![]() |
|||||
|
Seqüência dos Dinos ::primeira semana:: ::segunda semana:: ::terceira semana:: ::quarta semana:: ![]() ![]()
Sítio Arqueológico ![]() template by te odeio |
"Se rugas têm de ser escritas na testa, não permita que se inscrevam no coração. O espírito jamais deve envelhecer" James Abram Garfield Sábado, Julho 02, 2011 Extintos e Obsoletos LIGAÇÕES TELEFÔNICAS![]() “Telefonissstaaaa!” “Pode fazer uma ligação? 2-9369” Era assim. Nada de discagem automática. Pedia-se à telefonista que fizesse a ligação para o telefone com que se desejava falar. Pouca gente possuía telefone em casa. As linhas pertenciam ao assinante e existia um comércio para elas. Os preços eram exorbitantes e pouca gente conseguia comprar sua linha. Falar de São Paulo para o Rio de Janeiro era uma epopéia. Pedia-se à telefonista a ligação, de manhã, e conseguia-se falar à noite, em uma ligação péssima, cheia de ruídos, quando a ligação não caia. Eram os tempos da velha CTB, a Companhia Telefônica Brasileira. Aos poucos o sistema telefônico foi se modernizando. As ligações passaram a serem feitas pelo sistema de discagem, sem auxílio da telefonista. Inclusive os interurbanos. Em São Paulo, a última estação a adotar o sistema de discagem foi a da região da Avenida Paulista, ainda apenas uma enorme avenida com seus palacetes senhoriais. No início dos anos 60, o grupo de rapazes foi passar férias em uma fazenda, no lugarejo chamado Eleutério, próximo a Itapira/SP. As meninas do lugar ficaram em polvorosa, com a possibilidade de arrumarem namorados da capital. Até um bailinho foi organizado, com músicas tocadas em uma velha vitrola. Cada um dos rapazes já se engraçou com uma menina, naqueles namoricos inocentes próprios da época. PS... reclamou da sua: “É completamente morta e burra! Não abre a boca! Tentei falar de tudo com ela e ela não responde. Tentei até falar de futebol. Não sabe falar nem do Corinthians!” Mas, o I... se superou. Foi se engraçar logo com a irmãzinha da telefonista. Acontece que, em São Paulo, ele havia começado a namorar, “namora sério” como se dizia na época, com a N. Alguém brincou que iria contar para ela e ele se apavorou. No dia seguinte, ele resolveu se adiantar, antes que alguém desse com a língua nos dentes. E lá se foi para a loja onde nos fundos, estava instalada a Telefônica. Entrou na cabine e pediu à telefonista que fizesse a ligação para São Paulo. E explicou para a amada que o grupo todo havia conhecido umas meninas, mas ele, sério, não conversara com nenhuma delas, Afinal, ele a amava e não iria fazer uma coisa dessas. Nisso, a telefonista entrou na conversa: “Eu estou escutando tudo! Vou contar para minha irmã!” Gentes, tempos bons! Telefone era usado quando necessário. Ninguém ficava estressado por não ter telefone. Depois, surgiram os celulares. Hoje, dificilmente se encontra alguém que não tenha o seu. Celular faz de tudo: envia e-mail, fotografa, filma, permite que as pessoas fiquem acionando joguinhos, serve de lanterna, tem calendário, ouve músicas, vê imagens em raio-X, serve de despertador, recebe montes de spams da operadora, e até serve para fazer ligação telefônica. Talvez, um dia, venha a servir de geladeira, churrasqueira, e assim por diante. Meu primeiro celular não é dos primeiros. Levei alguns anos até aderir à novidade. Mesmo assim, ainda era enorme e só tinha duas funções: fazer ligação telefônica e ser atirado na cabeça de alguém que me ofendesse, se bem que isto oferecia o perigo de ferir gravemente o opositor, dado o peso do aparelho. “É da padaria?” “É, sim senhora.” “Aqui é da casa do seu W... Queria encomendar algumas pizzas, refrigerantes e cervejas.” “Pode falar que eu estou anotando. Posso por tudo na conta mensal?” “Por favor!” No dia seguinte, a filha do seu W... comentou com minhas irmãs: “Ontem à noite havíamos saído e chegou uma enorme encomenda da padaria. A empregada não sabia o que era e recebeu. Quando chegamos, encontramos uma porção de pizzas, refrigerantes e cervejas. Meu pai ficou uma fera e levou tudo de volta. E fez a maior briga com o dono da padaria.” Minhas irmãs, logicamente, demonstraram grande espanto com o ocorrido. Por dentro, entretanto, morriam de rir ao saberem o resultado do “trote” que haviam passado. JFLintstone ::: Relembrado por Jack 6:22 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: ![]() De alguns anos para cá, quando abro os jornais no noticiário político, não sei porquê, lembro de uma antiga série de filmes que assistia na TV a lenha de meu tempo de garoto. Eu vejo os noticiários ouvindo mentalmente um prefixo que dizia assim: “A Screen Gems apresenta mais uma sessão de bom humor e gargalhadas com Os Três Patetas! O trio mais biruta da tela nos divertirá hoje com a comédia; “Tem aloprado no dossiê”. Versão brasileira AIC, São Paulo”. Durante um bom tempo de minha infância, eu os assistia na TV Globo, durante o almoço, quando já tinha retornado do colégio (lá pelos idos de mil novecentos e não vem ao caso...). Soube que de 1958 para cá, nunca deixaram de serem exibidos na televisão americana. São mais de 50 anos ininterruptos. Aqui no Brasil, essa longevidade não é tão granítica assim. Até um tempo atrás, “o trio mais biruta da tela” passava no TCM. Não sei se ainda está passando. Contar a história dos Três Patetas é extremamente fácil e difícil ao mesmo tempo. Tenho tantas informações sobre eles que fariam este post ficar quilométrico. Vou ter que selecionar. Embora eles tenham sido sempre “Três”, na verdade, os Patetas foram seis: Moe, Larry (ambos presentes em todas as formações do grupo), Shemp, Curly, Joe e Curly Joe. Eles começaram a carreira na formação Moe, Larry e Shemp, aliados ao comediante Ted Healy, fazendo números em shows de variedades, até chegarem à Broadway e ao cinema. Eram “Ted Healy and the Rocketeers”, às vezes também se apresentando como “Ted Healy and his Gang”. Fizeram o filme “Soup to Nuts”, onde os três malucos se destacaram com seu humor absolutamente louco. Fizeram também participações em filmes da Metro-Goldwin- Meyer ao longo dos anos 30.
