, daqui e também daqui.


::: Relembrado por gaijin4ever 4:41 AM

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Sábado, Agosto 22, 2009

Viajando na maionese




Vamos brincar de fazer lista?
Admito que sou viciado nisso. Não posso ver uma lista de preferências que começo logo a fazer a minha. Sobre qualquer assunto.
Eu acho que todo mundo é assim, não é? A gente vê uma lista de alguém e nem que seja mentalmente já vai vendo o que concorda e o que discorda.
Pois então, como estamos num blog dedicado aos saudosistas de plantão, farei algumas listas de preferências em temas que envolvam assuntos do tempo em que o Mar Morto não estava nem doente. Pensei em fazer listas dos “10 Melhores”, mas vi que ficaria muito grande. Então vai ser o “As três mais”. Escolhi as categorias: música, cinema e TV e uns temas bem enlouquecidos, tudo com mais de vinte anos, é claro. Vamos lá?

Música
As três frases de música brasileira mais esquisitas:
1 - “Um olho cego vagueia procurando por um” (da música “Frevo Mulher”)
2 – “Me deixa de quatro no ato, me enche de amor” (da música “Lança-Perfume”)
3 – “Tira essa bermuda que eu quero você sério!” (da música “Como eu quero”)

Os três melhores do brega da Jovem Guarda:
1 – Ted Boy Marino cantando “Rapaz Moderno”

2 – Wanderley Cardoso cantando “Abraça-me forte”
3 – Bobby de Carlo cantando “Boneca que diz não”

Cinema
As melhores frases do cinema:
1 - “O grito do coração do artista ecoa por todo o mundo; eu quero apenas dar o melhor de mim” (do filme “A festa de Babette”)
2 - “Reúna os suspeitos de sempre” (do filme “Casablanca”)
3 - “Carpe diem. Aproveitem o dia, meninos. Façam de suas vidas uma coisa extraordinária” (do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”).

As três melhores comédias:
1 - Um dia nas corridas

2 - Deu a louca no mundo
3 - Um convidado bem trapalhão

Televisão
As três cenas mais ridiculamente engraçadas do seriado “Batman”:
1) Batman dançando um bat-twist

2) O Charada empurra Robin do alto de um edifício, Batman lança um batarangue, Robin apara com os dentes e é puxado. Depois diz: “Santos molares! Ainda bem que eu cuido dos meus dentes!”
3) Batman está pendurado numa bat-escada do bat helicóptero sobre o mar. Um tubarão morde a perna dele e fica preso. Robin grita: “Santas sardinhas!” e manda o bat-repelente de tubarão em spray para o herói.

Os três comerciais de TV mais inesquecíveis:
1) Casas Pernambucanas
2) Cobertores Parahyba
3) Baratinha Rodox


E aí? Querem fazer suas listas também? Escolham seus temas hilários e mandem bala! Vale qualquer coisa!

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 2:17 PM

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Sábado, Agosto 15, 2009

Abbey Road




Muitas coisas legais da minha época de mocinha estão fazendo quarenta anos este ano ou fizeram ano passado. Woodstock, Apollo 11 (a chegada do homem a Lua), álbum Sargent Peppers, Jovem Guarda, etc. Pena que eu mesma já não tenha mais 40 anos... Sábado da semana passada completou quarenta anos (8 de agosto de 1969) que a famosa foto da capa deste álbum (o mais vendido dos Beatles) foi tirada. Como toda a mídia comentou, gostaria de ter sido meu dia de postar. Mas aqui vou eu mesmo com uma semana de atraso...

Do lado de fora dos estúdios Abbey Road a sessão de fotos durou somente dez minutos. John, sempre apressado, só queria tirar a foto e sair logo dali. Eles deveriam estar gravando o disco e não posando para fotos idiotas, teria dito o beatle. A idéia da foto teria sido de Paul. Foram tiradas apenas seis fotos. Paul escolheu simplesmente a que achou melhor.