A 20th Century Fox quis contratá-los sem Ted Healy (na foto, com eles), que manobrou nos bastidores para o contrato não sair. Eles deixaram a parceria com o invejoso e seguiram em carreira-solo, se apresentando em boates e casas noturnas, com enorme sucesso. O humor deles era absolutamente inédito na época. Moe, fazia o líder, que era o mais esperto; Larry, o trapalhão um pouco mais sabido do que Shemp, o doidivanas total. Eles usavam muito o humor físico, a partir de pancadaria generalizada entre eles. Como se apresentavam em Teatros e boates, para que a piada funcionasse, Moe tinha que descer o braço com vontade para estalar e fazer barulho. Shemp, o que apanhava mais, sempre se incomodou com isso, além de não saber exatamente se queria ser artista. Um dia, pediu para sair, sendo substituído em família (Moe e Shemp eram irmãos) pelo caçula Jerome, que entrou no grupo como Curly. Esta formação foi a melhor e mais famosa do grupo. Com ela, chegaram à Columbia Pictures, onde rodaram um sem-número de “comédias de dois rolos”, episódios de 15 minutos que posteriormente chegaram à televisão, pela divisão televisiva do estúdio, a Screen Gems. Na Columbia, eles conheceram uma máquina de efeitos sonoros, que fazia a trilha de ruídos para a pancadaria deles. Moe já não precisava baixa a porrada com vontade. Apresento agora, um rápido resumo biográfico de cada pateta.
Moe Howard nasceu Moses Harry Horwitz, em 19 de junho de 1897, em New York. Tinha quatro irmãos, mas os dois mais velhos não quiseram nada como mundo das artes. Moe, aos 11 anos, se apaixonou pelo cinema e Teatro, decidindo tornar-se ator. Fez algumas pontas em filmes, mudando o sobrenome para Howard por ser mais fácil de ser pronunciado. Em 1912, juntou-se ao amigo Ted Healy para fazerem dupla em show de variedades. Em 1922, seu irmão Shemp uniu-se a eles e posteriormente, Larry também, fazendo parte do número com Ted Healy. Era o mais ajuizado do grupo, tornando-se de fato o líder deles. Casou-se com Helen Schomberger (prima do mágico Houdini), com quem teve os filhos Joan e Paul. Morreu em 4 de maio de 1975, de câncer no pulmão (ele fumava bastante). *
Larry Fine tinha por verdadeiro nome Louis Feinberg, nascido na Philadelphia, em 5 de outubro de 1902, o mais velho de quatro filhos. Desde pequeno era um verdadeiro trapalhão, sempre propenso a se acidentar. Certa vez, derramou ácido no braço e para fortalecer a musculatura do membro ferido começou a tocar violino, o que fazia muito bem. Foi lutador de boxe amador também. Entrou para o show business como violinista e comediante, quando encontrou Ted Healy e Moe, juntou-se a eles em seu número. Casou-se com Mabel Haney, em 1927, que lhe deu os filhos John e Phyllis. Era viciado em jogo. Perdeu fortunas nas corridas de cavalos. Em várias ocasiões, recorria a Moe que o ajudava, pagando suas dívidas da jogatina. Por conta deste seu vício, costumava se atrasar nas filmagens e vária vezes teve que ser procurado nos cassinos e hipódromos para ir aos estúdios filmar. Em 1970, sofreu um derrame que o paralisou de um lado e o fez encerrar a carreira. Em 1974, teve outro, vindo a falecer em 1 de janeiro de 1975. *
Shemp Howard recebeu ao nascer o nome de Samuel Horwitz, em 17 de março de 1895, no Brooklin/NY. Era um ano e meio mais velho que seu irmão Moe. O apelido Shemp era por conta de como sua mãe, que tinha forte sotaque judeu e ao chamá-lo de “Sam” parecia “Shemp”. Era um trapalhão de verdade, tendo se metido em várias encrencas. Foi encanador, entregador de jornais até entrar para o Teatro de variedades e fazer parte do número com Moe e Ted Healy. Entrou e saiu do grupo várias vezes, mas sempre esteve envolvido com Teatro e cinema. Casou-se em 1925, com Gertrude Frank, com quem teve o filho Morton. Voltou a ser um Pateta com a doença de seu irmão Curly. Ao retornar para casa, depois de ter assistido a uma luta de boxe, teve um ataque cardíaco fulminante dentro de um táxi, ao acender um charuto. Isso em 23 de novembro de 1955. *
Curly Howard era o filho caçula da família Horwitz. Seu verdadeiro nome era Jerome Lester Horwitz, tendo nascido em 22 de outubro de 1903, em New York. Entrou para o grupo quando Shemp desistiu de ser um Pateta, no número com Ted Healy. Tinha cabelos fartos e um enorme bigode. Teve que raspar ambos, para compor o personagem Curly do trio, e isso o deprimiu por achar que não mais agradaria às mulheres, o seu grande fraco. Era o verdadeiro gênio do humor no grupo. Vários especialistas estudam seus filmes até hoje. Sua marca registrada, aquele “niak, niak, niak”, seguido dos tapas no próprio rosto e dos passinhos rápidos, aconteceu por ele não se recordar de suas falas e ter que improvisar. Muitos humoristas o imitaram descaradamente. Casou-se diversas vezes, a primeira com uma mulher que arranjou quando estava bêbado e que ninguém nunca conseguiu descobrir como se chamava. Casamento anulado, uniu-se a Elaine Ackerman, com quem teve a filha Marylin, depois com Marion Buchsbaun, com quem também se divorciou (e lhe levou metade dos bens) e por último com Valerie Newman, com quem teve uma filha, Janie. Era um bon vivant. Comia, bebia e fumava em quantidades industriais. Teve um primeiro derrame em 1946, tendo que se afastar dos Patetas. Depois teve vários outros até falecer em 18 de janeiro de 1952. *
Joe Besser substituiu Shemp quando este faleceu. Era nascido em 12 de agosto de 1907, no Missouri. Era judeu como Moe (e Curly e Shemp) e Larry, o que significa dizer que a maioria das formações dos Patetas era de comediantes de origem judaica. Em 1920, entrou para o entretenimento como assistente de mágico em um circo. Foi casado com Erna Kay. Ao entrar para o grupo, exigiu não apanhar como os demais no que foi atendido, mas tirava muito da graça do trio. Seu personagem era um tanto delicado demais para os Patetas. Acabou saindo para fazer carreira-solo. Foi o dublador do desenho animado da Jeannie, onde fazia o personagem “Babu”. Morreu dormindo em sua casa, em 1 de março de 1988. Tinha escrito o livro “Once a Stooge, Always Stooge”. Só dois amigos foram ao seu enterro. *
Joe deRita, o “Curly Joe”, nasceu Joseph Wardell, na Philadelphia, em 12 de julho de 1909 em uma família de artistas. Foi ator desde muito pequeno, tendo atuado em diversos filmes e feito excursões com Bing Crosby, entretendo soldados durante a guerra. Quando a Columbia encerrou o seu departamento de curtas, o primeiro Joe não quis sair pelo país se apresentando em Teatros ou onde pudessem. Então Moe e Larry chamaram deRita para substituí-lo. Ele atuou em seis longa-metragens com os Patetas. Era casado com Jean Sullivan. Faleceu em 3 de julho de 1993. Em seu túmulo há a inscrição: “Ele foi o último Pateta”. *
Há muitas curiosidades envolvendo o trio mais biruta do planeta. Acho que a mais interessante aconteceu num intervalo entre as apresentações que eles faziam numa casa de shows. Os três jogavam cartas, quando Shemp começa uma discussão com Larry. Este encerra a briga enfiando dois dedos nos olhos do outro, sob gargalhada dos demais presentes. Logo este recurso se incorporou ao arsenal de loucuras do grupo. Neste mesmo dia, Moe estava passando pelo camarim de um dos atores da trupe quando viu uma torta sobre a mesa. Pegou-a, subiu num ponto alto do camarim e jogou-a na cabeça de Larry. Como os presentes começaram a rir, incluindo o dono da torta, Larry pegou o que sobrou a torta e iniciou uma batalha no camarim, com um jogando bolo na cara um do outro. Nascia ali o gênero comédia-pastelão que foi usado e abusado pelo trio em seus filmes e depois ganhou o mundo em trocentos outros filmes e programas de TV. *
A marca “Os Três Patetas” ainda é muito forte no mundo. Teve desenho animado, gibi e o escambau... Quando eu estive em New York, pude ver que as lojas de souvenires têm zilhares imagens e bonecos do trio. Acho que só vi mais de Charlie Chaplin. Nem Elvis ou os Beatles tem mais produtos com suas imagens do que o trio mais biruta do planeta. PteroMarco ::: Relembrado por Jack 6:20 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Quarta-feira, Fevereiro 16, 2011 Camisaria A Capital - Clipper - A Exposição - Lojas Garbo Terça-feira, Dezembro 21, 2010 A primeira Terça-feira, Novembro 16, 2010 John LennonSerá mesmo que o sonho acabou? Alguns acham que sim, pois dois dos quatro rapazes já se foram pro andar de cima. Outros nos mandam tentar achar e comprar na padaria mais próxima... Sempre bom relembrar tudo de bom que o quarteto de Liverpool proporcionou ao mundo em termos musicais. Os “meninos” me deram o mote quando li seus posts há umas semanas atrás. Ando completamente sem tempo e o blog está quase morto (acho que quase todos estão). Mas quando se fala em aniversário de 70 anos de John Lennon, a gente entra no túnel e é quase que como se esse enorme tempo não houvesse passado. Então tentei arrumar um tempinho pra voltar a escrever (pelo menos este post). Mês passado, se fosse vivo, John Lennon completaria setenta anos. Difícil imaginar como ele seria hoje. Será que teria se tornado um velhinho rabugento e burguês ou estaria doente ou já teria morrido de outra causa? Se tivesse vivido mais tempo acho que, como ele sempre foi muito inteligente e criativo, seria um ativista de causas nobres e sociais. Mas isso são conjecturas e uma visão de uma beatlemaníaca fanática. Tá bom, ele nem era meu beatle favorito, mas lembro bastante nitidamente do dia de sua morte. As notícias começaram a chegar ao Brasil já pela manhã e eu trabalhava à tarde nessa época. Lembro de estar pronta pra sair pra deixar meu filho na casa da avó pra eu ir pro banco. Lembro também do meu olhar totalmente incrédulo diante da TV. Incrédulo e amargurado. Ainda restava uma fugaz esperança de que eles talvez um dia superassem suas dificuldades e diferenças e tentassem tocar juntos novamente. Difícil foi desligar e sair. As notícias àquela época não tinham a velocidade monumental de hoje em dia quando, por exemplo, a morte de Michael Jackson foi noticiada e voou pela internet como um foguete. Mas já era 1980. Vou tentar recuperar um pouco desse sonho nesse próximo domingo. Ganhei o ingresso e vou ver Paul McCartney em São Paulo. Um sonho vai se realizar em parte depois de mais de 45 anos de espera e idolatria! Não vejo a hora, estou contando os dias e tentando segurar a emoção, que sei vai ser imensa! Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 10:39 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Terça-feira, Outubro 05, 2010 Long Live the King, Nat King Cole! MarvinLá vamos nós para mais um varandão da saudade. Uma vez, no tempo em que Colombo soltava barquinhos de papel na chuva, estávamos na varanda da casa do Jurandir, numa de nossas tradicionais festinhas movidas a cerveja, batida de (Q-suco de) pêssego e “calcinha de nylon” (parêntesis: cachaça, leite condensado e groselha. Fecha parêntesis). Eu era o “didjêi”, como se diz modernamente, ou discotecário, como se dizia naquela época. Estava botando a moçada para se sacudir ao som de “Barrabás” (“Woman”) e Paul McCartney & Wings (“Love is Strange”), quando percebi que a pista estava esvaziando. Alcir, meu “Obi Wan Kenobi” em termos musicais, veio correndo, tirou um certo compacto da capa e botou pra tocar. A pista rapidamente se encheu, com a moçada dançando bem agarradinho. Era o que eles queriam. A música era “Don’t mess with Mr. T”. O cantor, um certo Marvin Gaye.
Acho que vale a pena recordar esse grande cantor e compositor. Marvin Pentz Gaye, Jr. nasceu em Washington D.C., no dia 2 de abril de 1939. Era o filho mais velho de um pastor evangélico, que criou seus 4 filhos com extrema severidade. Bastava um deles cometer a menor falta que o couro comia e feio. Não demoraria para Marvin se revoltar contra aquela pancadaria generalizada.
Foi na igreja onde o pai pregava que ele tomou contato com as primeiras manifestações musicais, junto com seu irmão Frankie e suas duas irmãs menores Jeannie e Zeola. A sua relação com seu pai (veja a foto do boneco à direita) seria marcantemente problemática para o resto de sua vida. Logo que deu baixa no Exército, tornou-se cantor, viajando junto com o roqueiro (jurássico) Bo Diddley. Resolveu seguir para Detroit e se juntou a Harvey Fuqua, do “Harvey and the Moonglows”. Era a época de um gênero conhecido como “Dop-Woo” (baladas melosíssimas, normalmente com corinhos do tipo “tchu-tchu-tchurúúúúú...”) e Marvin vai ser um dos poderosos neste estilo. No que ele conheceu Berry Gordy, Jr., o criador do “Motown Sound”, aí foi nitroglicerina pura! Marvin entrou para a “Fábrica de sucessos” e a máquina registradora não parou de tilintar. Seu primeiro grande sucesso na Motown foi “Soulful Moods of Marvin Gaye” (1961), seguido por “That Stubborn Kinda Fella” (1963). Nesse momento, o cara já era considerado o novo Nat King Cole. Em 1964, o compacto simples que gravou com Mary Wells, intitulado “My Guy” subiu nas paradas feito foguete, disputando o primeiro lugar com quatro rapazes ingleses de Liverpool que estavam lançando “I want to hold your hand” nos USA. A partir dali, Marvin virou o maior vendedor de discos da Motown Records. Ah, sim. Virou cunhado do dono da gravadora também, pois casou-se com Anna Gordy, irmã de Barry, em 1961.
Todos os críticos são unânimes em apontar o seu álbum “What’s Goin’ On”, de 1971, como seminal em sua carreira. Seria possível dizer que ali estava um LP conceitual, como o fora o “Sargeant Pepper’s Lonely Heart Club Band” dos Beatles. No seu disco, Marvin falava de Meio Ambiente na belíssima “Mercy Mercy Me (The Ecology)” (aliás, a primeira vez que eu li a palavra ecologia na minha vida), da vida urbana nos USA em “Inner City Blues (Makes Me Wanna Holler”, da guerra do Vietnã na canção-título,... Um espanto naquela década de coisas espantosas que viriam a seguir. Vejam um trecho da letra de “What’s Goin On” (“O que está acontecendo”): Mãe, mãe Há muitas de vocês chorando Oh, irmão, irmão, irmão Há muitos de você morrendo em lugares distantes Tudo bem Vocês sabem que temos de achar uma saída Para trazer alguns destes seus amados aqui hoje. Ainda nos anos 70 ele faria um grande disco e participaria de outro que podem se situar entre os melhores do período. O primeiro foi o “Let’s Get it On” (1973). O segundo, “Diana Ross & Marvin Gaye”. Começo pelo segundo. Juntar duas das melhores vozes negras da América foi um achado daqueles de fazer o executivo que teve a idéia ganhar estátua na gravadora. E com aquele repertório ainda por cima... Pelo menos três músicas estouraram nos píncaros das paradas de sucesso: “You are Everything”, “My Mistake” e a fantástica “Stop! Look! Listen”. Esse rapaz que vos escreve já atraiu muitas fêmeas de encontro ao corpo ao som desta música...Ah, meus tempos!