E esta foto foi objeto dos rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de moto. Apesar de sabermos ter sido uma inteligente jogada de marketing, a lenda ainda é assunto dentre alguns beatlemaníacos. Na capa do LP eles estão atravessando a rua em uma faixa de segurança a poucos metros do estúdio. A foto teria supostas ‘pistas’ que dariam força e forma à morte do ídolo.

Paul está descalço (fazia um calor absurdo e ele não estaria aguentando nada nos pés), fora de passo com os outros três companheiros, está de olhos fechados, tem um cigarro na mão direita (ele é canhoto), dentre outros tantos...

Para ver alguns indícios precisaríamos certamente de uma lupa. Como a chapa do fusca estacionado (beetle pra eles) teria LMW 281F – Lennon e McCartney was (Lennon e McCartney foram, eram – no sentido de parceria musical); ou segundo outra corrente Linda McCartney widower (Linda McCartney viúva). 28 if (se em inglês) – Vinte e oito anos se Paul estivesse vivo, depois constatado ser o número um. Haveria também um carro de defuntos (rabecão preto usado em funerais) estacionado próximo à faixa, e eles estariam atravessando a rua em direção ao cemitério perto de Abbey Road.

Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representariam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho denim).

Convenhamos que, se o Paul da capa fosse um sósia, seria um sósia também muito talentoso, pois esse grande disco e o restante de sua carreira revelam o grande artista que ele é. Para mim, sem sombra de dúvida. Sempre fui fã dele. Sem que ninguém soubesse disso, ele foi o genro que minha mãe pediu a Deus. Nem ele nem ela nunca souberam disso. Fazia parte do meu imaginário juvenil.



Link para webcam ao vivo no local da foto.

Mais informações, clique aqui.

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 6:13 AM

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Sábado, Agosto 08, 2009

Memória escolar







A grande mudança que ocorria quando saíamos da escola primária para entrar no ginasial eram os professores. Para cada matéria tinha um diferente. No primário era a mesma professora o ano todo até passar pro ano seguinte. A não ser que você repetisse de ano. Dona Floripes, dona Quininha, dona Rosária e dona Aparecida. Quatro professoras e mais o seu Rubens e a dona Janete no Preparatório ou Curso de Admissão, em quatro anos. E só.

Já na primeira série do ginasial tínhamos mais professores do que tivemos durante toda a nossa longa jornada pelo primário. Nunca fui aplicado, dedicado ou disciplinado nos tempos de escola. Gostava das aulas de Educação Física apesar do meu primeiro professor ter sido um militar meio relaxado que não levava as suas funções como mestre muito a sério. O segundo, foi o seu Joaquim, que dava aulas também no Senai de Marília. Esse sabia motivar os alunos! Promoveu torneios, trouxe o time de São Carlos para jogar basquetebol na nossa cidadezinha, nos ensinou a jogar handebol, fez o diabo. E sabia o nome de todos os seus alunos!

Eu gostava também dos desfiles com a fanfarra puxando o resto dos alunos, dos meus amigos recitando poesias no palco, na frente de todos, ver as demonstrações de ginástica rítmica em datas cívicas. Ah, sim, as lindas garotas com as pernas de fora, alunas da dona Zuleide, que eu observava acanhado e tímido, mas que os meus olhos não conseguiam desgrudar daquele espetáculo!

Do que mais me lembro? Dos uniformes caquis do ginasial – as meninas, mais elegantes com blusas brancas e saias plissadas em azul marinho. Das sabatinas, que não aconteciam aos sábados mas podia ser em outro dia qualquer. E dos livros! Os de Geografia eram de Aroldo de Azevedo, os de História de Joaquim Silva, os de Ciências de José Coimbra Duarte, os de matemática, onde me cansei de ficar para segunda época – o termo mais apropriado seria “segunda e última chance” - eram de Oswaldo Sangiorgi. Eu deixava os estudos para última hora, pois férias são férias e passava de ano raspando. Não sei se tinha a mão do meu pai nisso, prometendo ao lendário professor Zé Antonio que chamávamos de Vermelhão pelas suas costas, que eu iria ser mais aplicado no ano seguinte ou pelo meu próprio esforço, o que duvido...

Apesar do medo ou respeito que tinha pelos professores, no ginasial não houve ninguém que abusasse ou castigasse física ou verbalmente os alunos. Só fui ter um fascista como professor quando fui fazer o curso Científico no Colégio Aplicação em São Paulo. Era um professor de Física, recalcado que chamava todos os alunos de burro e berrava quando algum aluno não respondia às suas perguntas corretamente. Imagino como ele seria tratado hoje em dia se ousasse fazer isso com algum aluno... Depois daquele ano nunca mais quis saber de Física... Em compensação voltei a gostar de matemática graças ao professor Scipione Di Pierro Netto, que também dava aulas nessa escola.

Os livros didáticos devem ter sido passados para os meus irmãos mais novos, pois era uma prática comum na época, mas não tenho lembrança disso. Preciso checar com os meus brothers. Hoje o livros parecem revistas, de tanta ilustração, fotos, quadros e muitos etc. Assim, até eu viraria um bom estudante!

Você guardou ou ainda se lembra dos seus livros escolares ?

Nas fotos, algumas capas dos livros escolares do século passado que passaram pelas minhas mãos. Acho que não vai ter ninguém que se lembre dessas peças de museu...

Fotos retirados dos sites de sebos e daqui.

::: Relembrado por gaijin4ever 7:09 AM

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Domingo, Agosto 02, 2009

Memórias



Eu não tenho dúvida de que esse nosso Playground é realmente um lugar muito divertido. Às vezes me faz rir, às vezes me faz sonhar e às vezes até me emociona, mas sempre é uma viagem.
Há pouco a tv Globo transmitiu o show pelos cinquenta anos de carreira do Roberto Carlos... Muito bonito, por sinal. Não sou um fã ardoroso do eterno rei da Jovem Guarda, mas é inegável o papel que ele representa no cenário musical brasileiro.
Ele tem algumas composições das quais eu não gosto, de uma fase que eu considero meio brega e pouco inspirada. Perdoem-me os fãs, não quero estabelecer nenhuma polêmica, mas gosto é gosto e cada um tem o seu.
Por outro lado, há algumas pérolas que ele compôs, já na sua fase romântica, que me tocam e eu acho maravilhosas. Mas eu curti mesmo foi o período em que ele comandava o programa “Jovem Guarda” e dominava as tardes de domingo.
Na segunda metade dos anos sessenta, numa data que já não recordo, a cidade de Sorocaba/SP, a menos de 100 km da capital, ficou em polvorosa: o Rei Roberto Carlos ia se apresentar ali, no Ginásio de Esportes da cidade.
Eu era garoto, mas fui acompanhado pela minha avó que, além de fã de Roberto, fazia todas as minhas vontades. Minha avó tinha um espírito jovem e um pique invejável, e gostava das músicas e dos ídolos da juventude daquela época.
O ginásio lotou e, com algum atraso, Roberto apareceu no palco montado na extremidade da quadra. Vestia uma calça escura muito justa e uma camisa verde de gola alta. Naquele momento uma espécie de urro das primeiras centenas de pessoas que perceberam a sua presença, virou uma gritaria descontrolada. Roberto tentou agradecer e dizer algumas palavras, mas parecia que o ginásio viria abaixo, até que os primeiros acordes se fizeram ouvir. Roberto apresentou os seus maiores sucessos acompanhado por um coro de todas as vozes presentes.
Dali em diante RC dominou o espetáculo com muita simpatia e alguma timidez. Um jovem que ainda não tinha noção do que estava destinado a se tornar.
O show foi ótimo e tudo transcorreu em paz, ao contrário do que ocorreu no show do Erasmo Carlos, algum tempo depois em um clube no centro da cidade. Erasmo tinha fama de brigão e parece que reagiu às provocações de alguns jovens da cidade na saída do clube. E o pau comeu... Eu não estava presente e soube dos detalhes por alguns colegas que estavam por lá. Erasmo sempre fez mais o tipo “bad boy”.
Naquela época era comum os jovens do local ficarem enciumados com a euforia das meninas por rapazes da capital, mesmo que fossem ídolos da TV. Acho que até hoje ainda é um pouco assim, mas com muito menor intensidade.
Engraçado como, de repente, me lembrei de detalhes daquele show há muito esquecidos...
É como eu disse no início, o Play sempre me faz viajar...
__________


Ah... As respostas do meu último post, do dia 4 de julho, estão aqui. Confiram.