Sobre o “Let’s Get it On”, nossa! chego a ver nesse momento meu amigo Alcir alucinando com essa música estourando pelos alto-falantes do seu aparelho de som Grundig... A música-título do disco é de uma sensualidade extrema. Na letra, imagina um cara cantando a moça, chamando ela para fazer saliência com palavras como: Eu tenho tentado, baby, Tentado esconder meus sentimentos por muito tempo E se você sente o que eu sinto, baby Vem, ah, vem Vamos fazer... Ah, meu bem, vamos fazer... O seu sucesso aumentava e sua vida pessoal descia ladeira abaixo. O casamento com Anna Gordy foi para o espaço. Ele conheceu e se casou com Jannis Hunter, com quem teve os filhos Frankie e Nora Gaye. Em 1982, ele saiu da Motown e foi para a Columbia, onde lançou o álbum “Midnight Love”, que vendeu dois milhões de cópias, incluindo a explosiva “Sexual Healing”. Mesmo com todo sucesso (ou exatamente por causa dele...), sua vida pessoal não andava nada bem. Entrou na espiral maligna das drogas, consumindo cocaína em quantidades industriais. Cheirou tanto que já não conseguia compor ou cantar . Tomado por imensa depressão, tentou o suicídio diversas vezes. Ele adorava a mãe, mas odiava o pai, provavelmente como herança dos maus tratos da infância. Por conta disso, começou a espancar o velho sempre que se irritava ou se drogava, não necessariamente nessa ordem. Até que em uma discussão com seu pai, em primeiro de abril de 1984 (ironicamente, um dia após ter completado 45 anos), a eterna divergência entre eles teve fim. Marvin, o pai, atirou em Marvin, o filho. E a música popular universal perdeu um grande artista.
Fico só imaginando as relações entre estes dois em vidas passadas. A solução do conflito entre pai e filho estava num trecho da canção “What’s going on”. Era só ambos terem prestado atenção: Pai, pai Nós não precisamos ficar tensos Olha, guerra não é a solução Só o amor pode vencer o ódio Você sabe que temos que descobrir um caminho Para trazer um pouco de amor para os dias de hoje. PteroMarco ::: Relembrado por Jack 10:08 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Anáguas e combinações![]() Sou de um tempo bastante distante onde havia mulheres e meninas “dinossauras” que usavam coisas do arco da velha. Algumas delas acho que nem existem mais hoje em dia. Sutiã de bojo somente Madonna tornou a usar em suas apresentações, mas de uma forma exagerada e grotesca (e sexy talvez). Não se podia revelar nada de nossa intimidade, curvas ou sombras, assim sendo, combinações e anáguas faziam parte do vestuário normal e diário. Tudo devidamente escondido, sem transparências ou saliências. Fora as luvas. Ainda vi um restinho desse tempo. Depois luvas ficaram restritas para dias frios em locais gelados ou algum evento importante tal como uma cerimônia de casamento, por exemplo. Lembro também das anáguas com armação de barbatana (aquilo mesmo que se usava também nos colarinhos masculinos) e enchimento que usei muito quando pequena, felizmente só em ocasiões especiais, pois aquilo pinicava e perturbava demais! Fazia parte da minha vestimenta de ir para a escola, uma meia combinação, que seria quase uma camisette dos dias de hoje, que colocava por baixo da blusa do uniforme que era de tergal branco, para ninguém enxergar a cor do sutiã. A última vez que vesti uma anágua foi no dia do meu casamento. Como o tecido era leve e fininho, precisava de um certo volume. Claro que o vestido era forrado, mas precisava de um certo ar elegante e pomposo por isso concordei com uma anágua de nanzuque (se a memória já não está me falhando, acho que era esse o nome do tal tecido do forro). As vestimentas mudaram muito nos dias de hoje, graças a Deus. A grande maioria das pessoas não é mais escrava da moda e dos costumes. Bom, eu pelo menos acho que não sou! Tornei-me uma pessoa bem despojada no modo de vestir, e acho que a calça jeans e camiseta foram uma das melhores invenções da humanidade. Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 11:47 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Sexta-feira, Agosto 06, 2010 Livros de Gente Grande Meninos, eu viAntigamente, ir ao cinema era certeza de prazeres e delícias independente do filme que estava em cartaz. Mesmo que no final das contas o bangüê-bangue, capa e espada, policial, terror, ou que tivesse passado na tela fosse ruim, sempre havia o Canal 100 para salvar o programa. Era um complemento da programação. Tinha o jornal chamado “Atualidades Atlântica”, com cenas de festas ou fatos de semanas antes. Mas o que contava mesmo era ver em câmera lenta jogadas mirabolantes do jogo em foco no Canal 100, produção do Carlinhos Niemeyer. Eu nunca apareci no Canal 100, embora estivesse sempre na geral do Maracanã, nos anos 70 e 80, quando ainda tinha esses filmetes passando na programação dos cinemas. Acho que os camera-men preferiam as figuras exóticas que volta e meia surgiam na tela. Mesmo tendo ido ao Maraca, a gente adorava rever o jogo no Canal 100, onde víamos o que não tinha sido percebido antes. O cinema vibrava quando soava aquela musica tão conhecida: “Na cadência do samba”, tocada por Waldir Calmon e sua orquestra. Muita gente chamava a música de “Que bonito é”, por conta da letra que fizeram posteriormente: “Que bonito é As bandeiras tremulando A torcida delirando Vendo a rede balançar”