::: Relembrado por Paulo 7:17 PM

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Domingo, Julho 26, 2009

Cuidado com a serpente!





A festinha na casa do Jurandyr estava animada. Na madrugada, vitrola rolando um soul, tocando Al Green sem parar... (Clique aqui para ouvir também).
Os casais dançando coladinhos sob a luz negra que transformava todos os pardos em gatos. Subitamente, um grito:
- Aaaaaiiii!!! Assim, não! Isso não!
A Maria estava dançando com o Alcir quando começou a reclamar em altos brados. Ato contínuo, largou-o no meio do salão. O cara veio cabisbaixo para o lado em que eu e outros amigos estávamos. Na festa, aquele climão. Todos queriam saber o que tinha acontecido.
Alcir pegou um copo com cuba libre e ali, de perto, nós percebemos a razão do escândalo. O cara parecia que estava com uma garrafa de coca-cola no bolso. O vergalhão chegava a latejar, ameaçando furar a calça de tanta excitação.
Nossa primeira atitude foi debochar do Alcir, mas intimamente estávamos solidários com ele. Aquilo podia acontecer com qualquer um. As meninas olhavam para ele com cara de reprovação. O pobre indivíduo parecia trazer na testa a palavra “tarado” em neon. Na verdade, aquela era uma situação-pesadelo que todos nós, rapazes com os hormônios em ebulição, temíamos com todas as forças. Quando a gente tirava uma moça para dançar coladinho, tinha toda preocupação do mundo em conter os arroubos do “Sr. Pinto”. Especialmente se ela fosse: 1) desconhecida na área; 2) boazuda. A Maria se encaixava no quesito número 2.

Pois é. Quem não é do tempo dos Flintstones como nós, vai para a boate ouvir música bate-estaca e se acaba de dançar... sozinho. Nos bailes de nossa época, na maior parte do tempo, envolvíamos a dama nos braços e ficávamos naquele “dois pra lá, dois pra cá”.
E a gente dançava fazendo exercício de Yôga para não despertar a serpente. Porque, se ela acordasse e cutucasse a moça, certamente o cara seria largado no meio da pista de dança, com o drops na mão, quer dizer, nas calças. Eu tinha meus truques para manter a jibóia mansa, quando dançava com uma moça particularmente suculenta: mentalmente recitava a escalação do time do Flamengo e depois a dos outros times cariocas. Parece bobagem, mas isso aliviava a pressão e evitava que naquele roça-roça houvesse maiores oscilações com o material localizado entre a virilha direita e a esquerda. A não ser quando a moça estivesse a fim, o que era mais raro do que encontrar figurinha carimbada do Garrincha.

Tinha gente que fazia loucuras, com medo de não se conter. Noutro dia de bailinho, um cara para evitar problemas, foi ao banheiro e, com um pedaço de barbante, amarrou a cobra na perna. Não que ele fosse particularmente bem dotado, uma criatura ajumentada. Era só para o caso de não conseguir segurar a naja só com a força do pensamento...
Feito isso, foi tirar as moças para dançar despreocupadamente. Quando ele foi ao banheiro tirar uma água do joelho verificou, horrorizado, que o seu... er... bigorrilho estava roxo feito uma berinjela asfixiada! Mais um pouco e seria “perda total”!
Se a gente contar estas histórias para a mocidade atual eles vão rachar o bico de tanto rir, debochando da gente. Hoje em dia, meninas de 11 anos dão um malho no namorado, mas um amasso daqueles de fazer “O último tango em Paris” parecer desenho do Bob Esponja. E isso debaixo do sol, no meio da rua, na porta do colégio!
Desafortunadamente, as moças da minha época só deixavam a gente tomar alguma (pouca) intimidade quando a aliança estava na mão direita e o casamento marcado.

PteroMarco

::: Relembrado por Jack 11:31 AM

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Domingo, Julho 19, 2009

Homem na Lua




Hoje vou aproveitar o gancho da comemoração desta semana. Lembrei-me que vi a transmissão da primeira descida do homem à Lua. O primeiro passo de Neil Armstrong ao vivo pela TV. Acho que já era até a Globo... Exatamente! Parece até coisa de hoje em dia, shows ao vivo pela Internet, depois aparecendo no Youtube... E a Globo aqui no litoral paulista não pegava nem com a antena externa. Contraditoriamente me lembro nitidamente da imagem. Totalmente cheia de chuviscos...

A Globo pegava tão mal aqui na região que realmente foi quase uma odisséia desta jurássica ver os pés do astronauta descendo as escadas do tal módulo lunar da Apollo 11 (chamada Eagle). E além de tudo na TV do quarto dos meus pais que nem antena externa tinha (raridade também uma segunda TV na mesma casa). Uma anteninha interna da própria TV fez com que meus olhos até duvidassem do que eu estava tanto me esforçando para ver. E como sempre gostei de ficção científica, nada melhor do que ser testemunha ocular de um fato, para mim, tão importante.

Era dia 20 de julho de 1969. Quarenta anos atrás. Tarde, bem tarde da noite. E ainda hoje muita gente duvida de que aquilo realmente tenha acontecido. Que não foi uma encenação da NASA ou manipulação do povo americano. Eu vivi intensamente aqueles poucos minutos que pude ver aquelas sombras na pequena TV preto e branco portátil, sem antena externa no topo do telhado. Agora me bateu uma dúvida cruel: vi realmente ao vivo este fato inédito ou a lembrança que tenho são das incansáveis reprises do fato?

Saiba mais sobre o projeto Apollo neste link.

E se a Internet já existisse há quarenta anos? Acesse, é bem interessante!

Na Veja, aqui, muito legal...



Update: Aqui, o site da NASA.

Jurassic Jack

::: Relembrado por Jack 6:09 AM

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Domingo, Julho 12, 2009

Atrizes e Musas de Antanho



Confesso que às vezes sou rabugento. A Ruth, aqui do meu lado não concorda. Ela diz que sou rabugento o tempo todo. Resmungo por exemplo, que os filmes que entram em cartaz ultimamente são uma porcaria em 99% dos casos. Mesmo sendo pago, não iria ver uma boa parte deles.

Mas aí, revendo os meus gostos de quando mais jovem, percebo que estou sendo incoerente. Eu gostava dos filmes B, das pornochanchadas, dos filmes de Hercules, Maciste, os faroestes spaguettis e brasileiros, tudo que era lixo lá estava eu. Vivi curtindo tudo isso, na contra-mão dos meus colegas da Faculdade de Comunicações, que torciam o nariz para essas "obras primas". Mas reconheço que ia ver estes bagulhos de filmes por causa das atrizes. Ah, as atrizes! Elas não chegaram a ser uma Brigitte Bardot, Claudia Cardinale, Gina Lolobrigida ou Marilyn Monroe, mas fizeram a alegria de muitos adolescentes e marmanjos.