Para ilustrar este post, escolhi um jogo memorável exibido no Canal 100: Flamengo x Atlético Mineiro. Por que memorável? Ora, porque Pelé finalmente atingiu o ápice de sua carreira ao envergar o Manto Sagrado, a camisa do Flamengo! Meninos, eu vi! Eu estava lá, na geral do Maracanã no dia 6 de abril de 1979! Eu era um dos 139.953 torcedores que estavam diante daquele momento histórico. Só faltou um gol do Rei. E ele teve chance. Pênalti a favor do Mengão, a galera urrando “Pelé! Pelé!”, e o deus dos estádios amarelou. Teve medo de enfrentar o goleiro João Leite, na época, um especialista em pegar pênalti. A issão ficou a cargo do Zico, que não teve pena: fuzilou o canto direito do goleiro atleticano. No intervalo Pelé saiu, e o Mengão deslanchou: Zicão fez mais dois, Luisinho e Claudio Adão fecharam a conta. Quase tão bom quanto estar no estádio, vendo aquele momento mágico, único na vida de qualquer torcedor do Mais Querido, foi revê-lo na tela de cinema, no Canal 100, ao som do endiabrado piano de Waldir Calmon. Que bonito é! Que lindo, que lindo, que lindo... PteroMarco ::: Relembrado por Jack 7:46 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Segunda-feira, Junho 28, 2010 Acho que hoje em dia muita coisa mudou. E mudou muito! A gente parece já não ver o patriotismo nesse time do Dunga. Os jogadores já ganharam muito dinheiro na vida, e a meu ver, por isso mesmo deveriam dar mais “sangue”. Mas infelizmente parece que não é isso que ocorre. Eles somente querem um pouco mais de visão internacional para serem vendidos por ainda mais dinheiro. Uma vitrine de luxo e de grife. Enfim, essa é a mola mestra do mundo moderno, infelizmente. Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 11:31 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Segunda-feira, Junho 14, 2010 Alô Brotos! Au! Au! Riiinch! Qüiky-ky-ky-ky!![]() Toda criança quer ter um bichinho de estimação, certo? Pois é. As mocinhas e mocinhos do meu tempo, do tempo em que Adão e Eva estudavam catecismo para fazer primeira comunhão, também eram assim. E mais: a gente não queria um bichinho qualquer. Eu, pelo menos, não. A gente queria um cachorro que fosse como o Rin-Tin-Tin ou como a Lassie, um cavalo feito a égua Fury e um golfinho que nem o Flipper. Bem, eu não sei vocês, mas eu sempre quis ter um golfinho. Isso depois de acompanhar a série Flipper, que passava na TV Tupi, na parte da tarde. Cheguei a pedir um para minha mãe, e lembro dela me dizer carinhosamente: - Quê?! Tá maluco? Onde a gente vai enfiar um golfinho aqui em casa? No box do banheiro? Na verdade, eu tinha pensado em colocá-lo no tanque, mas a idéia de ter um golfinho por perto na hora de tomar banho era bem interessante para um menino... Quando era guri, eu tive cachorro. Especialmente, tive uma cachorra que ficou com a gente por 16 anos até morrer de câncer. Aliás, foi uma tragédia lá em casa. Parecia que tinha morrido gente da família. E na verdade tinha mesmo. O nome dela era Bossinha. De Bossa Nova, visto que ela andava rebolando, cheia de bossa...
Mas eu queria ter um pastor alemão que nem o Rin-Tin-Tin. Principalmente, queria ter um cachorro que fizesse as mesmas coisas que ele fazia. No meu tempo de moleque, toda gurizada queria ser o “Cabo Rusty”, o menino órfão do seriado, adotado pelo exército norte-americano, que treinou seu cão para fazer coisas absolutamente fantásticas. Bem, eu vou confessar agora. Eu às vezes brincava com a minha cachorra, botando ela para correr ao som do grito de guerra do Cabo Rusty: “Ai-ô, Rinti!”
A Lassie também era legal. Lembro que era mais que comum todo proprietário de uma cadela da raça collie colocar na bichinha o mesmo nome da cachorra-heroína. A gente até chamava todos os cães collies de “Lassies”, como se este fosse o nome da raça. Eu via esta série na TV Rio, Canal 13.
Tinha uma outra série muito famosa nos meus tempos de guri, ou seja, no tempo da TV a lenha. Era a “Fury”. Uma égua inteligentíssima, repleta de bravura e bons sentimentos, que magnetizava os nossos olhares mesmerizados diante daquelas aventuras de tirar o fôlego.
E é claro, tinha o “Flipper”, que eu via religiosamente, e que me enchia de inveja daqueles dois garotos que tinham seu próprio golfinho, nadando com eles, vivendo mil aventuras... - Ah, mãe! Por que eu não posso ter um golfinho? Eu cuido dele, não vai dar trabalho! Bem, a resposta que ela me deu, você já sabem... PteroMarco ::: Relembrado por Jack 7:44 PM ::Ponha a dentadura pra comentar: Quarta-feira, Abril 28, 2010 Objetos Jurássicos Carros – um sonho de metal – Parte 2Bem, amigos da Rede Globo, ou melhor dizendo, do tempo da TV a lenha, tempo em que o Velho Barreiro era um garotinho. Conforme prometi, prossigo a saga de carros que tiveram a ver com minha infância e adolescência e que são do tempo em que se amarrava linguiça com cachorro. Embora assuma que seja um rapaz bem antigo, não digo que sou velho. Os outros é que viveram pouco. E em termos de automóveis, confesso que sou do tempo do “Calhambeque”, mas aquele da música da Jovem Guarda... No capítulo anterior, falei de alguns carros e prossigo nesta segunda parte, apresentando outros que me fazem parar e afivelar um sorriso no rosto com jeito de “ah, meus tempos...” Carros estes que revi numa exposição há pouco tempo.
E começo por este Aero-Willys. Qual dos trintões aí – com mais de trinta e dez, trinta e vinte anos - lembra deste carro? Em seu lançamento, era o automóvel mais chique do Brasil, carro de presidente da República! Quem tinha um demonstrava que era possuidor de bom gosto e de uma mui saudável conta bancária. Tive um amigo, cujo pai tinha um. E lembro que este amigo era extremamente seboso só porque o seu pai tinha um Aero-Willys... “Grandes bostas...” dizíamos nós, os outros garotos... Conforme reza aquela famosa frase de pára-choque de caminhão: “A inveja é uma merda”. A primeira vez que eu andei num Aero-Willys foi quando fui “cavalheiro de honra” (hoje se diz “pajem”) num casamento, não me lembro de quem. Volta e meia eu era chamado para ser acompanhante de noiva em casamentos. Diziam que eu era bonito, fotogênico e desinibido. Ai, ai... (suspiro!) Eu me lembrei agora de um poema de Manoel de Barros, que começa assim: Remexo com um pedacinho de arame nas minhas/ memórias fósseis./ Tem por lá um menino a brincar no terreiro... Ah, e esse menino que fui era bonito, fotogênico... Pois é. Eu, cavalheiro de honra, andando de Aero-Willys e cartando com os outros moleques que, no máximo, só podiam olhar um daqueles pelo lado de fora. Só que o que eu andei não era rosa-calcinha como este. Naquela época, os carros se davam ao respeito, tinham cores mais sóbrias. Se o Aero-Willys do pai do meu amigo fosse rosa-Barbie desse jeito, ah, a gente matava o moleque de tanta encarnação! Um outro automóvel que vi na exposição e que me trouxe boas recordações foi esse, o Interlagos:
Lá pelos idos de mil, novecentos e... não vem ao caso, a Grapette lançou um concurso que daria um bicho desses para quem conseguisse juntar quatro chapinhas com cada palavra da frase: “Quem bebe Grapette repete” debaixo da cortiça. A gente bebia hectolitros desse refrigerante, vivíamos com a boca roxa, arrotando sabor artificial de uva o tempo todo e nada de tirarmos a tampinha com a palavra “Grapette”. Com as palavras “Quem”, “bebe” e “repete”, tínhamos baldes cheios. Para mim, aquilo era propaganda enganosa. Nunca conheci ninguém, nem soube de alguém que tivesse tirado o Interlagos no concurso. E o carrinho era uma belezura! A meninada andava pela rua imitando o som desse carro, mexendo num volante imaginário, passando marcha imaginária, sonhando em dirigir um de verdade... Um outro automóvel que fazia a nossa cabeça, nos tempos juvenis, foi o Simca Chambord, que nem este da foto:
Era o carro do Vigilante Rodoviário! Víamos a série na TV e ficávamos em devaneios, nos imaginando pilotando um desses ao som da velha musiquinha: “De noite ou de dia... Sempre no volante... Vai pela rodovia... Bravo Vigilante!” Ah... Que carrinho legal era o Simca! No início dos anos 60 era uma coqueluche no Rio. Talvez só perdesse para a dupla Renault Dauphine e Renault Gordini. Em 1965, a Chrysler comprou a Simca e, não demorou muito, tirou o simpático carrinho de linha. Eu me lembro que um mecânico, amigo da gente, certa vez pegou um, de um cliente, e levou alguns de nós para a praia de Mauá. Eita! Foi uma festa! O Carlim Berreba levou uma garrafa de gin e os caras tomaram aquilo com tudo que é acompanhamento: caldo de cana, água de coco, guaraná, água do mar... O carrinho tinha um barulhinho gostoso na estrada e embora não fosse muito potente, rendia bem. E para a gente que só tinha carrinho de rolimã, aquilo era como se fosse um Rolls-Royce! Pois é, caros amiguinhos. Imagino que a visão destes carros tenha despertado lembranças outras em vocês, como despertaram em mim. Vai ver o nosso passado tem um quê de “Maria Gasolina” e nem precisamos sentir o cheiro do combustível para ligarmos o motor das recordações e darmos partida em mais um sonho. PteroMarco ::: Relembrado por Jack 6:26 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Batizado de boneca![]() Quando era pequena, e isso já se vai longe, amava brincar de bonecas. Não as ‘Barbies’ de hoje. Nem ‘Susies’ tampouco. Nem um pouco parecidas. As bonecas naquela época eram bebezões imensos de vinil. Não me venham com gracinhas, pois não sou do tempo das bonecas de louça não! Aquelas que quebravam. Devia ser um desperdício... Meninada chorando por todo lado... Tive um lindo bebê que ganhei da minha avó. Dei-lhe o nome de Marcelo e ele foi até batizado. Para a época ele até que era bem moderninho. Fazia até xixi. Era menino e eu sabia por causa da roupa. Tinha um buraquinho, mas não tinha o sexo. Não tinha cabelo também. Era só uma coisa pintada no alto da sua cabeça. Deixa contar para quem não sabe ou não lembra como era. Se bem que acho que quem viveu nesse tempo não se esquece. Detalhes para não mais esquecer, pois foram muito marcantes, eu diria. Depois de alguns dias de bebê novo a gente fazia o batizado. Eu tinha até uma roupinha branca que tinha sido de alguém da família. Para vestir no bebê. Chamávamos as amigas da vizinhança. Às vezes até colegas da escola. Um dos meninos fazia o papel de padre. E a gente escolhia padrinho e madrinha para a boneca. E minha mãe fazia bolo. Acho que tinha algum suco também. E era um acontecimento! Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 6:27 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Segunda-feira, Março 08, 2010 A Misteriosa Jacqueline Myrna Huum... De fechar o comércio!![]() No tempo em que a gente fazia “fiu-fiu” para um broto na rua, às vezes dizendo: “é a nora que mamãe pediu a Deus!”, sentíamos os hormônios ferverem quando víamos aquelas deusas do cinema americano, ou as vedetes brasileiras, as “Certinhas do Lalau” (explicação para quem é do tempo do programa da Xuxa: “Lalau” era o auto-apelido de Stanislaw Ponte Preta, heterônimo de Sergio Porto, que em sua coluna no jornal elegia as mulheres mais boazudas pespegando-lhes o título de “Certinha”...). Ahhh... Aquelas mulheres maravilhosas! Qual rapaz ou adolescente que não pensava nelas carinhosamente quando estava em momentos solitários no recôndito dos aposentos sanitários... Nem vou enumerar aqui as deusas do nosso tempo, daquele tempo em que se amarrava lingüiça com cachorro. Os rapazes que me leem sabem muito bem. E as moças que estão passando os doces olhos por estas linhas também sabem de que beldades estou falando. Mas hoje eu queria falar de outras deusas que nos fazia palpitar o coração: as mulheres mais deliciosas do desenho animado. Ah, você vai dizer que elas não eram mulheres de carne e osso, que não existiam de verdade, que não se podia pegar nelas. Ah, tá. E nas outras, a gente podia? Uma vez eu li numa crônica do Luis Fernando Veríssimo onde ele dizia que só acreditava no que ele pudesse pegar, provar, cheirar, logo, ele não acreditava na Luana Piovani, por exemplo. Neste mesmo raciocínio, eu também não acredito na Claudia Cardinale, na Sophia Loren, na Rachel Welch e na Neide Aparecida, já que não posso pegar, lamber nem fazer kutch-kutch no umbigo” delas também. Esclarecido esse ponto, passemos ao essencial. Aos pitéus dos desenhos animados. Estão abertos os trabalhos. Alguém aí arrisca dizer quem eram suas nham-nhams? Então começo eu. ![]() Betty Ruble: olha, vou confessar para vocês, que meus olhinhos adolescentes ficavam meio embaçados quando eu a via nos desenhos dos Flintstones. E quando ela dava aquela risadinha, sentia ganas de beijar a tela da TV... Melody do “Josie and the Pussycats”: tudo bem, ela era uma anta. Mas que carinha, que pernas, que boquinha!... Ai minha Nossa Senhora da Saliência! Definitivamente, um broto da pontinha da orelha! ![]() Sininho: já que estou confessando os meus pecados, vou abrir o jogo. Quando eu vi o desenho “Peter Pan”, fiquei caidinho por ela. Quis até ver outra vez, só prestando atenção naquele bijuzinho... Com essa eu casava! Laurie Partridge de “Família Dó-Ré-Mi D.C.”: Esse caso era um prosseguimento de minha séria paixão pela Susan Dey, a atriz que fazia a “Laurie”, na série filmada. Eu sempre achei que um dia me casaria com a Susan/Laurie. E vê-la em forma de desenho só aumentou a minha paixão. ![]() Betty Boop: tá legal, ela tem idade para ser minha bisavó, mas é impossível não olhar para aquelas coxas perfeitas e pensar em saliência... É ou não é? Aí estão minhas cinco deusas dos desenhos em 2D. Se puxar mais pela memória, outras vão sair. Mas estou curioso para saber das paixões de vocês. (Não citei a Jessica Rabbit, porque quando eu vi o filme “Uma cilada para Roger Rabbit” já era um tanto grandinho... Mas coloquei a foto dela na postagem). As moças podem dizer que rapazes dos desenhos animados buliam com seus coraçõezinhos. PteroMarco ::: Relembrado por Jack 5:58 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010 Ainda é carnaval?
Sou de um tempo muito distante (Uma dinossaura quase extinta) Onde menino gostava só de menina E carnaval, sinônimo de confete e serpentina ‘Dona Dorotéia, vamos furar aquela onda?’ Onde menino se fantasiava de menina Com roupas emprestadas das mães e irmãs Banda da divisa Segura no bagre Pé na bosta (Coisa de santista) Lança perfume também já existia Mas não se ‘cheirava’ Os meninos gostavam de jogar nas meninas Corso nas avenidas da praia Guerra de bisnaga de água nas ruas Baile familiar nos clubes Com orquestra e tudo! Cidade Maravilhosa, Allah-la-ô, Aurora, O teu cabelo não nega, Me dá um dinheiro aí, Turma do funil, O cordão dos puxa-sacos, Bandeira Branca, Sassaricando, Olha a Cabeleira do Zezé, Pierrô Apaixonado, Mamãe eu quero, Chiquita Bacana lá da Martinica, Saca-rolha, Máscara negra, Estrela Dalva: eram nossas marchinhas favoritas! Jurassic Jack ::: Relembrado por Jack 4:48 AM ::Ponha a dentadura pra comentar: |
||||