E para não cortar essa corrente de quizzes, vou colocar aqui, fotos de algumas dessas atrizes e pouco mais abaixo, uma pequena descrição de cada uma delas, aleatoriamente. Vocês terão que associar cada foto com os nome dessas atrizes. Fácil, fácil.







a) Mylene Demongeot – lembro que o meu velho era admirador dela também. Sabia das coisas, o meu pai... Mylene apareceu em filmes como A Vingança dos Três Mosqueteiros (1961), Fantomas (1964). Nos Estados Unidos fez o Bonjour Tristesse dirigido por Otto Preminger junto com Jean Seberg, David Niven e Deborah Kerr. Continua na ativa.

b) Sylva Koscina (1933-1994) iugoslava, natural de Zagreb fez a sua carreira na Itália, fazendo papéis como a da Iola, a noiva de Hércules (1958) que era o Steve Reeves. Faleceu de câncer nos seios.

c) Marlene Jobert (1940-), atriz francesa que contracenou com Charles Bronson no O Passageiro da Chuva (1969). Hoje escreve livros. Mãe da atriz Eva Green, a que fez um dos últimos filmes de James Bond, o Cassino Royale.

d) Rossana Podesta uma italiana nascida na Líbia ficou famosa pelo seu papel de Helena, em Helena de Tróia (1956). Fez também Ulisses com Kirk Douglas. Ela não falava um pingo de inglês e tinha um voice coach que fazia decorar as falas, sem entender nada do que estava dizendo.

e) Helena Ramos (1953-), particpou de mais de 20 filmes nas décadas de 70 e 80, na sua grande maioria pornochanchadas. Fez algumas telenovelas.

f) Claudette Joubert (1951-), ou Creodete Carvalho Moreira, começou com Vera Fischer no filme Sinal Vermelho – As Fêmeas (1972) de Fauzi Mansur. Foi a musa e esposa de Tony Vieira com quem fez um monte de faroestes e policiais brasileiros.

g) Aldine Muller (1953-), uma das minhas musas prediletas da pornochanchada. Tem uma lista imensa de filmes nas suas costas. Hoje, do Partido Verde, foi candidata a vereadora de São Paulo.

h) Jean Seberg (1938-1979) fez sucesso na Europa, mas era uma americana de Iowa. Teve uma vida turbulenta e sua morte não é muito bem explicada. Ela estava na lista negra da FBI por suas simpatias com o Black Power. Faleceu (suicidou-se, de acordo com dados oficiais) em Paris, dentro do seu carro, de overdose. Só a título de curiosidade, enquanto escrevo isto daqui, estou com a minha tevê ligada que está exibindo o Paint your Wagon (1969), um faroeste musical (!!!) em que ela atua junto com Lee Marvin e Clint Eastwood.


Fácil não é? Para conferir as suas respostas, dê uma visita nos comments da próxima semana, ou se não quiser esperar, siga os links das fotos.



Fotos tiradas daqui:
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::: Relembrado por gaijin4ever 8:07 AM

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Sábado, Julho 04, 2009

PLAYGROUND É PRA BRINCAR...

Partindo dessa premissa, vamos dar continuidade às brincadeiras. Pelo menos até a inspiração ressurgir e eu conseguir escrever algo.
Mas acho que talvez eu esteja exigindo demais da memória dos amigos frequentadores aqui do Play, perguntando sobre artistas do século passado ou filmes da época em que os cinemas ainda eram na rua e nem existiam shoppings.
Talvez apelando para a memória visual fique mais fácil.
Então vai ser simples: eu coloco a foto do artista e vocês dizem o nome do dito cujo. Fácil, né?
As fotos abaixo, acreditem, são de figuras conhecidas nacional e/ou internacionalmente.
Só que, pra não facilitar demais, busquei fotos de antes da fama. BEM antes da fama... Tipo álbum de família.
Então vamulá, de quem são essas carinhas fofinhas?

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As respostas estarão aqui na minha próxima postagem.

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Respostas do meu último post (08/06):

1 – Nora Ney;
2 – Cauby Peixoto;
3 – Toni e Celly Campello;
4 – Os Terríveis;
5 – Moacyr Franco;
6 – Fábio Jr.;
7 – Essa foi uma "pegadinha", dentro da brincadeira. Uncle Jack era o nome de um grupo cujo vocalista era ninguém menos que... Fábio Jr.;
8 – Jessé;
9 – Michael Sullivan;
10 – Morris Albert.


::: Relembrado por Paulo 10:44 PM

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